Rondônia - 22 de outubro de 2018
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Juíza elabora primeira conciliação via WhatsApp

Juza elabora primeira conciliao via WhatsApp

A juíza da 1ª Vara do Trabalho do Gama, Tamara Gil Kemp realizaou a primeira conciliação trabalhista pelo aplicativo WhatsApp na qual promoveu um acordo entre trabalhador e empresa.

A conciliação

A conciliação foi feita através de um grupo no WhatsApp criado no dia 17 de novembro em que os advogados de ambas as partes fizeram as negociações posteriormente firmadas em audiência presencial, com duração de dez minutos.

Lilia Alves de Oliveira de 46 anos, o representante da empresa de ônibus Cootarde e a juíza Tamara Gil Kemp integravam o grupo batizado com o nome do número do processo da ação judicial.

Segundo Tamara, o objetivo da medida era facilitar a comunicação entre as partes:

“A maior vantagem é a rapidez. A audiência presencial, por exemplo, pode ser antecipada em quatro ou seis meses. Na maioria das vezes, o empregado tem urgência para resolver o problema e precisa de uma proposta da empresa.”, disse.

Juza elabora primeira conciliao via WhatsApp

Foto: Tamara Gil Kemp/Arquivo Pessoal)

Para a cobradora, a iniciativa foi positiva para o processo:

“Achei bom adiantar. O prazo para cumprir o acordo foi adiantado, poderia ter ficado para mais longe. A advogada falou comigo, pelo telefone, e no outro dia foi a audiência. Ia ser testemunha em um outro processo e já fiz a minha”, disse Lilia Alves.

Experiência

Segundo Wagner, advogado da empresa de ônibus Cootard, o acordo no WhatsApp durou cinco horas, com cada advogado tendo o tempo que desejava para pensar e apresentar contra proposta:

“Após a negociação via WhatsApp, foi realizada a audiência e em menos de dez minutos foi lavrada a ata com homologação do acordo. Esperamos que o projeto seja cada vez mais utilizado e que no futuro as audiências de conciliação possam ser feitas até mesmo por videoconferência.”

Tamara ainda sugere a criação de um encontrar um aplicativo que converta áudios enviados pelo WhatsApp em textos:Irá facilitar na hora de transcrever para a ata do processo trabalhista”, diz.

A ação decidiu que a empresa Cootarde deve pagar R$ 11 mil para a cobradora e expedir alvará para levantamento do FGTS e habilitação no seguro desemprego.

Fonte: G1