Rondônia - 23 de outubro de 2018
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Os suicidas do viaduto, a violência no trânsito e a ausência do milionário Detran

Sinalização tem. Placas, bloqueios, orientações. O Dnit fez tudo direitinho.

O problema, contudo, é dos condutores. Muitos deles continuam fazendo de tudo para cometer suicídio ou matar alguém. Isso mesmo. Menos de um dia depois de ser aberto ao tráfego, o viaduto da Três e Meio, sobre a BR 364, foi palco de uma série de cenas assustadoras, praticadas principalmente por motoqueiros. Ignorando que o viaduto tem mão única no sentido bairro-centro, ou seja, da Três e Meio para a avenida Rio de Janeiro, vários deles começaram a usá-lo como se fosse de mão dupla. Resultado: sustos nos motoristas e motociclistas que vinham pela mão correta.

Quando menos esperavam, estavam a metros de um desses doidos, muitos em alta velocidade, andando por ali sem qualquer medo de morrer ou matar alguém. O Dnit não só sinalizou muito bem o local, como ainda colocou obstáculos, para que os celerados não usassem a travessia de forma ilegal.

Nada adiantou. Uma testemunha contou que pelo menos cinco motos, ocupando boa parte da pista, chegaram a andar juntas na contra mão, causando pânico entre os motoristas que usavam corretamente o local. O que preocupou mais ainda, ao menos nos primeiros dias, é que não havia qualquer tipo de fiscalização. Ali, tanto os fiscais do trânsito da Prefeitura, que gostam tanto de multar, quanto as equipes da Polícia Rodoviária Federal, eram seres alienígenas. Ninguém os viu.

O que se espera é que, com a mesma ênfase com que ficam nas esquinas das ruas e avenidas da Capital, caneta e papel na mão, ávidos por aplicar multas, os fiscais se unam aos patrulheiros rodoviários para pegar no flagra os criminosos que, por vezes em alta velocidade, estão usando o viaduto de forma totalmente irresponsável. São suicidas, mas são também possíveis matadores, porque colocam a vida dos outros em risco.

Quando se assiste a cenas como essas, compreende-se porque temos quase 50 mil mortos no trânsito brasileiro, todos os anos, o equivalente a todos os americanos mortos na Guerra do Vietnam, numa década inteira.

Nas ruas e avenidas de Porto Velho, o desrespeito à sinalização, a alta velocidade, a falta de educação e de gentileza, tudo isso faz parte de um pacote de maldades, que tornam nossas ruas e avenidas verdadeiros centro de ferimentos e matança. A superlotação do Pronto Socorro João Paulo II, principalmente por condutores de motos e seus caronas, alguns com sequelas para o resto da vida, são prova concreta de tudo isso.

Nesse contexto, aliás, cabe a pergunta ao milionário Detran: onde estão as campanhas de educação de trânsito; onde está a sinalização farta; onde está a fiscalização necessária? Para onde vai tanto dinheiro, se não se vê ele sendo usado em benefício da coletividade?

CASSOL NAS PARADAS

Deu a lógica! A decisão do STF em transformar a pena do senador Ivo Cassol em prestação de serviços à comunidade, repõe um pouco de equilíbrio na pena duríssima que havia sido decidida contra ele, numa situação em que os próprios ministros chegaram a reconhecer que não houve desvio de um só centavo do dinheiro publico, nos processos que o envolveram, quando era Prefeito de Rolim de Moura.

Cassol partilhou concorrências e até poderia ser multado e eventualmente penalizado por não cumprir rigorosamente a legislação. Ponto. Mas daí a colocá-lo prestes a ir para a prisão, mesmo sem ter desviado qualquer quantia de verbas públicas, num país onde a roubalheira se institucionalizou, era realmente um exagero.

Daqui para a frente, o tema passa a ser se ele poderá ou não ser candidato. Será outra batalha judicial daquelas, até que se chegue a uma conclusão definitiva. Há quem diga que ele poderá sim, pela prescrição da condenação pouco antes do pleito de 2018.

Seus adversários torcem contra, é claro. A verdade é que, ao menos até prova em contrário, Cassol está no páreo para o Governo e, estando nele, pode mudar bastante o quadro da sucessão estadual. Vamos aguardar para ver o que vão decidir os tribunais, daqui para a frente.

ENFRENTANDO A CAERD

Que não se acuse de medroso o deputado Ezequiel Junior, do PRB. Nessa semana, mesmo pressionado por servidores da Caerd que foram à Assembleia Legislativa fazer pressão para receberem seus salários e fazer reivindicações sindicalistas (nenhuma palavra sobre o serviço de qualidade bastante discutível, prestado ao usuário), o parlamentar fez um discurso duríssimo contra a gestão compartilhada e contra o Sindur, que segundo ele, foi a responsável pela quebradeira da estatal.

Ezequiel lembrou, mesmo com as galerias tomadas pela turma da Caerd, que “os servidores passaram a se preocupar mais com os próprios salários do que com o atendimento à população. Os vencimentos aumentaram consideravelmente e a maior parte da arrecadação passou a ser utilizada exclusivamente no pagamento de pessoal, impedindo investimentos e prejudicando os consumidores”. E deu o xeque mate: “Se a situação chegou onde chegou, foi por causa de vocês, do Sindur, que quebraram a companhia”. Avisou ainda que não teme campanha de sindicalistas contra ele. Frente a frente, o deputado não se intimidou e falou o que tinha que falar…

CONFÚCIO VAI MESMO!

