Rondônia - 17 de outubro de 2018
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O câncer da falta de ética entre os profissionais corretores de imóveis

Coluna Café Imobiliário, Por Vagner Lopes – Vou esculachar hoje, acredite, pior que uma concorrência desleal enfrentada por nós corretores de imóveis com todo mundo que quer ser corretor, é um procedimento antiético desleal de um profissional credenciado que deveria dar exemplo.

Há poucos dias, tive a triste experiência de perder um trabalho pela atitude baixa de uma empresa que se prontificou em efetuar o mesmo trabalho que apresentei orçamento. Detalhe seu orçamento estava simplesmente com uma diferença do meu orçamento de 70%. Lembrando que existe uma tabela mínima que regulamenta as atividades do Corretor de Imóveis, e sempre procurei respeitar as normas e regras que organizam nosso mercado.

Você dá o seu melhor, busca se aprimorar para oferecer um serviço de qualidade, e aí simplesmente as PROSTITUTAS do mercado resolvem te sabotar.

Em pouco mais de 13 anos de profissão, essa foi uma das minhas maiores decepções, pois as mesmas figuras que outrora falaram em moralização e união da classe, agora simplesmente apunhalam à todos os profissionais da classe com tal atitude.

Colegas profissionais Corretores conclamo aqui a todos, que verdadeiramente estejamos unidos em busca de assegurarmos nossos direitos, e que justiça seja feita, um Conselho forte, é sim um conselho que combate a ilegalidade principalmente entre aqueles que ferem os direitos e legitimidades da coletividade.

Estaremos atentos quanto ao rumo e posicionamento do nosso conselho, que deve ser imparcial quanto ao momento de se tomar uma atitude firme e severa no combate a ilegalidade. Que seja cortado na própria carne se necessário, mais que esse tipo de situação não venha perpetuar.

 

QUERO DEIXAR AQUI UMA BREVE REFLEXÃO!

 

A PESCARIA

“Ele tinha onze anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago”.

A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água.

Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago.

Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha.

O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia um peixe exausto da água.

Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada.

O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras movendo para trás e para frente.

O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio.

Pouco mais de dez da noite…

Ainda faltavam quase duas horas para a abertura da temporada.

Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:

– Você tem que devolvê-lo, filho!

– Mas, papai, reclamou o menino.

Vai aparecer outro, insistiu o pai.

Não tão grande quanto este, choramingou a criança.

O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista.

Voltou novamente o olhar para o pai.

Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável.

Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura.

O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu.

Naquele momento, o menino teve certeza de que jamais pegaria um peixe tão grande quanto aquele.

Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido.

O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais.

Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite.

Porém, sempre vê o mesmo peixe todas as vezes que depara com uma questão ética.

Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de CERTO e ERRADO.

Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa.

A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando.

Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À ÁGUA.

A boa educação é como uma moeda de ouro:

 

“TEM VALOR EM TODA PARTE.”

Histórias como estas nos ajudam a enxergar e a refletir sobre algumas atitudes que podem impedir que sejamos pessoas melhores, profissionais melhores. Fortaleça seu escudo contra as ações antiéticas em nosso mercado e ajude a construir um setor cada vez mais forte e comprometido.

Vagner Lopes dos Santos, Consultor Imobiliário, Perito Avaliador, CRECI 0826, CNAI 04393,
e-mail: [email protected],Tel: whatts: (69) 9972-1009, Site; www.vagnerlopes.com.br.