Rondônia - 18 de dezembro de 2017
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Todo o peso da Lei sobre quem não é criminoso e trabalha duro!

O que está acontecendo na área conhecida como Gleba Cuniã, é uma síntese de como as leis podem ser frouxas para criminosos e bandidos e como elas podem ser duríssima para pobres, trabalhadores, pequenos agricultores, gente humilde, que luta para sobreviver. Ali, algumas famílias se instalaram há 15 anos; outras há 10 anos ou mais. Essas pessoas começaram uma vida.

Com muito suor, dando duro, alguns trabalhando dia e noite praticamente, construíram alguma pequena estrutura para poderem sobreviver. Nunca invadiram terra de ninguém. Nunca se meteram com movimentos violentos de sem terra, alguns armados até os dentes e que, esses sim, têm o beneplácito e a compreensão tanto do Ministério Público quanto do Judiciário, ressalvadas as exceções de sempre.

Essas famílias da Gleba Cuniã foram surpreendidas, no meio do caminho, isso é, depois de estarem instaladas no local pelo próprio Incra, há anos, porque, de uma hora para outra, o local foi transformado numa Reserva Florestal. Num piscar de olhos, sem alternativa que lhes possa ser dada de serem instalados em outro local, os moradores da área souberam que se tornaram criminosos, porque estavam ocupando agora não mais a Gleba Cuniã, mas sim uma área com o pomposo nome de Reserva Estadual de Rendimento Sustentável Rio Madeira B, localizada às margens da BR 319, na Capital rondoniense. Foi lhes dado um prazo, até longo, para saírem do local. Mas, eles que se virassem! Os que não o fizeram se tornaram oficialmente criminosos e estão sendo retirados à força. Máquinas da Sedam entraram na área e começaram a derrubar casas, destruindo tudo, inclusive eletrodomésticos. O peso da lei caiu com todo o seu vigor contra esses trabalhadores, essa gente pobre e humilde.

O assunto repercutiu na Assembleia Legislativa, onde o presidente Maurão de Carvalho e os deputados Jesuino Boabaid e Hermínio Coelho, entre outros, estão lutando para que, ao menos, os agricultores não sejam tratados como criminosos perigosos.

Maurão tem percorrido gabinetes de várias autoridades e Poderes, pedindo bom senso, calma, alternativas. Não tem sido ouvido. Vivessem ali sem terra armados até os dentes (como por exemplo, os membros da famigerada Liga dos Camponeses Pobres), que infernizam Rondônia, aí, tudo bem. Sem problema. Mas como essa gente da Gleba Cuniã é trabalhadora, que vive do que planta; que batalha todos os dias para sobreviver, então, sobre ela, a lei é covarde e agressiva. Ser bandido pode sim. Ser decente, aí é um problemão, com as leis que temos em nosso país!

SÓ DE CUECAS

A cena deprimente aconteceu na única agência do Banco do Brasil em Ouro Preto. Infelizmente não é inédita, porque várias outras pessoas já passaram por situações semelhantes: um homem teve que ficar só de cuecas, na porta do Banco, para poder entrar na agência. Várias testemunhas acompanharam o triste evento. Como ao passar pela porta giratória de segurança, alguma coisa apitava, o pobre coitado foi fazendo uma espécie de streap tease, tirando peça por peça da roupa do vestuário, até passar pelo vexame de ficar seminu, inclusive na frente de outras pessoas. Vários usuários da agência do BB em Ouro Preto já denunciaram abusos. Uma mulher, recentemente, foi destratada, porque a bolsa que portava, com acessórios metálicos, impedia sua entrada na agência. Ela teve que deixar a bolsa no carro. Só faltou também os vigilantes exigir que a coitada fizesse um streap tease, como o que ocorreu com um homem, nessa semana. Um desrespeito ao consumidor, em que as autoridades competentes fazem vistas grossas.

ÍDOLOS DE CONFÚCIO

Confúcio Moura tem seus ídolos. Ao menos nas questões que envolvem a saúde pública. Em seu Blog, ele rasgou elogios – alguns bastante exagerados – para seus colegas governadores Marconi Perillo, de Goiás; Geraldo Alkmin, de São Paulo e do Mato Grosso, Pedro Taques. Para ele, Perillo, por exemplo, “tem mais ousadia, mais teimosia, mais liderança, mais determinação do que eu. E acabo de escrever este parágrafo, e de imediato, eu mesmo concluo, que ele tem tudo isto e muito mais do que eu”, escreveu. E foi mais longe: “Confesso que irei a Goiás, São Paulo, Mato Grosso e a outros Estados também tirar algumas gotas do sangue destes governadores exemplares, e em mim, transfundir frações dos seus sangues abençoados, para que eu possa, mesmo agora, na retal final, implantar OSS no Hospital de Guajará-Mirim, no CERO (reabilitação) e a PPP no futuro HEURO (Hospital de Urgência e Emergência de Porto Velho) e a OSCIP do Barco Hospital Walter Bartolo”. Ou seja, Confúcio quer que funcione aqui o sistema de terceirização da saúde, via organizações sociais, como funciona muito bem, segundo ele, nesses Estados que ele elogia. Esperemos para ver no que vai dar!