Atenção céticos e os que acreditam nas histórias da Carochinha: vocês estavam e continuam enganados. Só mesmo quem está muito desinformado sobre a política de Rondônia, imagina que Confúcio Moura não deixará o governo em março próximo, para disputar uma cadeira ao Senado, mesmo contra o desejo do comando do seu partido. O nome dele já foi lançado oficialmente como pré candidato pelo PMDB de Ariquemes, sua principal base eleitoral, durante encontro do partido, na semana passada. Mas há algo mais, correndo nos bastidores da política.

Caso sua sigla opte por lançar apenas Raupp, porque o atual senador tem o diretório na mão, Confúcio vai para a disputa por outro partido. Que pode ser até o PSB, do seu vice governador e governador a partir de março, Daniel Pereira. O mesmo Daniel que está se preparando para novos saltos na política, com planos que podem incluir até a disputa ao Palácio Rio Madeira/CPA, no ano que vem. Ou seja, no jogo do xadrez político, muitas peças ainda vão trocar de lugar; outras vão cair e outras vão retornar ao tabuleiro.

SÓ A MÚSICA É RUIM

Sem levar em consideração a qualidade do show, porque o público gosta cada vez mais de músicas ruins e espetáculos de qualidade duvidosa, a Prefeitura de Porto Velho foi presenteada com uma festa de final de ano que lhe custou apenas 2 mil reais. O valor será a contrapartida de quase 200 mil reais que virão dos cofres federais, num programa de apoio às Capitais, para as comemorações de passagem de ano. A festa será na avenida Farquar, na área externa da Praça Madeira Mamoré e toda a estrutura de palco e show será montada gratuitamente por equipes cedidas pelo Governo do Estado. Espera-se a participação de uma multidão. A cantora sertaneja Naiara Azevedo, amada pelo povão, será a atração principal. O dinheiro, do Ministério do Turismo, foi intermediado pela deputada Mariana Carvalho. De um lado, só elogios pela grande festa com música e fogos. De outro, o lamento de um gasto de 200 mil reais com um show de música tão ruim. Mas, enfim, se o povo gosta, quem vai ficar reclamando?

OS DESPACHANTES E O DETRAN

Há avanços importantes na prestação dos serviços do Detran, mas em algumas questões, como nos da vistoria e liberação de veículos apreendidos, a burocracia ainda inferniza o usuário. Quem fala sobre isso e sobre muito mais questões importantes relacionadas com a os serviços prestados ao cidadão, é Marcizo Nogueira, presidente do Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas de Rondônia e Acre. Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, Marcizo fala da importância da ação dos despachantes, na questão das auto escolas, nos altos preços das carteiras de habilitação e muito mais. Acompanhe o bate papo com Sérgio Pires através da Record News Rondônia, Canal 31; da SKY, Canal 331 e da Claro TV, no 441.1. E neste sábado, a partir das 10h30, simultaneamente nos três canais. A partir do domingo, a entrevista já estará ao ar, na íntegra, no site GENTE DE OPINIÃO. Não perca!

SÃO 182 MILHÕES INVESTIDOS

Os números são superlativos. Nada menos do que 182 milhões de reais. Esse foi o valor repassado das compensações da usina de Santo Antônio para o Governo do Estado, Prefeitura de Porto Velho, associações e entidades. Os recursos foram destinados a construção de escolas, casas populares, hospital, postos de saúde, laboratório, investimentos no SAMU, controle de malária, quadradas esportivas, restaurante comunitário e muitos outros projetos. Apenas para a Prefeitura da Capital, a Santo Antônio, destinou quase 87 milhões de reais, mesmo valor entregue aos cofres do Estado. Além dessas obras de compensação social, há investimentos ambientais e por meio dos royalties – valor pago mensalmente ao município, estado e à União pela exploração das águas. De acordo com a Lei dos Royalties, a distribuição da compensação financeira é feita da seguinte forma: 45 por cento ao Estado, 45 por cento ao município e 10 por cento para a União.

CRIANÇAS ODEIAM PAPAI NOEL?

Esse é o Brasil que vivemos e onde as crianças, sem educação e sem controle dos pais, se tornam perigosas. Algumas delas, inclusive, cometendo o antes inimaginável crime de atacar quem? Isso mesmo: o Papai Noel! No bairro pobre de Porto Seguro, na cidade paulista de Itatiba, um grupo de crianças atacou o trenó do Papai Noel voluntário, além de xingá-lo de vários palavrões, porque as balas que eram distribuídas gratuitamente acabaram antes da hora. O grupo de meninos, entre nove e 12 anos, apedrejou o pobre velhinho, ameaçando-o de agressão. O bairro tem tradição de voluntários vestidos de Papai Noel neste período de festas e, segundo as autoridades policiais, não é a primeira vez que crianças atacam e ofendem a quem vai tentar tornar o Natal delas menos triste e menos pobre. É mesmo o fim dos tempos: quando as crianças começam a agredir o Papai Noel, maior símbolo da bondade, esperado o ano inteiro, é porque a sociedade ruiu mesmo!

PERGUNTINHA

Com tantos assaltos a ônibus, em plena luz do dia, mas também à noite, você acha que há mesmo uma sensação de segurança, como afirmam os órgãos policiais?

Fonte:Sérgio Pires