Rondônia - 17 de agosto de 2017
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Cadê as obras de água e do esgoto sanitário para nossa Capital

Obviamente, ao analisar seus primeiros 100 dias de administração, o prefeito Hildon Chaves fez o que faz qualquer gestor: destacou o que de bom conseguiu realizar nesses três meses e 10 dias. O que fez de positivo, já se sabe. Deu uma mudada na cidade; revitalizou muitos setores; colocou a limpeza pública como prioridade; mexeu no centro histórico da cidade, dando novas esperanças de que, finalmente, teremos uma Estrada de Ferro Madeira Mamoré colocada no pedestal que merece. Hildon contabilizou também profundas mudanças que está fazendo na Prefeitura. Deixou no ar que há pelo menos quatro mil servidores municipais a mais do que Porto Velho precisa. Há 13 mil. Outras cidades semelhantes, vivem bem e melhor com apenas nove mil. Ou seja, há anos não se ouvia um Prefeito dizer isso, até porque o negócio sempre foi abrir mais e mais cargos públicos, não importa o que isso represente de danos à grande maioria da população, que não é servidora pública, mas que tem que pagar a conta. Falou dos investimentos e criticou a organização interna. Um dos casos que contou é para enlouquecer qualquer um. Na Emdur, havia 50 funcionários burocratas, para apenas 20 trabalhadores nas ruas, trocando as lâmpadas. Tem coisa pior, que ele jura que vai mudar: a infernal, trágica, doentia, lastimável burocracia nos intestinos do município. Um só exemplo, também de tirar qualquer pessoa de bom senso do sério: os hotéis da Capital têm que pagar dois Alvarás. Um para funcionar durante o dia. Outro, para poder atender à noite.

Hildon preferiu, é claro, mostrar o que fez e o que pretende fazer. Deveria ter ido mais fundo, contudo, na questão do abastecimento de água e esgoto da Capital. Afinal de contas, o dinheiro é federal, quem o recebe é a Caerd, mas quem nunca recebeu o serviço é morador de Porto Velho. Ninguém mora na União e muito menos na Caerd. O prefeito reafirmou que foram perdidos 726 milhões de reais (coisa que a Caerd nega!), mas poderia ter sido mais duro. Não seria o caso de começar a pensar numa empresa municipal de água e esgoto? Não seria o caso de exigir a privatização da Caerd, que não está conseguindo fazer as obras necessárias? Enfim, a grande vantagem é que Hildon chega aos seus 100 primeiros dias com muita coisa boa para contar e com avanços concretos. Quem não acreditar, basta lembrar que seu antecessor, Mauro Nazif, reclama até hoje que só conseguiu colocar a primeira lâmpada num posto da cidade, dez meses depois de assumir. Agora, ao que tudo indica, a história é outra. Mas, pra não mudar de assunto: e água e o esgoto?

E ESSA AGORA, PADRE TON?

O deputado estadual Lazinho da Fetagro foi o grande vencedor da eleição para o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores. A disputa de domingo escolheu apenas os delegados, que depois terão a missão de eleger o Presidente. Mas a turma de Lazinho deu de goleada: ganhou com quase 70 por cento dos votos. Pior foi o protesto do Padre Ton (ex Padre, na verdade), o adversário de Lazinho. Poucas horas depois da derrota, ele publicou nas redes sociais um duro ataque contra seu companheiro e ainda insinuando que o gabinete de Lazinho estava cheio de petistas ligados a ele, Padre Ton. Escreveu: “Desde que assumi o PT em 2013 sempre prezei pelo respeito a cada um e cada uma, visitei a todos sem distinção de corrente ou forma de pensamento, apesar de ter sido um mandato de muitos boicotes, crises e por último a investida desesperada do Deputado Lazinho em desestabilizar o Partido, exonerando do seu gabinete o pessoal de suporte ao PT Estadual”!. Vai dar pano para manga. Um petista contando, em detalhes, a nomeação de várias pessoas do partido, apenas para dar sustentação ao.PT estadual? Hiiiii! Vai dar rolo! No Diretório Municipal, ganhou fácil o Professor Israel, da ala da ex prefeito Roberto Sobrinho.

UMA VIDA SEM CHANCES

Em pleno centro de Porto Velho, sábado à noite, uma criança e um adulto assaltaram e roubaram o celular, em uma parada de ônibus, de um porto velhense. Surpreendido pelo ataque, o homem só pouco depois de entregar o aparelho, notou que a dupla não estava armada. Correu e alcançou o menor dos dois que o atacaram. Quem era? Uma menina, de apenas 14 anos. Como o comparsa dela conseguiu escapar, a criança foi pega e quando a polícia chegou, a levou apreendida. Durou algo em torno de 15 minutos a presença da menina assaltante numa delegacia. Logo depois ela foi solta e já está nas ruas, pronta para assaltar de novo. Pouco mais de uma criança. Daqui para a frente, já se sabe como será a vida dela, nessa terra de leis doentias, que não protegem os menores, mas apenas lhes dão carta branca para cometerem crimes, até que não tenham mais chance alguma de recuperação. Uma tristeza a mais, nessa Porto Velho tão cheio de problemas.