O ESTACIONAMENTO E A BURRICE

Pela enésima vez, a Prefeitura de Porto Velho vai tentar implantar a Zona Azul, na área central da cidade. Porto Velho deve ser uma das únicas capitais do país onde o sistema de estacionamento é liberado geral e onde alguns comerciantes, de forma muito burra, estacionam seus carros na frente das próprias lojas, impedindo que os clientes tenham acesso a elas. Hildon Chaves prometeu anunciar, ainda nesse semestre, um chamamento da comunidade para debater o tema profundamente e, a partir daí, implantar a Zona Azul definitivamente, o que seria um grande avanço para o caótico trânsito da área central e para os preços abusivos cobrados por estacionamentos privados. A última vez que tivemos Zona Azul foi no governo de Carlinhos Camurça, que herdou o sistema que fora iniciado por Chiquilito Erse. Durou pouco, porque sucessivas ações judiciais determinaram o fim do processo. Décadas depois, se vê o que isso causou à cidade, em termos de prejuízos e desorganização do trânsito. Tomara que dessa vez a coisa funcione!

FOGO FAZ 40 MIL DOENTES

Os números apontam que mais de 40 mil pessoas, só na Capital, tiveram que recorrer aos postos de saúde, nesse início do verão amazônico, com problemas relacionados aos danos que a fumaça causa ao organismo humano, nas violentas queimadas que assolam Porto Velho e região. Os dados são da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). A coordenadora da campanha antiqueimadas, Tainan Alleyne, fala sobre isso; sobre os perigos do fogo; sobre a necessidade de conscientização e das multas aplicadas em quem queima, no programa Direto ao Ponto dessa semana. A entrevista feita por Sérgio Pires, sobre o importante tema, vai ao ar nesse sábado, simultaneamente, em três canais de TV: Record News Rondônia, TV aberta, Canal 58; SKY, Canal 358 e TV a Cabo, Canal 17. Começa pontualmente às 11h30 da manhã. No domingo, a gravação estará no ar no site Gente de Opinião e em outros sites de notícias do Estado.

O INFERNO DE ELLEN

Continua o inferno astral da ex deputada Ellen Ruth, flagrada numa gravação feita pelo então governador Ivo Cassol, há mais de uma década, exigindo dinheiro para que projetos de interesse do governo fossem aprovados. Depois de um ano foragida, Ellen foi presa em Porto Velho e está cumprindo pena no Presídio Feminino. Condenada a nove anos de prisão junto com outros ex parlamentares, ela pediu à Justiça para cumprir sua pena em regime domiciliar, alegando que precisava cuidar de sua mãe, idosa e muito doente. O desembargador Eurico Montenegro não topou. Alegou que o pedido de cunho humanitário não se coadunava com o caso, porque a mãe da ex deputada estaria sob bons cuidados, inclusive de outros dois filhos, que são médicos. Pela decisão, Elle Ruth continua presa. Já no caso do ex deputado Kaká Mendonça, também preso, ele poderá começar a cumprir regime semiaberto a partir de setembro, para trabalhar durante o dia.

COVARDIA E CRUELDADE

É um número para se lamentar, apesar de que muitos, incluindo algumas poderosas redes de TV, não pensem assim: em pouco mais de oito meses, já somam 94 o número de policiais militares mortos no Rio de Janeiro. Foram mais de 11 mortes por mês: uma a cada três dias, praticamente. Na maioria dos casos, os policiais não foram assassinados quando estavam em serviços, mas perseguidos ou tocaiados por bandidos, quando à paisana. Ou seja, os criminosos aproveitam quando a vítima está fora do trabalho, por vezes até fazendo “bicos”, para então atacar. No caso número 94, a covardia foi brutal: os facínoras esperaram a vítima sair da festa em que comemora o aniversário de sua mulher e, quando ele estava distraído, o atacaram em grupo, atirando várias vezes, à queima roupa, contra a cabeça do policial. Enquanto isso, TVs divulgam em seus noticiários apenas erros policiais e defendem bandidos, como a Globo o fez com um traficante Matemático, um criminoso dos mais cruéis, que foi perseguido e morto pela PM. Para a Globo, também nesse caso a PM agiu com excesso. Não dá vontade de vomitar?

PERGUNTINHA

Você está preparado para pagar ainda mais impostos, para que o Governo Federal consiga cobrir o enorme rombo que ele mesmo provocou, mas quer que a povão pague, de novo?

Fonte:Sérgio Pires

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