Rondônia - 16 de novembro de 2018
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Empresa americana lança ‘rifle cristão’ para evitar uso por terroristas muçulmanos

empresa-americana-lanca-rifle-cristao-para-evitar-uso-por-terroristas-muculmanos540x304_30992aicitono_19v95oha3nm61r641d5oe1jid2aUma fabricante de armas do estado americano da Flórida lançou um rifle com símbolos cristãos, para evitar que o objeto caia em mãos de terroristas muçulmanos, o que levou um grupo muçulmano a acusar a empresa de estimular o ódio.

O rifle “Cruzado”, que tem inscrita a laser a cruz dos Cavaleiros Templários – a ordem religiosa que combateu nas Cruzadas – e um salmo da Bíblia, é fabricado pela empresa Spike’s Tactical, com sede em Apopka, Flórida.

“Queríamos garantir que a arma nunca poderia ser usada por terroristas muçulmanos para matar pessoas inocentes ou estimular sua agenda radical”, disse o porta-voz da empresa, Ben Thomas.

A Spike’s Tactical também deseja garantir que o rifle, por ter símbolos cristãos, nunca seja enviado pelos Estados Unidos ao Oriente Médio, onde poderia terminar nas mãos de grupos terroristas, disse Thomas à AFP.

“Fabricamos milhares de rifles todos os anos e decidimos que não queríamos que o governo os comprasse e enviasse para pessoas que machucam pessoas inocentes”, afirmou o porta-voz, um ex-Navy Seal.

Thomas disse que desde o lançamento no início do mês o rifle tem uma “saída impressionante”.

“Nós vendemos todos nas primeiras 72 horas e agora há uma fila de espera de várias semanas”, disse Thomas, que não revelou o número de unidades vendidas.

A arma recebeu críticas da organização Conselho para as Relações Islâmico-Americanas (CAIR) na Flórida.

“Este é outro ardil publicitário para ganhar dinheiro com a promoção do ódio, a divisão e a violência”, afirma a organização em um comunicado.

“Lamentavelmente esta nova arma não contribuirá para deter a verdadeira ameaça nos Estados Unidos: o problema da violência por armas de fogo”, completa a nota.

“Se acreditam que a palavra de Jesus Cristo provoca ódio, não entendem Jesus Cristo”, respondeu Thomas, ao garantir que a empresa não é racista. Autor: AFP