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Petistas desistem de ação contra Cunha no STF após relatoria cair com Gilmar Mendes

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Deputados tentavam recurso contra o presidente da Câmara, que aceitou iniciar processo de impeachment de Dilma Rousseff;

Deputados do PT desistiram nesta quinta-feira (3) de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a decisão de Eduardo Cunha (PMDB) de aceitar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). O motivo: o ministro sorteado para relatar o recurso foi Gilmar Mendes, desafeto dos petistas.

No texto enviado ao STF, Paulo Teixeira (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ) alefavam que Cunha, presidente da Câmara, cometeu “desvio de finalidade” e agiu para retaliar o PT, que anunciou que votará contra o peemedebista no Conselho de Ética. Cunha é investigado na Operação Lava jato e pode ter o mandato cassado.

Mendes é conhecido por fazer críticas aos governos do PT e a esquemas de corrupção deflagrados nos últimos anos, além de ter votado pela reabertura de uma das ações de investigação da campanha eleitoral da presidente Dilma que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Esse seria o terceiro recurso levado pela base aliada ao STF contra Cunha, que aceitou o pedido de processo de impeachment nesta quarta-feira.

Celeridade

Em reunião realizada nesta quinta-feira no Palácio do Planalto com lideranças da base aliada da Câmara, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, defendeu que o processo de impeachment tenha um desfecho o mais breve possível no Congresso.

A ideia, segundo parlamentares presentes no primeiro encontro, é de atuar com celeridade enquanto não há uma definição pelo STF em relação ao tema.

No Senado, o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), defendeu o recesso legislativo e acredita que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff será mais forte se tiver continuidade só depois das festividades de fim de ano. “Mobilizar a sociedade nessa época do ano será uma tarefa um tanto quanto difícil. Temos Natal, Ano Novo, férias escolares, janeiro já emenda com o Carnaval, é difícil”, argumentou.

Fonte: Isto é