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domingo, 20 outubro 2019, 15:15
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APOCALIPSE, UMA OPERAÇÃO POLICIAL QUE NUNCA SERÁ ESQUECIDA!

Coluna Opinião de Primeira, Por Sérgio Pires – Há um evento, ocorrido no primeiro governo de Confúcio  Moura, que continua muito vivo, como uma ferida aberta.  O site Rondoniadinamica, que abriu uma série de entrevistas com personalidades do Estado, começou com dois personagens diretamente envolvidos no caso e que, pelo que disseram, jamais esquecerão o que lhes aconteceu. O primeiro foi o polêmico deputado Hermínio Coelho, inimigo declarado do governo de Confúcio, desde o episódio em que o filho dele, Guga, foi preso de forma absurda, apenas por ter o apelido  igual ao de um suspeito que, esse sim, estaria envolvido em ações ilícitas. O garoto ficou preso vários dias e mesmo estando clara a confusão, a Justiça demorou para liberá-lo. Até hoje, sequer um pedido de desculpas foi formalizado. Hermínio tornou-se, a partir daí, um adversário ainda mais duro do governo. E, quem o conhece, sabe o que isso significa.  Na mesma operação, foi preso também , por 85 dias, o vereador, hoje reeleito, Jair Montes. As acusações contra ele iam desde tráfico de drogas até uma suspeita de que estaria envolvido na morte de sua esposa, quando ela, na realidade, morreu de câncer, num hospital. Segundo entrevistado pelo jornalista Vinicius Canova Pires, Jair – como já fizera Hermínio Coelho – desancou contra a operação e principalmente contra o então secretário de segurança do Estado na época, Marcelo Bessa. Segundo Montes, a Apocalipse foi forjada como vingança por Bessa, por não ter sido indicado para ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado.  Ocorrida em 4 de julho de 2013, a mesma operação prendeu também, entre outros, o vereador Marcelo Reis, políticos e empresários. Até hoje, ninguém foi condenado e o processo continua percorrendo os lentos e complexos corredores do Judiciário.




Não se sabe, até hoje, o que realmente ocorreu. Das dezenas de denúncias, todas elas pesadas (ao ponto de ter sido pedida a transferência de Jair Montes, acusado, na época, de ser  chefe de uma quadrilha poderosa, para o presídio federal de segurança máxima de Natal, no Rio Grande do Norte), nenhuma foi provada até agora. Já no caso do filho de Hermínio, o pai anunciou que será pedida uma pesada indenização ao Estado, pelo grave erro cometido. A ferida da Apocalipse, quase três anos depois, continua aberta, nos meios políticos do Estado.

 

SACOS DE COCAÍNA

 Ainda sobre o assunto: a Operação Apocalipse foi grandiosa. Envolveu vários delegados e dezenas de policiais civis, que fizeram pelo menos meia centena de prisões. Alguns dos detidos passaram quase três meses presos. Montes foi um deles. Amontoado com outros 30 envolvidos nas denúncias, numa cela de 16 metros quadrados, ele diz que não esquece  tudo o que passou. Chegou a ser denunciado como chefe de tráfico e que, em sua casa, seriam escondidos sacos com dezenas de quilos de cocaína. O problema é que, em toda a operação, não foi apreendida uma só grama de droga. Esse assunto até hoje deve estar remoendo as entranhas do sistema de segurança pública do Estado. Nenhum dos políticos denunciados foi condenado. Não há, ao menos até agora, qualquer prova concreta contra eles. É um caso complexo, que só a História poderá contar, com detalhes, porque uma mobilização policial tão grande foi realizada, mesmo tendo produzido quase nada de provas. Um dia, quem sabe, se saberá exatamente toda a verdade sobre a famigerada e inesquecível Apocalipse!

O CASO RAUPP

O senador Valdir Raupp participou, nessa segunda, do programa Papo de Redação, com os Dinossauros, na Parecis FM. Durante  quase uma hora, ele respondeu a várias questões, principalmente as relacionadas com a decisão do STF, que, de forma surpreendente, aceitou a abertura de processo contra ele, por ter recebido uma doação de campanha pretensamente ilegal. Caso o mesmo raciocínio sirva para orientar todos os casos semelhantes, o efeito dominó da decisão pode afetar dezenas, senão centenas de lideranças políticas, que receberam dinheiro para campanha, o repassaram ao partido e agora estão sendo responsabilizados, como se soubessem que a grana poderia vir de fonte ilegal. Mesmo declarados os recursos e aprovados nas contas do PMDB, na eleição de 2010, o STF considerou que Raupp deve ser réu por lavagem de dinheiro. A situação deixou estremecida toda a classe política brasileira. A questão das doações de campanha, consideradas ilegais mesmo depois de aprovadas pela Justiça Eleitoral, ainda vai ser mote de enormes debates país afora. Mas, quando o Judiciário decide, não tem mais o que se discutir, a não ser tentar provar a inocência. É o inverno da Constituição: hoje, o réu,  quando é político, tem que provar que é inocente e não o MP e o processo, que têm que provar que ele é culpado.

