Rondônia - 25 de maio de 2017
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A doença do século: nenhum país consegue conter a obesidade!

Opinião de Primeira por Sérgio Pires

A doença do século: nenhum país consegue conter a obesidade!

A obesidade se transforma, para grande parte da população do Brasil, numa das mais graves doenças.

Mesmo ainda tendo milhares e milhares de pessoas que passam fome, no outro lado da balança está um número assustador: um em cada cinco brasileiros está obeso.

Ou seja, quase 20 por cento da população. Em uma década, o número de obesos saltou de 11,5 por cento, para esse número assustador, que só cresce. Ainda não considerados obesos, contudo, 53 por cento dos brasileiros estão, sim, acima do peso.

Pesquisa nacional aponta que o país passa por uma transição em termos de nutrição. Antes, éramos desnutridos, na grande maioria da população.

Agora, estamos entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade e já temos percentual também muito preocupante de pessoas com obesidade mórbida.

Nos Estados Unidos, por exemplo, esses dados já são inacreditáveis. Na terra do presidente Trumpp (que, aliás, está apenas um pouco acima do peso), a epidemia crescente de obesidade já atinge 40 por cento das mulheres, 35 por cento dos homens e 17 por cento das crianças e adolescentes. Os esforços para incentivar os americanos a perderem peso têm surtido pouco efeito, de acordo com as pesquisas realizadas pelos Centros para Controle e Prevenção de Doenças.

No Brasil, os resultados de campanhas antigordura corporal também tem tido resultados apenas paliativos. A verdade é que, sem uma ampla mobilização nacional, a começar pela orientação às crianças nas escolas, pouco se conseguirá.

Querem notícia pior? Nenhum país do mundo conseguiu reduzir ou deter a obesidade. É uma meta ousada, para o Brasil, apenas conseguir segurar esse indicador, nos próximos dos anos. Não há uma fórmula mágica para se deter essa terrível doença.

O quadro em Rondônia também é preocupante. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, apenas a Policlínica Osvaldo Cruz, na Capital, segundo dados oficiais, atende a mais de 1.200 pessoas por mês, com doenças relacionadas à obesidade. Estamos sendo atingidos em cheio por essa doença do século 21. Milhares de rondonienses e milhões de brasileiros correm sérios riscos, por não combatê-la.

GUERRA AOS ADVERSÁRIOS
O senador Acir Gurgacz partiu para o ataque, mesmo um ano e meio antes da eleição de 2018. Candidatíssimo ao Governo, ele abre fogo contra possíveis adversários, como os senadores Ivo Cassol e Valdir Raupp, citados na Operação Lava Jato. Recentemente seu jornal, o Diário da Amazônia, também atacou o presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho, que é hoje um dos nomes mais fortes ao Governo.

Acir não está para brincadeira. Está mirando em qualquer obstáculo que possa ser colocado em seu caminho, quando começa a se preparar para enfrentar o 2018.

Só o futuro dirá se é correta a tática de atacar desde agora, inclusive podendo fechar portas para futuras alianças ou se o ideal era esperar um pouco mais, até que o quadro todo se defina. É sempre bom lembrar que tanto Raupp quanto Cassol foram citados e serão investigados.

Absolutamente nada mais que isso. Espera-se agora para ver os próximos passos dessa guerra política que começa a ocorrer em Rondônia. Por enquanto, Acir parece estar com vantagem. Se a manterá até o final, só o futuro é quem vai dizer.

O TEMA EXIGE REFLEXÃO

As delações premiadas da Odebrecht atingiram em cheio lideranças de Rondônia e criaram um clima e divulgação de suspeitas como poucas vezes se viu e leu nesse Estado.

Fala-se em números superlativos, que teriam envolvido valores de corrupção nas obras das usinas do rio Madeira, mas, é claro, ao menos até agora não há provas sobre os casos. As delações apontam para todos os lados, destroem histórias (muitas merecidamente, aliás!), mas muitos que no futuro serão considerados inocentes, estão colocados na mesma vala comum e jamais recuperarão suas imagens, perante a opinião pública. Não se quer que culpados sejam inocentados. O que se quer é que inocentes não sejam acusados injustamente.

Numa democracia, tem que se fazer a ampla Justiça.

E condenar antecipadamente quem sequer foi denunciado (já que, por enquanto, tudo está ainda apenas na fase investigatória), pode criar um perigoso jogo de caça às bruxas, atingindo também quem não merece ser atingido. É bom refletir um pouco, sobre tudo isso.

