Rondônia - 18 de novembro de 2017
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Fotos revelam encontro de rios que não se misturam na fronteira de Rondônia com a Bolívia

Um encontro das águas dos rios Mamoré e Pacaás Novos, na zona rural de Guajará-Mirim (RO), se tornou um fenômeno exuberante que atrai diariamente dezenas de turistas brasileiros e de outros países.

O ponto de encontro dos rios, na fronteira do Brasil com a Bolívia, ocorre quando a água escura do Pacaás e a barrenta do Mamoré formam uma linha de divisão que percorre vários quilômetros, sem se misturar.

A imagem do encontro das águas do Pacáas e Mamoré é igual ao dos Rios Negro e Solimões, no estado do Amazonas, que é mundialmente conhecido e admirado pela beleza exótica.

Rio Mamoré e Pacaás se encontram em Guajará-Mirim (Foto: Emanoel Javoski/Arquivo Pessoal)

Em Rondônia, a divisão das duas águas se tornou um ponto de encontro para embarcações, onde os tripulantes aproveitam para tirar fotografias, fazer filmagens ou simplesmente conhecer a famosa “junção negra e barrenta”.

Além do acesso aéreo e aquático, o ponto de encontro também pode ser acessado por terra, através de uma estrada que dá acesso a um hotel de selva, localizado às margens dos dois rios.

Divisão de água pode ser vista por quilômetros (Foto: Emanoel Javoski/Arquivo Pessoal)

Divisão de água pode ser vista por quilômetros 

Diferentes colorações da água

Gabriel também explica porque a água dos dois rios não se misturam.

“ São várias características que dão a diferença na coloração da água, mas principalmente porque o Mamoré recebe vários afluentes da porção oriental dos Andes e esses afluentes carregam muitos sedimentos, esses sedimentos são os responsáveis pela coloração barrenta da água. Já o Pacaás, assim como acontece com o Rio Negro, do Amazonas, é carregado de ácidos orgânicos que são derivados da decomposição da matéria orgânica liberada na vegetação da sua área de margem, por isso torna-se mais escura”, analisa.

Fenômeno natural atrai dezenas de turistas diariamente (Foto: Emanoel Javoski/Arquivo Pessoal)

Fenômeno natural atrai dezenas de turistas diariamente

O biólogo comentou que é possível que existam algumas espécies de animais e plantas endêmicas em cada rio, pois as duas águas têm características diferentes para comportar a biodiversidade da área.

“As características são diferentes nas águas de um rio e de outro. Por exemplo, a água do Mamoré tem mais sedimentos e permite menos a entrada de luz. Logo, nos primeiros metros a visibilidade é menor. Já no Pacaás é o oposto”, explica o pesquisador.

Potencial turístico da região

Segundo o biólogo Gabriel Cestari, que é professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), apesar do potencial de turismo internacional, o fluxo de turistas na cidade de Guajará-Mirim poderia melhorar.

Encontro das águas é vista diariamente por vários turistas (Foto: Júnior Freitas/G1)

“O turismo é algo que envolve várias esferas da cidade, isso porque tanto o incentivo do poder público quanto o deslocamento devem ser facilitados ao serviço de hotelaria e também ao comércio local. Esses pontos citados acabam muitas vezes afetando a opinião do turista que vem conhecer nossa região”, diz o professor universitário.

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