Rondônia - 18 de dezembro de 2017
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Daniel, um coringa para a complexa eleição do ano que vem

Há um nome na política rondoniense, crescente e forte, que tem passado ao largo de algumas áreas menos informadas da política, imaginando que o personagem não terá, daqui para a frente, papel relevante nas questões da sucessão estadual e outras batalhas eleitorais que se aproximam. Ledo engano. Trabalhando duro, aparecendo muito, mas por seus méritos e não por criar factoides, como ainda teimam em fazer alguns políticos menos sérios, Daniel Pereira é uma figura emblemática, que se aproximou do poder por méritos próprios; que chegou a vice governador na carona das alianças políticas, mas que, ao chegar onde chegou, mostrou que o chapéu e o posto não poderiam ter ido para cabeça melhor. Deu sorte, também, é claro, porque é necessário tê-la para ir em frente na vida pública. Depois de uma passagem curta pela Assembleia, houve quem pensasse que ele teria esgotado seus recursos como político. Não chegou nem perto disso. Acabou à frente do PSB, um partido que cresceu no Estado e que hoje tem lideranças do tamanho de Jesualdo Pires e Mauro Nazif, para citar os dois principais parceiros de Daniel. Já influenciou na eleição municipal e, através dela, firmou a aliança com o PMDB, que acabou o colocando como vice de Confúcio. Teve sorte de novo, quando foi formar parceria com um Governador que lhe dá todo o espaço, sem temer ser ofuscado. Daniel aproveitou cada minuto dessa nova situação. Como o Governo vai muito bem, obrigado, com altos índices de aprovação, ele foi tratar de abrir seus espaços. Está em todos os lugares possíveis. É uma espécie de embaixador de Rondônia na América Latina, mas também já andou mundo afora falando de negócios e buscando novos investimentos. Não criou inimizades, não tem obstáculos instransponíveis, não fechou portas, ao menos até agora.

Daniel tem, a partir daqui, muitas opções extremamente positivas, todas conquistadas por seu trabalho e seu valor pessoal. Pode ser o Governador por oito meses, caso Confúcio saia para concorrer a algum cargo (e a chance de que isso ocorra é de mais ou menos 95 por cento); pode optar por ser o nome indicado pela Assembleia, com aval do Palácio do Governo, para uma vaga eterna no Tribunal de Contas do Estado ou, ainda, pode aceitar o convite para ser o candidato a vice governador na chapa do pedetista Acir Gurgacz. Daniel trabalha duro, é dedicado, humilde e inteligente para aproveitar as brechas que o poder lhe proporciona, mesmo que num aparente segundo plano. Muitas das decisões importantes da política estadual, para 2018, passarão por ele. Quem viver, verá!, já diz o ditado popular…

DE OLHO NA VAGA

Ainda sobre o Tribunal de Contas do Estado: a próxima vaga deve ser aberta apenas no ano que vem, mas a disputa pela vaga já está quentíssima, ao menos nos bastidores. A aposentadoria do ex deputado estadual Chico Paraíba vai abrir a possibilidade de que a Assembleia Legislativa indique o novo conselheiro, pois é da cota dela o direito, dessa vez. É um dos cargos mais cobiçados na vida pública, na medida em que se torna uma espécie de emprego até a aposentadoria, com salários polpudos e um trabalho que não é nem perto daquele que tanto desgasta os políticos. Além de Daniel Pereira, o atual vice governador, pelo menos três outros nomes importantes, incluindo um do primeiro escalão do governo Confúcio Moura, estão sendo relacionados com chances reais de serem indicados. Claro que ainda há muito tempo até que a decisão final seja tomada, mas os bastidores já fervilham. Não é para qualquer simples mortal a possibilidade de chegar a uma cadeira no cobiçado Tribunal de Contas.

PROTEÇÃO OFICIAL AO CRIME

A Defensoria Pública da União (DPU) pode estar fazendo a favor do crime organizado o que poucos conseguiram nos últimos anos. Defendendo os direitos humanos de bandidos incontroláveis, os advogados querem que tais criminosos cruéis, que dominam o país pela violência, recebam a benevolência legal de serem transferidos dos presídios federais (inclusive do de Porto Velho) e voltem para seus Estados de origem, em cadeias comuns. Todos sabemos o que isso representa. Já não basta o rio de sangue que jorra pelo país afora, com a bandidagem assolando o Brasil e, ao invés do endurecimento de leis; de total isolamento dos chefões; de penas duríssimas e sem benefícios, em nome de não se sabe o que, os representantes “direitos dos manos” querem empurrar goela abaixo do país, mais esse verdadeiro crime contra a Nação. O que se espera é que o Judiciário não permita esse absurdo e que decida pelo povo e não pela bandidagem. O que é impressionante é que, com tudo o que está acontecendo contra o pobre e indefeso brasileiro comum, há quem defenda ainda os interesses dos que comandam toda essa guerra sem fim…