A CUT PROTESTA

Ainda sobre o tema: tem razão em protestar, nas redes sociais, o representante da CUT rondoniense, Itamar Ferreira. Delação premiada de executivo da Odebrecht denunciou que a central sindical teria recebido dinheiro ilegal, para que evitasse greves nas obras de Santo Antônio, no rio Madeira. A mesma denúncia foi feita contra a Força Sindical. No caso da Força, foi citado nominalmente o deputado Paulinho, líder da central, de que ele teria recebido dinheiro, inclusive para festa de aniversário da entidade.

Já no caso da CUT, foi feita a citação, sem apontar quem teria recebido os valores, quando, quanto e em que circunstância. O que vale para uns, vale para todos. O recebimento ilegal de dinheiro de corrupção pela CUT, precisa ser provado tanto quanto no caso de entidades, instituições e pessoas denunciadas, mas sem qualquer prova concreta. Portanto, até que elas, as provas, surjam, a denúncia contra a CUT deve ser tratada com as mesmas reservas.

VONTADE DE CHORAR

Oitenta foragidos foram presos em operações da Polícia Militar, em Rondônia, apenas nos primeiros meses do ano. Oitenta. Entre eles, há casos sintomáticos. Um dos que voltaram essa semana para a cadeia, já foi pego nove vezes. Entra e sai das cadeias quando quer. Outro, acusado de roubo, tráfico de drogas, direção perigosa, de estar bêbado ao volante, foi preso pela décima vez.

Fica alguns dias atrás das grades e depois é solto, por decisão judicial. Os nomes e detalhes estão nos levantamentos divulgados pela PM. A situação está igual em todo o Brasil, mas parece que no Rio Grande do Sul, as coisas estão piores ainda. Depois de que desembargadores das Terceira Vara Criminal terem absolvido um traficante por uso de arma, alegando que ele tinha direito a usá-la para proteger sua boca de fumo, agora, mais uma, mais ou menos no mesmo nível. Dupla de assaltantes e ladrões de carros foi para uma audiência na Justiça….com um carro roubado. Flagrados, deveriam apodrecer na cadeia, até pelo deboche.

Nada disso. A Juíza que decidiu o caso mandou libertar os dois, depois de apenas três dias de prisão.

Alegando que eles têm direito a responder por mais esse crime em liberdade. Não dá vontade de chorar?]

EMERSON SE DESNUDA

Imperdível, porque franca e esclarecedora, a entrevista concedida pelo chefe da Casa Civil, Emerson Castro, ao jornalista Vinicius Canova, do site Rondônia Dinâmica. Emerson abriu o jogo, se desnudou, contando fatos complexos; abordou temas polêmicos e não deixou qualquer pergunta sem resposta. Não correu de nada. Até sobre tentativas de extorsão que sofreu, por parte de representantes da imprensa, fez parte do bate papo. Emerson contou sobre a crise na Prefeitura, quando assumiu o governo municipal no final do governo Sobrinho; sobre acusações de negócios do governo com sua família; sobre a possível busca de uma vaga para o Tribunal de Contas e muitos outras situações bastante quentes. É daquelas entrevistas que se têm que ler da primeira à última sílaba.

ENROLAÇÃO OFICIAL

A enrolação continua. Dos sete mil servidores rondonienses que têm direito já reconhecido da União para passarem aos seus quadros, apenas dois mil já o foram. É uma tal de má vontade, de enrola, de passa a perna, de obstáculos burocráticos infindáveis, que não se pode deixar de se suspeitar que é caso pensado. Isso que, se forem computados os que têm direito à transposição e que atuavam no Estado até 1991, poderia quadruplicar esse número. Ou seja, perto de 30 mil rondonienses estão sendo prejudicados, simplesmente porque a legislação não é cumprida. O descaso é tão grande que, só no Sintero, o maior sindicato do Estado, dos mais de 4.500 servidores que já deveriam ter sido transpostos, apenas 600 o foram. Enfim, a novela continua. O desrespeito a Rondônia continua. A União, que deixou de cumprir suas obrigações para com os servidores do ex Território durante décadas, continua fazendo todo o possível para que o direito de toda essa gente não seja respeitado. Uma vergonha!

PERGUNTINHA

Não é a solução mágica encontrada pelo Dnit, que ao invés de consertar a rodovia, implantou velocidade máxima de 40 quilômetros por hora na BR 364, entre Jaru e Ouro Preto, porque a estrada está em péssimas condições?
Fonte:Sérgio Pires

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