Rondônia - 16 de novembro de 2018
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Melhor é o pouco com justiça do que a abundância de colheita com injustiça – Provérbios 16:8

A vida é composta de uma série de escolhas baseadas em prioridades. Prioridades certas levam a escolhas certas, o que resulta numa vida bem sucedida. Jeová declarou um sistema de valores para as prioridades humanas, e o rei Salomão o confirmou pela mais extensa experimentação social na história humana. Mas apenas poucos grandes homens (e mulheres) alinharão as suas prioridades com as de Deus e fazer escolhas sábias. Somente alguns poucos serão algo notável para com Deus e para com os homens de bem.

Qual é o problema? Por que tão poucos vivem uma vida bem sucedida à vista de Deus e dos homens? Porque as prioridades do mundo são opostas às de Deus! O mundo mede o sucesso por uma formação escolar, uma carreira de sucesso, uma casa confortável e uma boa aposentadoria. O Senhor mede o sucesso pela piedade com contentamento (ITm 6:6). Quão opostos são esses objetivos? Qual o grau de pobreza que você está disposto a chegar para ser justo?

Salomão tinha mais dinheiro e poder do que Bill Gates possa imaginar. Ele tinha 1.000 mulheres. O livro de Eclesiastes registra a busca dele pelo sentido da vida do homem. Ele concluiu a sua investigação escrevendo que temer a Deus e guardar os Seus mandamentos é o dever de todo homem (Ec 12:13-14). Ele escreveu o provérbio acima porque ele descobriu que a riqueza é vazia e frustrante; e ele sabia que todo homem daria conta de sua conduta na terra.

A justiça deve ser uma prioridade maior do que grandes ganhos! Agradar a Deus deveria ser mais importante do que ganhar muito dinheiro. Sendo isso verdade, você tomará decisões objetivando o que é justo ao invés de como se tornar rico. Você usará os domingos para o Senhor. Você será perfeitamente honesto. Você evitará os homens maus, não importando o quão bem sucedido eles são. Você dará liberalmente ao Senhor e aos pobres. Você economizará, evitará dívidas e odiará garantias em fianças. Você gastará uma hora a mais em confissão, meditação, oração e autoexame do que fazendo uma hora extra no trabalho.

Considere Ló e Abraão. Ló escolheu a campina do Jordão por vantagens financeiras, mesmo considerando que Sodoma estava naquela região (Gn 13:10-13). Ele terminou por perder tudo, vivendo numa caverna em miséria profana (Gn 19:30-38). Abraão tomou as terras mais pobres, mas ele era amigo de Deus e pai de Israel. Apesar dos dois homens serem eleitos de Deus, Ló arruinou e desperdiçou a sua vida; Abraão aceitou menos para ser grande com Deus. Qual deles você gostaria de ser?

Moisés recusou os prazeres e as riquezas do Egito para poder estar com o povo de Deus e buscar as riquezas de Cristo (Hb 11:24-26). Mas um jovem governante voltou as costas pra o Próprio Filho de Deus, porque ele amava demais o dinheiro (Mt 19:16-26). Moisés é conhecido nominalmente até os nossos dias e reverenciado como um grande homem, mas o governante tolo com as suas prioridades distorcidas é um exemplo sem nome de como não se deve viver. Qual deles você gostaria de ser?

Se você teme a Deus e valoriza o agradar a Ele, então você fervorosamente escolheria ser Abraão e Moisés ao invés de Ló e do tolo homem rico. Mas existe algo mais nessa equação, pois ao renunciar à sua vida natural pelo Senhor isto lhe trará bênçãos espirituais e tentar salvar a sua vida natural lhe trará perdas espirituais (Mt 16:24-26). Nenhum homem jamais renunciou a ganhos por causa do Senhor que não tenha sido recompensado neste mundo e naquele por vir (Mc 10:28-30).

Como é melhor o pouco com justiça do que os grandes ganhos sem justiça? Nenhum volume de dinheiro pode compensar uma consciência culpada. Nenhuma quantia de dinheiro pode compensar o castigo severo de Deus pelas suas éticas pecaminosas. Nenhum valor pode compensar a perda das bênçãos espirituais. Nenhuma importância em dinheiro pode livrar a sua alma da natureza enganosa das riquezas (ITm 6:6-10). Nenhuma importância em dinheiro pode lhe salvar no Dia do Juízo.

Quem você preferiria ser, o homem rico que se fartava suntuosamente todos os dias, enquanto se vestia de púrpura e linho finíssimo, ou Lázaro o mendigo, que se deitava com fome à porta do rico e tinha as suas muitas feridas lambidas pelos cães da rua? Temos aqui o maior contraste do pouco e do muito ganho! Certamente você valorizaria os destinos eternos deles como peso suficiente para escolher a Lázaro. Mas com fé, esperança, alegria e paz pelo Espírito, Lázaro também era o mais feliz aqui na terra!

Votos de pobreza dos sacerdotes e freiras romanas não estão sendo consideradas aqui, pois são evidentemente falsas: não havia sacerdotes ou freiras no Novo Testamento – só havia bispos, ou pastores ou diáconos (ITm 3:1-13; Fp 1:1). Deus nos deu ricamente todas as coisas para desfrutarmos (ITm 6:17-19), e os trabalhadores ministeriais são dignos do seu salário (ITm 5:17-18; ICo 9:3-11). Não há nada correto com respeito à hipocrisia monástica daqueles que seguem as mentiras diabólicas de evitar carne e proibir o casamento (ITm 4:1-3; Cl 2:18-23).

Você já tomou decisões hoje, e ainda tomará outras. Que prioridades ditam suas escolhas e decisões? Você adquiriu uma porção no sistema de valores do mundo ou você está comprometido de todo o coração com os valores do sistema de Jeová? O provérbio que está diante de você é uma lei certa no que diz respeito às sábias prioridades. Certifique-se de que você está escolhendo e valorizando a justiça acima dos ganhos, do contrário você terminará numa situação semelhante à de Ló ou à de um jovem governante tolo.