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Execução do Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável exige participação dos rondonienses, afirma socióloga

Com larga experiência em desenvolvimento rural sustentável, a socióloga Ana Maria Avelar, que integra o grupo de elaboração e discussão do Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável (PEDS), disse na terça-feira (8), no auditório da Secretaria de Saúde (Sesau), em Porto Velho, durante sua explanação sobre seu diagnóstico, que este é um plano que depende da formalidade legal para existir, assim como depende do amor de cada cidadão rondoniense para se transformar em realidade.

A socióloga Ana Avelar ressalta o caráter macro do PEDS para Rondônia

Falando a técnicos do governo e agentes da comunidade local, ela fez ver que este é um plano macro, para o conjunto do estado de Rondônia, que detalha políticas setoriais específicas urbanas e rurais de abrangência plena, contemplando as características gerais do Estado, sua dimensão histórica, geoambiental e demográfica, de modo a atingir as necessidades e interesses da plenitude territorial, diferentemente das ações desenvolvidas pelo Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil (Polonooeste) e pelo Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia (Planafloro) que, embora de grande importância para o desenvolvimento regional, não foram elaborados especificamente para Rondônia, observando suas peculiaridades e necessidades.

Segundo ela, o PEDS dedicou estudos profundos sobre todo o universo de suas ações, prevendo e estabelecendo sua dimensão econômica, social, de infraestrutura e logística e sua dimensão político institucional, visto que sua concepção o tem como um instrumento de gestão sustentável com base no desenvolvimento socioeconômico, fundado na execução de um conjunto de diretrizes, programas e projetos, que tem na ponta o objetivo de reduzir as desigualdades entre as regiões de planejamento do Estado, com o direcionamento do potencial da diversidade existente para o desenvolvimento regional sustentável, o objetivo geral.

De opinião semelhante, a assistente social Zilene Rabelo, coordenadora geral do PEDS, observou que este é um plano de governo para os próximos 15 anos, que discute nas reuniões e audiências a aplicabilidade de suas propostas, estabelecendo minuciosamente políticas públicas fundamentais e de caráter duradouro, de modo que os interesses intrínsecos do desenvolvimento sustentável do Estado de Rondônia independa de quem seja o governante ou de qualquer outro interesse político.

Zilene Rabelo destacou a abrangência do Plano, e a importância da participação dos rondonienses em sua discussão

Segundo ela, este foi o motivo do plano ter sido elaborado por tantas mãos, com a participação de todas as secretarias e órgãos do Estado, e agora em discussão com a sociedade. Ela explicou que sustentabilidade, no âmbito do PEDS, é um tema abrangente que envolve pelo menos oito dimensões, que passam necessariamente pela questão econômica, social, ecológica, ambiental e política, entre outras, visando a construção de um estado progressista que atenda a todos esses interesses e necessidades.

O Plano de Desenvolvimento Sustentável de Rondônia, na verdade, é uma obra que foi estruturada em quatro diretrizes macroeconômicas básicas – territorialização e gestão ambiental, bem estar social, competitividade sustentável e modernização da gestão pública -, como estratégia de um grande projeto de desenvolvimento para o Estado e seu povo, o que segundo Zilene Rabelo é motivo suficiente carrear o empenho de todos em sua discussão e aprovação.