TRÊS MILHÕES DE NORMAS

Os governos, vampiros de quem trabalha e produz, atrapalham, prejudicam, obstaculizam; fazem o que podem para infernizar as empresas, impedir que elas cresçam e que contratem mais e mais. Exagero nessa afirmação? Vamos ver. O que dizer de um conjunto de poderes governamentais (União, Estados e Municípios), que em poucos anos criaram mais de três milhões de normas, algumas absurdas e surpreendentes (lembremo-nos do caso dos alvarás dos hotéis para Porto Velho) e inseridas nas exigências burocráticas apenas para explorar os pobres contribuintes. Empresários de todos os tamanhos já não sabem mais como conviver com tantos tributos e tanta burocracia, na medida em que, parece, o serviço público oficializou o “criar dificuldades para vender facilidades!”. Três milhões de novas normas, é algo doentio. Mas não nesse país, onde tudo se cria para sustentar a obesidade mórbida dos poderes e dos governos.

O RISCO DE NOVA CHACINA

No contexto de uma longa entrevista ao site Rondônia Dinâmica, essa semana, o temido procurador federal Reginaldo Trindade reafirmou, num dos trechos da conversa com o jornalista Vinicius Canova Pires, que a chacina de Roosevelt, registrada há 13 anos (quando 29 garimpeiros foram trucidados por índios Cinta Larga,) corre o risco de se repetir. Disse Reginaldo, textualmente:“ já tem alguns anos, três ou quatro anos talvez, que nós temos insistido, alardeado, que a situação envolvendo o povo Cinta Larga, a reserva Roosevelt, é tão ou mais grave do que era há treze anos, quando ocorreu o momento culminante até agora, que foi a morte dos 29 garimpeiros. E por que estamos dizendo isso? Porque o mesmo contexto presente naquela época e que de que certa forma provocou a tragédia, está presente ainda hoje. Nós ainda temos: diamantes, pois a riqueza ainda está lá; temos um povo passando toda sorte de privações; um governo extremamente omisso e relapso e milhares de pessoas querendo roubar essas riquezas. Então esse cenário foi o cenário que praticamente levou, conduziu às mortes dos 29 garimpeiros, e está presente ainda hoje. E hoje nós temos algumas circunstâncias que agravam muito, mas muito mesmo esse cenário”. Quem avisa….

É ESPERAR PARA VER!

O cenário da política regional continua quente, mas por enquanto, apenas nos bastidores. Pesquisas não oficiais que circulam pelo Estado apontam, por enquanto, nomes muito conhecidos, como os preferidos do eleitorado rondoniense, caso a eleição fosse hoje. Os nomes de Ivo Cassol, Maurão de Carvalho, Expedito Júnior, Acir Gurgacz, Jaqueline Cassol, entre outros, são constantes em todos os levantamentos de opinião que se realizam em todos os recantos de Rondônia. Mas, a 18 meses da eleição para o próximo ano, muita água ainda vai rolar embaixo da ponte. E outros políticos podem surgir, alguns até como surpresa. Tem se ouvido falar, por exemplo, até no prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que recém completou 100 dias de administração municipal. Hildon jura que nem se o cavalo passar encilhado, como dizem os gaúchos, aceitaria sequer pensar no assunto. Mas como em política tudo muda, como as nuvens, é sempre bom esperar para ver…

“COISIFICANDO” AS MULHERES

A decisão da Rede Globo de afastar o ator José Mayer de suas futuras produções, foi elogiada por muita gente. A juíza federal do Trabalho Roberta Araújo, no entanto, se mostrou crítica à postura da emissora e fez um desabafo nas redes sociais. A magistrada publicou um questionamento sobre as contradições da emissora. “Queridas, antes de divulgar e exultar com a postura da Globo em punir José Mayer por assédio, lembrem-se de que foi a Globo que universalizou entre nós a cobiça por Anita, apresentada como uma ninfeta ousada que seduzia um homem casado e com idade de ser seu pai”, disse ela, fazendo referência à minissérie “Presença de Anita” (2001). A magistrada enumerou várias outras produções da emissora, que segundo ela, “coisificam” a mulher. Faltou apenas falar na absurda hipocrisia: casos de homossexualismo, que são conhecidos e reconhecidos na emissora, jamais têm tratamento parecido e nunca se fala em punição, porque então é considerado tudo certinho. Daí pode, não é?

PERGUNTINHA

A população pode esperar muitos novos avanços ou o mesmo de sempre, quando a administração do prefeito Hildon Chaves chegar aos seus primeiros 200 dias?
Fonte:Sérgio Pires

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