Rondônia - 18 de dezembro de 2017
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Indecisão de Expedito e briga ferrenha entre Cassol e Acir abrem alas a outros nomes

Se personalidades carimbadas da política rondoniense como os senadores da República Acir Gurgacz (PDT) e Ivo Narciso Cassol (PP) se engalfinham diuturnamente aos exageros e brados ofensivos, levantando e expondo o pior do lixo mútuo e gastando cartuchos em cima de trivialidades, melhor para os demais pretensos postulantes – totalmente alheios a picuinhas eleitoreiras, pelo menos por ora.

Com isso, fortalecem apenas o engajamento de seu próprio eleitorado, que sempre existiu, porém, consequentemente, afastam quaisquer possibilidades de novas adesões e ainda correm o risco de perder parte do fã clube.

Cassol, sentenciado à cadeia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2013 por fraudar licitações, deve concorrer ainda que a lepra condenatória faça com que partes de seu corpo fiquem pelo caminho até lá.

E já que a interpretação da lei pode ser extremamente subjetiva de acordo com o poderio econômico do réu, por que não? Gurgacz, seu algoz momentâneo, continuará apanhando de Narciso – e de outros que irão se valer subsidiariamente desta peleja congressista – principalmente nas questões voltadas ao exercício do empresariado: no olho do furacão, a Eucatur. O pedetista já foi acusado de sonegar altíssimas quantias em impostos e agora, mais recentemente, de legislar em causa própria prejudicando taxistas de todo o Brasil.

Soma-se a estas questões a inércia do tucano Expedito Júnior que, a despeito de não posicionar-se politicamente, faz com que Rondônia acredite, de antemão, na pré-candidatura do ex-prefeito de Porto Velho José Guedes que, embora respeitadíssimo, sentiu sua estrela na vida pública apagar após duríssimas investidas patrocinadas pelo Tribunal de Contas (TCE/RO) há décadas.

Para repor o sangue perdido, depois de tanto tempo sofrendo, não há bolsa de restituição que dê jeito à sangria. Os burburinhos dos bastidores dão conta de que Júnior aguarda o momento certo para colocar as asinhas de fora a fim esconder-se de atentados antecipados.

Ocorre que essas anulações bilaterais e a omissão do tucanato escancaram os corredores ao Palácio Rio Madeira a nomes paralelos, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa Maurão de Carvalho (PMDB). O peemedebista tem feito o contrário de seus adversários: em vez de briga, busca aproximação com todos, prato cheio para traições iminentes – inclusive as internas propagadas em forma de rumores, ainda que jamais materializadas. Inclusive, nos últimos tempos, Carvalho tem se fortalecido dentro do PMDB e recebido apoio incondicional dos maiores expoentes aos filiados neófitos. Não fosse suficiente, passou a colecionar convites de várias siglas enquanto pisa em ovos e avança, timidamente, mas sempre em frente, diga-se de passagem, rumo às pretensões palacianas.

Há, ainda, os outsiders como o ex-procurador-geral de Justiça Héverton Aguiar; a carreira e os serviços prestados o colocam no páreo como protagonista, não coadjuvante.

Por outro lado, o assédio tem sido enorme para que este seja, no fim das contas, vice de algum dos nomes já colocados à apreciação popular. Método eficiente de tirar candidatura já corpulenta em seu nascedouro e conceder, de quebra, gordura saudável a quem conquistá-lo para formação de chapa.

O desembargador Gilberto Barbosa, pouco mais distante dos noticiários e comentários sociais, ainda está em stand-by como possibilidade real de chefiar o Estado a partir de 2019. Para as incógnitas Aguiar e Barbosa o único calvário talvez seja o arrefecimento do clamor direcionado a autoproclamados não políticos, como o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), já criticado por abandonar a cidade para fazer campanha antecipada à Presidência da República.

Os ressabiados e arrependidos poderiam deixar de tentar após demonstração fática de como um “de fora” funciona na prática. Mais recentemente fora anunciada a pré-candidatura do jovem advogado Vinicius Valentin Raduan Miguel pela Rede Sustentabilidade, cidadão muito bem referendado tanto na esfera acadêmica quanto social por conta do ativismo.

Novidade, enfrentará dois problemas insanáveis: um eleitorado conservador, resistente a pautas humanitárias, e a grana, esta considerada força motriz em qualquer pleito.

Por fim, os “nanicos”, como Jackson Chediak, do PCdoB. Chediak é postulação que, adiante, deve se revelar como pré-candidatura de barganha, já que dificilmente a legenda comunista terá condições de brincar majoritariamente sem o mínimo aparato financeiro.

O resumo da ópera é que enquanto caciques como Cassol e Gurgacz se destroem e Expedito aguarda na câmara criogênica, o tapete vermelho está cintilante e estendido até a cadeira mais pomposa fincada no Centro Político Administrativo (CPA): quem não dormir no ponto, leva.

Autor / Fonte: Rondoniadinamica

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