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quarta-feira, 08 julho 2020, 02:31
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Não moro no Chile – Por Osmar Silva

Pela primeira vez olho a proximidade de uma eleição com desânimo. Sou daqueles que acredita que, mesmo votando no ‘menos ruim’, é melhor que deixar o espaço aberto para o pior. O diabo é quando não existe nem o ‘menos ruim’. É assim que, por enquanto, estou vendo o cenário da Capital. Estou como gato escaldado. Optei pelo ‘menos ruim’ na vez passada. Me lasquei. Todos se lascaram. Porto Velho se lascou.

Coitada de Porto Velho. Se for verdade que o poder emana de Deus, ele vem nos castigando ao entregar a cidade a gestores cada vez piores. Talvez para nos cobrar atitude responsável e escolhas conscientes.

Que ignorância é essa que nos condena às piores mazelas públicas? Será por conta das nossas próprias  ambições e corrupções? Tipo me dê isso que te dou os votos de minha casa! Só voto em quem me ajudar! É, acho que esse famoso toma lá dá cá são os nossos pecados e razão do nosso castigo.

Então o nosso erro está antes do deles. E eles se aproveitam disso para tirar vantagens. E que vantagens! Afinal, não devem nada ao eleitor.

O fato é que o cenário está sombrio. Lembro que o prefeito Roberto Sobrinho, por exemplo, devolveu aos cofres do governo federal algo em torno de R$ 200 milhões que veio para construir o Parque das Águas. Um projeto lindo, que transformaria o Cai N’Água e os bairros do Triângulo e Areal, em uma Veneza amazônica. Seriam os locais mais bonitos e valorizados da Capital. E a orla do Rio Madeira viraria cartão postal. Só o Capiroto sabe por que ele fez isso. O que fez mesmo foi gastar uma grana preta, por oito anos, na revitalização dos galpões da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. O que resta desta ação? Escombros. Nada mais.

Mas já leio aqui e acolá que é candidatíssimo com chances, de se eleger de novo, prefeito de Porto Velho. Dá para acreditar numa coisa destas? E, juridicamente, ele pode?

É por isso que o desastroso Mauro Nazif sonha em continuar nos castigando por mais quatro anos. Vamos permitir que pisos de concreto, em ponto de ônibus que nem placa tem, tenham força midiática para conquistar nossos votos?

Não falemos nas ruas que estão sendo asfaltadas em bairros abandonados. Quem está resgatando o povo da lama é o governo do estado. Com máquinas e usina de asfalto. Criou até uma Coordenadoria Metropolitana no DER para isso. Graças a Deus!Ponto.

E olhe que o que eu quero é pelo menos uma cidade com placas de ruas, números corretos nas casas. Ruas sem lixo apodrecendo nas portas e nos becos. Uma cidade com ônibus limpos e acessibilidade, cumprindo horários, parando em pontos cobertos e com bancos para descansar. Uma cidade com professor na sala de aula, com médico no posto de saúde e luz no poste. Isso sim, é mais importante que sapatas de cimento no meio do mato, no deserto, na escuridão, em lugar nenhum.

O senhor Sobrinho ficou oito anos e não colocou nem as placas das ruas. Largou as avenidas José Vieira Caula e Mamoré para o senhor Mauro Nazif que, já está terminando o mandato e, ainda não deu conta.

Vejo outros nomes se insinuando como candidatos a prefeito. Alguns até alvissareiros, não fossem frutos de árvores viciadas. Será que conseguirão se independer? Temos muitos exemplos dizendo que não. No Jaru, em Ariquemes, cujubim e em Vilhena. A realidade é dura, mas está lá, gritando na nossa cara. É como a estória do homem, da agulha e do camelo. E aí! Dá pra arriscar?

Mas como toda regra tem exceção, estou procurando descobri-la.

E olhem! Me contentarei com uma cidade que tenha, pelo menos, placas de ruas.

É pedir muito? É. Parece que é. Afinal não moro no Chile nem no Uruguai. Por isso, paro por aqui.

OsmarSilva – Jornalista – sr.osmarsilva@gmail.com

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