Rondônia - 23 de outubro de 2018
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Trabalhadores da educação aprovam Greve Geral no Piauí

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública no Estado do Piauí – SINTE/PI, através de suas competências legais, reuniu na quarta-feira (25), todos os trabalhadores em educação do estado do Piauí para Assembleia Geral Extraordinária, que aconteceu no Clube do Sinte-PI em Teresina.

O evento foi para discutir e exigir o cumprimento do acordo com o governo: Reajuste de 13% (em 3 parcelas em 2015: MAI-OUT-DEZ), data base em Janeiro de 2016, reenquadramento dos Técnicos e Operacionais,discussão sobre eleições para diretores de escolas e Informes sobre Ação Jurídica: Jornada de Trabalho e PLAMTA.

“Nós sabemos que essa luta começou desde o início do ano pelos funcionários administrativos da rede estadual. Paralisaram quatro vezes, todas elas com assembleia e com negociação com o governo. Foi acordada ainda no mês de abril, e eles teriam um reajuste de 13%, como os professores tiveram, e foram dados de início 9% que é aquele do início do ano, e o governo dividiu os outros 4% em 2% em outubro e dezembro. Porém, não cumpriu esse acordo que foi feito no mês de abril, e os funcionários administrativos sempre esperando. Portanto, houve essa assembleia e foi repassada a nova negociação com o governo que aconteceu na segunda-feira (23)”, disse professora Léa Almeida, presidente do SINTE/Regional Floriano.

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Após várias discussões e discordâncias do SINTE para os dados apresentados pelos secretários, os representantes do governo propuseram que os 2% de reajuste que estava previsto para outubro, será pago na folha de dezembro e os outros 2% na folha de janeiro/2016, e já começa a negociação da data base 2016.

“Ficou acertado entre o sindicato e o governo que os 2% que não foram repassados em outubro, eles vão repassar no mês de dezembro. Agora nós esperamos que todas elas sejam atendidas, mas uma especificamente para o administrativo é sobre a data base do reajuste, porque é em maio, todo servidor administrativo tem a data base em maio, porém nunca o reajuste vem no mês de maio, sempre vem no mês de junho, julho e até agosto, pois teve um ano que veio em agosto”
, ressaltou.

A decisão geral foi greve unificada (administrativos e professores) dos servidores da educação por tempo indeterminado a partir de janeiro, caso o governo não cumpra o acordo; A nova assembleia acontece em janeiro para referendar o indicativo e definir data de inicio da greve;aprovou-se também Moção de Apoio aos estudantes das escolas públicas de São Paulo.

A professora Léa finalizou dizendo que se o governo não cumprir no mês de janeiro o prometido, será deflagrada uma greve por tempo indeterminado, até que sejam cumpridos os acordos.

“É uma luta justa, é possível que as pessoas saibam que é essencial um servidor administrativo dentro da escola, como o professor, alunado, cada profissional tem seu peso dentro da educação. Então, assim como a nível nacional, a categoria de professores tem o seu reajuste no mês de janeiro, era uma das grandes manifestações e ele acordou que em janeiro de 2016, vai ser também a data base do funcionário administrativo, com reajuste e esse ano mais os 2% que não foram dados, foi assim que foi repassado para categoria, bem como os técnicos que eles estavam sendo enquadrados e parou, ninguém sabe por que, então segundo o acordo vai ser feito em janeiro de 2016”, finalizou Léa Almeida.

Com informações do SINTE/PI.

Fonte: Floriano News