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terça-feira, 02 junho 2020, 20:59
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Defenda-se! Estamos em guerra

Por: Osmar Silva

Matar, roubar, estuprar e corromper no Brasil, é empreendimento empresarial com logística e planejamento nacional. É negócio bom, lucrativo. O crime está somente na lei. Não tem o combate que ponha medo nos bandidos. A impunidade é geral.

Se quero matar, mato. Se quero roubar, roubo. Se quero estuprar, estupro. Pronto, fiz. Serei um azarado se for pego. Só 2 otários em cada 10, vão para a cadeia. Os demais ficam livres, leves e soltos rindo da cara da polícia.

É por isso que mata-se 1 pessoa a cada 11 segundos; estupra-se outra a cada 1 minuto; e a cada outro 1 minuto, 1 carro é roubado nesta terra de Cabral que está entre os 12 países mais violentos do mundo e que ocupa a 7ª posição no ranking dos países que mata mulheres.

Afinal, matamos 279 mil pessoas nos últimos 4 anos. A Síria, em guerra, que nos choca todo dia com suas imagens na televisão, só matou 256 mil no mesmo período. Só em 2014 por exemplo, 59.627 pessoas sofreram homicídio no Brasil.

E ainda temos a letalidade policial. Por dia, são 9 mortos pelas armas da polícia e pelo menos 1 policial morre pelas armas dos bandidos. Proporcionalmente, segundo estudos, temos a polícia que mais mata e que mais morre no mundo.

Viram aí? Afinal quem está em guerra, os sírios ou nós? Claro, nós! E com tanta eficiência que nem causa revolta.

Rondônia está nesse contexto. Embora sejamos um dos estados menos violento, damos a nossa letal contribuição. Afinal, não são desprezíveis os registros de acirramento da violência urbana e rural em nosso estado nos últimos meses. Roubos, furtos, assaltos, latrocínios e homicídios estão eclodindo em todos os municípios.

Com 106 áreas e 8.759 famílias em situações de conflito, acampadas em 23 municípios, o estado é um barril de pólvora. Tanto que 16 dos 47 assassinatos no campo no Brasil – 30% do total – ocorreram em Rondônia.

É nesse cenário que o coronel Lioberto Ubirajara Caetano de Souza, ex-comandante do Corpo de Bombeiros, ex-chefe da Defesa Civil e ex-diretor(mal sucedido) do DER, assume a direção da Segurança Pública de Rondônia, no lugar do delegado Antônio Reis.

Será que ele traz um plano novo, uma estratégia inovadora para combater o crime que avança estado a fora, trazendo o risco do governador Confúcio Moura entregar o estado com índices piores do que recebeu em 2011? Ou vai perder tempo com levantamentos para apresentar alguma astúcia nova? Não há prazo para isso.

O governo está, após as eleições, na reta final de 8 anos de gestão. Ou de 7 da era confuciana, se se candidatar a uma vaga no Senado, entregando o governo ao sindicalista Daniel Pereira em abril de 2018. Mas ainda tem tanta coisa para fazer…

As obras do Pedise são um exemplo. Afinal, o Estado tem frequentando a mídia nacional com os problemas decorrentes da área de segurança. Penitenciárias inconclusas não faltam. Inclusive a de Ariquemes. As Unisp’s que vira e mexe dão dor de cabeça e até ameaçam pôr o estado no Cadin. Sabem o que é isso? É o SPC dos órgãos públicos.

Agora não cabe mais lamentações do tipo ‘só temos 5 mil policiais militar, o mesmo que décadas atrás’. Como diz um amigo meu, a tecnologia de hoje faz com que um policial valha por 10 dos antigos.

E é isso mesmo. A inteligência tecnológica está aí para ser usada. Ilumine-se as ruas e instale-se câmeras nas áreas mais perigosas das cidades, uma central que funcione, um efetivo pronto para agir à hora que for acionado e teremos o controle da violência.

Não vamos nos escudar com eterna frase ‘essa é a realidade do Brasil’. Dane-se o resto do Brasil. Vamos dar conta é do nosso quintal.

 

OsmarSilva – jornalista – presidente da Associação da Imprensa de Rondônia-AIRON – sr.osmarsilva@gmail.com

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