Rondônia - 22 de Maio de 2018
Home / Notícias / Fhemeron recorre a antigas e novas parcerias para manter estoques de sangue em níveis razoáveis em Rondônia

Fhemeron recorre a antigas e novas parcerias para manter estoques de sangue em níveis razoáveis em Rondônia

Fhemeron_Doacão-de-Sangue_18.09.15_Foto_Daiane-Mendonça-6-570x367.jpgO setor de captação de doadores de sangue e medula óssea da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron) faz novo apelo para que as pessoas compareçam às unidades de coleta na capital e municípios do interior, com o objetivo de manter os estoques de bolsas de sangue nos níveis razoáveis dos meses anteriores.

A responsável técnica, assistente social Maria Luíza Pereira, considera as doações deste início de dezembro baixas. A queda decorre principalmente da antecipação das viagens de final do ano, período das chuvas e até mesmo a greve nos transportes coletivos que reduziram em 50% os estoques de sangue no Hemocentro de Porto Velho.

Segundo ela, a maioria dos doadores da capital depende de ônibus e busca o Hemocentro Coordenador espontaneamente. Nos municípios a cultura é diferente e os voluntários transformam a rotina das cidades sedes onde funcionam as Unidades de Coleta numa festa.

Para manter os estoques em níveis “razoáveis” e condições de suprir às demandas da rede do SUS e hospitais particulares, a Fhemeron recorreu às antigas e novas parcerias. Dentre elas, o Tribunal de Justiça, Ministério Público do Estado, Forças Armadas, Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Paróquias da Igreja Católica e grupos evangélicos, além de escolas como o Iesb – Instituto de Educação Somos Brasileiros – e a Escola dos Sargentos PM.

Mais recentemente, a Embaixada São-Paulina aderiu às campanhas e no último sábado (5) encaminhou 50 doadores. “Por isso é hora de aproveitar o espírito natalino para agradecer a espontaneidade do gesto de todos os doadores, mesmo considerando o índice de descarte de 10% das bolsas”, disse Maria Luíza.

A Fhemeron fechará o ano de 2015 com mais de 70 mil pessoas cadastradas no Bando de Sangue. Mas é necessário que mais pessoas se conscientizem, de acordo com a responsável, de que doar sangue é um ato espontâneo e que salva vidas. A hemorrede estadual coleta cerca de 1.500 bolsas/mês, com uma média anual de 18 mil.

 

Mais de 50% dos nossos doadores são doadores de repetição, fidelizados. Doadores que voltam em média duas a três vezes para doar”, Maria Luíza, assistente social da Fhemeron.

 

O tratamento dispensado ao doador no Hemocentro de Porto Velho e às outras seis unidades nos municípios de Guajará-Mirim, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena, é de ente mais importante do processo, sem o qual não existiria e por isso deve ser tratado com muita dignidade.

Segundo Maria Luíza é feito o possível e o impossível para que o doador saia satisfeito e volte, porque “mais de 50% dos nossos doadores são doadores de repetição, fidelizados. Doadores que voltam em média duas a três vezes para doar”.

Rondônia figura no ranking nacional como o Estado com maior número de doadores fidelizados, mais de 50%. A metade das doações é espontânea, sem a indicação do receptor.

A doação é claro, é um gesto espontâneo, assinala ainda Maria Luíza, mas a Fhemeron classifica em espontânea e de reposição para fins estatísticos.

Como são pessoas que podem doar a cada dois ou três meses, a meta a Fhemeron intensificou nos últimos meses as ações de fidelização dos grupos, e de conscientização de mais pessoas para que “sintam no coração aquela vontade de doar outra vez”.

Hemocentro necessita de sangue Tipo O+ e O-

PARA DOAR

Basta estar em boas condições de saúde, apresentar um documento com foto, RG, habilitação, carteira de trabalho, estar em boas condições de saúde, idade entre 16 e 69 anos e ir ao Banco de Sangue. Os menores de 17 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

O doador não pode ter ingerido bebida alcoólica até um dia antes da doação. “As pessoas tem que saber que o ato de doar sangue é doar saúde”.

Maria Luíza explicou que o Hemocentro é um centro de vida e não de diagnóstico. Se a pessoa estiver em dúvida quanto ao seu estado de saúde, deve procurar primeiro um posto de saúde, somente depois de liberado mediante os diagnósticos de rotina é que pode doar sangue.

Nem sempre no curto espaço de tempo os exames detectarão a doença. É a chamada janela imunológica, ou período de incubação das doenças. O importante é que a pessoa vá ao Hemocentro com consciência, embora o sangue tenha que ser examinado, mas que tenha 100% de chance da bolsa ser aproveitada.

Antes da doação o voluntário responde ainda a um questionário com 30 perguntas e não pode omitir nenhuma informação, além de na pré-triagem fazer a avaliação dos sinais vitais, peso, temperatura, as hemoglobinas – se tem sangue suficiente para doar naquele dia -, e só depois é encaminhado à triagem clínica.

O questionário e os exames clínicos asseguram a qualidade do sangue e resguardar a vida tanto do doador quanto do receptor. Então é a partir do questionário que começa a ser garantida a qualidade do sangue que vai ser doado.

Durante os exames clínicos todas as doenças que são transmissíveis pelo sangue, elas são investigadas na rotina do Hemocentro: as hepatites, HIV, sífilis, realizada pesquisa do plasmódio para saber se a pessoa está com malária, doença de chagas. Então são vários exames.

A inaptidão para malária é de 12 meses. Após esse prazo, a pessoa que teve malária pode se tornar um doador sem qualquer problema. Maria Luíza garante que, se a inaptidão era apenas por causa da malária ele pode se tornar um doador. No caso da pessoa ter contraído hepatite após os 11 anos de idade, fica inapta definitivamente.

A mulher pode doar até três vezes ao ano e o Homem quatro vezes. São impedimentos temporários, apresentar sintomas de gripe ou febre, mulher gravada ou amamentando, em tratamento médico, tatuados há menos um ano, ter feito tratamento de acupuntura nos últimos 12 meses, recebido transfusão de sangue e seus derivados há menos de um ano.