Rondônia - 16 de novembro de 2018
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Suspeita de chikungunya no Acre pode ter origem em Pernanbuco

Cruzeiro do Sul, AC – Uma mulher 42 anos, que esteve durante oito dias em Recife (PE), chegou a Cruzeiro do Sul, município distante 648 quilômetros de Rio Branco no dia 19 deste mês. Após retornar ao município, no domingo (22), foi internada no Hospital Regional do Juruá com sintomas de Chikungunya.

A mulher recebeu alta médica na manhã desta segunda-feira (23) e as autoridades do setor de Saúde estão tomando providências para que a doença não se alastre na cidade. A coordenadora municipal de Vigilância Entomológica, Muana Araújo, foi até a residência da paciente se inteirar da situação.

“A paciente relatou que na casa onde ficou hospedada havia pessoas com suspeita da doença. Ela apresentou alguns sintomas, recebeu alta e vai ser acompanhada pela Vigilância para que possamos fazer uma avaliação e tomar todas as medidas cabíveis”, disse a coordeandora.

Muama disse ainda que a Vigilância vai realizar o bloqueio, fazer um arrastão no bairro onde a mulher reside. “Vamos fazer a borrifação e eliminar todos os possíveis focos para que não tenhamos a transmissão da chikungunya em Cruzeiro do Sul”, acrescentou.

Ela alerta ainda que as pessoas precisam se prevenir para que as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti não continuem se proliferando na cidade.

“Precisamos continuar atentos e fazendo a prevenção. É muito importante que as pessoas cuidem de suas residências e mantenham seus imóveis longe do mosquito”, alerta.

A secretária municipal de Saúde, Lucila Bruneta, concedeu coletiva onde chamou a atenção da comunidade e alertou que a cidade está com alto índice de infestação do mosquito.

“Estamos em alerta para que a cidade não passe pelo problema do ano passado. Para não ter as doenças, não podemos ter o mosquito. Isso depende muito do envolvimento da comunidade”, ressalta.

Lucila orienta as pessoas que chegarem do nordeste a procurarem orientações nos postos de saúde.

“A paciente está em observação, tomamos todas as providências e vamos aguardar para ver se a suspeita se confirma ou não. Espero que esta pessoa não esteja com essa doença e que não tenha sido picada por um mosquito contaminado”, salienta.

Secretária municipal de Saúde diz que mulher está sendo acompanhada  (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Secretária municipal de Saúde diz que mulher está sendo acompanhada (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)

Como as pessoas pegam o vírus?
Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue.

Quais são os sintomas?
Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações.

Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.

Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns.

Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.

Como se prevenir?
Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.

Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.

Fonte: G1