DUPLICAÇÃO DA 364

Outro tema recentemente abordado nesse espaço, mereceu um comentário do secretário de Agricultura do Estado, Evandro Padovani, que o postou nas redes sociais, como vídeo. Você pode assistir no link https://www.facebook.com/padovani.evandro/videos/pcb.1456223414411053/1456220861077975/?type=3&theater. Nele, Padovani apela às autoridades federais para que seja iniciada com urgência, a duplicação da BR 364. “O governo federal deveria fazer os investimentos necessários para a duplicação dessa rodovia vital para toda a região”, acrescentou Padovani. A coluna informou, com exclusividade, que o Dnit pretende investir 1 bilhão de reais, em dois anos, para obras de conserto da BR. Dinheiro jogado fora, porque só a duplicação vai resolver de vez a dramática situação da nossa principal rodovia.

MAIS DE 1 MILHÃO E 768 MIL

“Noventa milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração!”. A música, quem é mais velho lembra, era cantada na Copa do Mundo de 1970, quando o Brasil conquistou pela terceira vez a Copa do Mundo. De lá para cá,  se passaram apenas 46 anos. Menos de meio século. E a população brasileira saltou para 206 milhões de pessoas. Mais que dobrou, nesse período de transformação do país. Eram os anos 70, da ditadura militar; do complemento da mudança de um país rural para um de imenso crescimento urbano e, também, da diminuição no número de filhos por casal. Não fosse isso, teríamos muito mais brasileiros hoje.  O crescimento de Rondônia, contudo, foi maior ainda. Crescemos em mais de 1 milhão de pessoas nesse período. Mas aumentamos ainda muito mais a população, se formos considerar os anos 60, quando ainda não tinha começado a migração para cá. Hoje, segundo o IBGE, somos  1.768.204 habitantes.

AS NOVAS BANDEIRAS

Não se pode dizer que a administração da Infraero não tem acesso à essa coluna. Na semana passada, aqui mesmo, foi denunciada a situação horrorosa das bandeiras colocadas na área de estacionamento das aeronaves do aeroporto Jorge Teixeira. A do Brasil, por exemplo, estava totalmente rasgada. A de Rondônia também estava quase caindo aos pedaços. Agora, depois da denúncia, a situação mudou. Foi colocada uma bela e novíssima bandeira do nosso país, ao lado de uma também nova do Estado. Igualmente estão agora em boas condições uma bandeira da própria Infraero e outra do Mercosul. Outros problemas, contudo, continuam sem solução. O  sistema de som é ridículo, o ar condicionado risível e aquela película que impede que se veja os aviões estacionados, durante a noite, é muito pior: cômico, não fosse trágico. Deve ser um dos únicos aeroportos do Planeta, senão o único, em que os frequentadores estão impedidos de ver os aviões. Mas, quanto a isso, enquanto a doença da burrice comandar ações como essas, não haverá cura.

O FIM DOS CORREIOS

O que terão em comum, em breve, cidades como Cujubim, Nova Brasilândia do Oeste, Colorado, Cerejeiras,  Costa Marques, Alto Alegre dos Parecis, Urupá, Seringueiras e pelo menos mais uma dezena de pequenos municípios de Rondônia e centenas em todo o país? É que todas ficarão sem  agências dos Correios, onde, na maioria dessas localidades, é o único local onde a população pode pagar suas contas e receber algum  dinheiro, como para o recebimento de aposentadoria, já que, em muitas delas,  não há também agências bancárias. Os Correios, que já foram a segunda instituição mais respeitada do país, atrás apenas dos Bombeiros, hoje estão destruídos. Com um prejuízo de 2 bilhões de reais no último ano, a estatal, destruída pela corrupção em que a transformaram petistas e seus aliados na quase década e meia em que estiveram no poder, os Correios terão que cortar profundamente na carne, para tentar sobreviver. E quem pagará a conta, novamente? Claro: a população. Principalmente das pequenas cidades. Lamentável!

PERGUNTINHAS

O que você achou do resultado de pesquisa não oficial, realizada por um partido político, em que o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, aparece com 87 por cento de aprovação? Você concorda ou discorda desse número?

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