Rondônia - 20 de outubro de 2018
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Reeducandos trabalham na reconstrução de escola em Rolim de Moura

pc202525-370x277Rolim de Moura, RO – A mão de obra de apenados como projeto de reinserção social tem sido exemplo no interior do Estado de Rondônia. Em Rolim de Moura, a Escola Estadual Monteiro Lobato iniciou há dois anos uma reconstrução para atender o sistema de ensino integral e todo o trabalho foi realizado com os reeducandos do regime semiaberto do município.

Pedreiro, hidráulico e jardinagem, são algumas das funções exercidas por cerca de 10 apenados que trabalham diariamente na reconstrução da escola, através de convênio.

A seleção é feita a partir do comportamento e interesse de cada reeducando, já avaliado dentro da unidade, onde também são executados os mesmos serviços. Os selecionados para o trabalho ficam em um período de avaliação durante 60 dias, enquanto executam a obra.

Segundo o diretor geral da unidade semiaberta, Fabrício Kempin, desde o início da obra, de 30 apenados, em média, que já participaram do trabalho, apenas um evadiu-se da escola durante o ofício. ”Não houve nenhum incidente, no trabalho eles não são monitorados com tornozeleira e fica um encarregado da escola em vigilância. Temos vários exemplos bons que aprenderam ofício de pedreiro e tiveram a pena remida, agora estão trabalhando na sociedade e não regressaram ao sistema”, explicou o diretor, reafirmando o baixo índice de regressão do apenado.

Obra atende novo sistema de ensino integral do Governo de Rondônia

Por temporada de trabalho, 10 apenados atuam com a execução da obra e só saem da função em caso de progressão da pena, onde é possibilitada a oportunidade para outro reeducando.

A reconstrução da escola segue com a frente estética, a parte hidráulica e jardinagem para concluir. “Eles fazem tudo que pedirmos, orientam, dão idéias. Nem eu mesma, que trabalho com eles, consigo acreditar que fizeram tanta coisa. Foi um trabalho com dois focos, o baixo custo e a ressocialização. Eles respeitam as crianças, obedecem, trabalham muito bem. Acredito que esses sim foram ressocializados de verdade”, ressaltou a diretora da escola, Ana Maria, sobre a intenção do projeto de reinserção.