Rondônia - 17 de novembro de 2018
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Mariana Carvalho defende mais educação sobre internet para crianças e adolescentes

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Presidente da CPI dos Crimes Cibernéticos e membro titular da Comissão de Educação da Câmara, a deputada Mariana Carvalho (PSDB – RO) é a favor que a escola se dedique mais ao ensino do uso correto da internet.A parlamentar defendeu esse posicionamento nesta segunda – feira, 23, durante a realização em Porto Velho do programa educacional desenvolvido pelo Google chamado Expedição de Segurança na Internet.

Trata – se de palestras em estabelecimentos de ensino sobre a importância de se proteger na Web, seguindo algumas recomendações como saber o que vai compartilhar, usar senhas seguras, ficar esperto diante de golpes e não postar conteúdo que prejudique outras pessoas. O projeto, cuja meta é levar informações como essas para estudantes de todo o Brasil, foi trazido para Rondônia pela deputada Mariana Carvalho que está preocupada com o grande número de casos de crianças e adolescentes sendo vítimas de delitos na rede de computadores.“Infelizmente, nem sempre a sociedade sabe da gravidade que é a exposição das crianças e dos adolescentes na internet”, admitiu a congressista para quem a mesma conduta que o cidadão tem na vida real deve adotar no mundo virtual. “O Brasileiro passa muito mais tempo no computador do que a média mundial. Daí ter a maior probabilidade de ser alvo de crimes cibernéticos”, alerta.

Essa preocupação da parlamentar é compartilhada pelos profissionais da área de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google, Mariana Macário e Marcos Joaquim Martins que palestraram em Porto Velho nas escolas Mariana na Zona Leste e Dom Pedro I na Zona Sul.  Segundo Mariana Macário, existem pesquisas que embasam o conteúdo das palestras ministradas para jovens de 8 a 14 anos. “Nossa proposta é ensinar o uso consciente da internet”, explica ela apresentando as estatísticas que comprovam a necessidade dessa orientação.

Quatro em cada cinco jovens a partir de nove anos acessam a internet sem a supervisão de um adulto.  Mais da metade deles não habilita nenhuma configuração de privacidade em seus perfis nas redes sociais. E pior: Um em cada quatro adolescentes entre 11 e 17 anos já foi impactado por alguma mensagem de ódio na web. Na avaliação da diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dom Pedro I, Maura Bragado, que a há 21 anos dirige o estabelecimento de ensino, a preocupação  dos representantes do Google e da deputada Mariana Carvalho é uma oportunidade para ajudar pais e educadores  a lidar com os desafios do mundo digital.

Ela sentiu de perto os efeitos negativos da internet há três anos, quando um grupo de alunos criou um perfil falso no facebook em nome da escola e começou a trocar ameaças entre si.  “Quando descobrimos, realizamos uma reunião com os pais que contou inclusive com a presença de representante do Conselho Tutelar”, lembra  a diretora que concorda com a ideia de Mariana Carvalho em levar para a sala de aula  mais ensinamentos sobre um comportamento correto diante da tela do computador.

João Albuquerque