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Regresso – Por Andréia Perioto

REgresso..jpgMuitos pararam na caminhada cristã em função de vários problemas: decepções dolorosas, rejeições, tristeza por parte daqueles que um dia pensávamos que poderíamos confiar, indiferença dentro do ministério a qual estávamos inseridos. Muitos outros pararam por causa de um triste divórcio, outros, por não terem o reconhecimento que achavam  que deveriam ter, são vários os motivos. Outros ainda não pararam ou saíram, mas encontram-se desistidos, desanimados, cansados… Muitas vezes olhando para trás sentimos falta de quem éramos ou daquilo que vivíamos em Cristo, sentimos saudades. Olhamos e nos sentimos perdidos, não sabemos o que fazer ou como fazer… Não temos força para mudança…

Quando nos afastamos do centro da vontade de Deus, temos muitas desculpas, e desculpas reais, sentimentos verdadeiros, que nos justificam e nos inspiram a afastar-nos, pois vemos muitas vezes que a igreja não é aos nossos olhos ou mesmo a luz da Palavra deveria ser (até nos esquecemos que a igreja somos nós).

São tantos sentimentos e pensamentos… E aí vem um grande erro, começamos a nos isolar, afastar, começamos a negligenciar a vida fervorosa que mantínhamos antes, e nos iludimos achando que Deus irá nos compreender, e em nosso interior parece que Ele vai até mesmo nos apoiar, afinal aqueles que deveriam nos ajudar no processo de conversão muitas vezes são eles mesmos que nos apontam e viram as costas, que no caluniam e perseguem.

Mas em Apocalipse 2, João dentro de uma revelação é levado a corrigir a igreja de Éfeso a voltar ao PRIMEIRO AMOR, na verdade o que o Senhor está dizendo é que NADA é desculpa para O abandonarmos.

MAS O QUE É O PRIMEIRO AMOR?

O “primeiro amor” é um fogo de grande intensidade em nosso íntimo, que coloca Jesus acima de todas as demais coisas! É servir ao Senhor com aquela alegria inicial, o primeiro amor é o nosso primeiro momento de relacionamento com Cristo em que nos devotamos com todo o nosso ser a Ele. É quando o Reino de Deus passa a ser prioridade absoluta! Quando amamos a Deus de todo o nosso coração e alma, com todas as nossas forças e entendimento! Este amor nos leva a vivermos intensamente a fé.

Mas talvez seja ai o nosso maior problema, como ter novamente nossa vida nesse patamar de busca e intimidade com o Pai?

Em Ap. 2:5a, a Bíblia nos ensina o caminho do regresso:

Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras;

Aqui somos orientados a fazer ao menos quatro coisas:

Primeiro, lembrar, ou seja, fazer uma retrospectiva de nossa história. Não nos é dito: O que passou, passou. Não! Precisamos ir diante de Deus com tudo que nos afastou d’Ele. Preciso reconhecer onde está a ferida, um diagnóstico correto, para receber a cura. Fazer de conta que o problema não existiu não resolve o que estamos vivendo hoje.

Precisamos reconhecer que nós somos os únicos responsáveis pela vida que vivemos hoje. Mesmo que tenham havido motivos justos aos nossos olhos, nada justifica nossa frieza diante de Deus. Ele não é culpado por nossos problemas, e nada pode estar acima do sacrifício da cruz por mim e por você! Nós tínhamos por obrigação guardar o nosso coração, e permanecermos íntegros e inabaláveis diante d’Ele.

Precisamos entender que nossa vida é pra Ele, e nada pode nos tirar desse propósito.

Segunda palavra é onde. O que isso significa? “Onde” tem a ver com o momento e o tipo de falha que praticamos. Devemos mencionar a Deus a área em que caímos, reconhecer o sentimentos que estavam sobre nós. Ex.: Se lembrei que alguém na igreja me causou algum tipo de dano, preciso ir diante de Deus com a verdade do que isso me causou, do que senti, tirar as máscaras e expor meu coração a Ele. Talvez várias situações surgiram, e todas me levaram a queda, ao descrédito, preciso ver onde comecei a cair e ali aplicar o sangue de Jesus, que me purifica de todo pecado (1ª Jo 1:7).

Terceira palavra é arrepende-te. Arrependimento é mudar a nossa mente em relação ao nosso erro; se antes pensávamos que não tinha nada a ver, que estávamos certos com nossas atitudes, precisamos entender que a prática de pecado de quem me feriu, ou ‘levou’ a me afastar de Deus  ou de seu propósito, não é em nada diferente do meu pecado, dos meus sentimentos e atitudes em relação ao que me causaram. Quebrar a aliança com Deus não pode de maneira nenhuma ser justificada. Ele deve ser o centro de nossa vida.

Quarto, o texto nos ensina a voltarmos a prática das primeiras obras. Eu acredito que este voltar a Deus é quase o resultado de já termos nos lembrado de nossas falhas e nos arrependido perante Ele. Preciso ter a consciência de onde parei, e voltar, se eu parei de orar, devo voltar ao caminho da oração; se eu parei de fazer leituras diárias da Bíblia, devo voltar à santificadora graça de ler a Escritura Sagrada. Cada situação “distanciadora” ou “distanciada” precisa passar pela estrada do retorno. Onde paramos, é o lugar certo para recomeçarmos tudo outra vez, de forma mais sólida.

Esse não é um caminho fácil, pode até parecer longo e cansativo, talvez dolorido, pois temos que mexer em feridas do passado, mas é um caminho necessário, é um caminho de vitória e paz.

Precisamos sair do sistema, da religiosidade, precisamos voltar a ter uma vida abundante e poderosa em Cristo.

LEMBRE-SE: Onde você parou? Sem arrependimento não há remissão de pecados, se arrependa e recomece tudo; faça isso agora mesmo! Ore, peça perdão, suplique pedindo forças para um novo começo. E tenha uma vida abundante e poderosa cheia da Vida de Deus sobre você.