AINDA LULA E BOLSONARO

Institutos de Pesquisas concordam nos nomes, mas não nos números. Dois deles falam linguagens totalmente diferentes, quando se trata de percentuais, mas ambos dão como certo que, se a disputa Presidencial fosse hoje, Lula e Jair Bolsonaro estariam no segundo turno. Para o Instituto Folha, Lula tem 35 por cento das intenções de votos, mantendo seu percentual das últimas pesquisas e Bolsonaro também cresceu um pouco: de 16 para 17 por cento. Não é o que diz o Instituto Paraná, cujas pesquisas têm sido também respeitadas no país. Para ele, Lula caiu para 26,5 pontos, nesse final de setembro e o deputado federal que é capitão do Exército teria subido para 18,5 por cento. No caso de Bolsonaro, os números estão dentro da margem de erro. Mas no de Lula não: há clara divergência entre os públicos pesquisados. Na pesquisa da Folha, Marina Silva estaria em terceiro lugar, com o máximo de 14 pontos. Na do Paraná, o terceiro posto já é do prefeito tucano de São Paulo, João Dória Neto, com algo em torno de 12 pontos. Num cenário em que Dória seria substituído pelo governador Geraldo Alkmin, os números seriam menores. Alkmin teria pouco mais de 9 por cento do eleitorado. Enfim, pouco mudou o cenário até agora. Lula, condenado e enrolado até o pescoço, continua sendo o preferido da maioria do eleitorado.

BARBOSÃO VEM AÍ?

Dos nomes citados na pesquisa, apenas um se poderia chamar de “novo” na política, já que João Dória já não o é mais. Trata-se de ninguém menos do que o ex ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Ele aparece em quinto lugar na pesquisa do Instituto Paraná, com quase 9 por cento de apoio dos entrevistados. A surpresa maior é que Barbosa tem muito mais apoio, na pesquisa, do que nomes famosos na vida pública brasileira. Ficaram atrás dele: Ciro Gomes (7,5 por cento); Álvaro Dias (4,5 por cento); Fernando Haddad (3,4 por cento) e o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (2,3 por cento). Joaquinzão, como chegou a ser apelidado pelos brasileiros, marcou sua passagem pela mais alta corte do Judiciário brasileiro quanto condenou todos os principais evolvidos no caso do Mensalão, o que, aliás, abriu as portas para condenações em várias outros casos de corrupção que assolam o país. Ele está aposentado e, apesar de pressionado e várias vezes convidado, ainda não decidiu se pretende entrar para a política.

ROBERTO SOBRINHO E A JUSTIÇA

O ex prefeito Roberto Sobrinho, que foi condenado antecipadamente, perante a opinião pública, por divulgação de pseudo irregularidades em suas duas administrações, segue ganhando todas na Justiça. Agora, mais uma vez, sentença o absolve de outro dos barulhentos processos, divulgados com intensidade contra ele tanto quanto ainda estava no poder, quando depois, quando deixou a administração municipal. A Justiça decidiu que nem Sobrinho, nem seu então secretário Jair Ramires e outros denunciados, cometeram qualquer crime, no caso de contratação da empresa Marquise. Quando da denúncia, houve um festival de acusações e condenações antecipadas, jogadas à opinião pública. Claro que a decisão que inocentou Roberto Sobrinho e outros membros da sua equipe, teve repercussão infinitamente menor, como infelizmente é normal, nesses casos. Até hoje, o ex prefeito tem, praticamente, apenas essas condenações públicas. Pelos lados do Judiciário, não é isso que tem ocorrido!

“REPRESSÃO ECOLÓGICA

Buritis, Candeias do Jamary e Cujubim estão entre os municípios pequenos e médios do Estado, em termos populacionais. Buritis tem pouco mais de 35 mil habitantes. Candeias, não mais que 26 mil e Cujubim, em torno de 23 mil. Mas essas três cidades, com áreas enormes, estão entre as prioridades do Ministério do Meio Ambiente, em suas ações de fiscalização, porque elas tiveram um crescimento no volume de derrubadas da floresta, muito acima do que se esperava. Um dos critérios para que essa decisão seja tomada é que será dada atenção especial às localidades da Amazônia que tenham tido uma área de floresta desmatada, nos últimos três anos, acima dos 160 quilômetros quadrados. A chamada “repressão ecológica”, prevê duras ações de fiscalização, aumento de multas e atenção especial em programas de recuperação de áreas derrubadas. Outras 36 cidades da região, onde se registraram os maiores índices de desmatamento dos últimos anos, também estão na alça de mira do Ministério do Meio Ambiente.

PERGUNTINHA

Qual será o próximo round da briga entre Ivo Cassol e Acir Gurgacz, dois pesos pesados da política rondoniense e que estão se preparando para disputar o Governo do Estado, em 2018?

Fonte:Sérgio Pires

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