Rondônia - 23 de Abril de 2018
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Autor de Deus Salve o Rei conta que novela terá muitas participações e revela se descartou cenas

Amália (Marina Ruy Barbosa) e Afonso (Rômulo Estrela) em cena de Deus Salve o Rei (Foto: Globo/Cesar Alves)Amália (Marina Ruy Barbosa) e Afonso (Rômulo Estrela) em cena de Deus Salve o Rei (Foto: Globo/Cesar Alves)

Estreante como autor titular em novelas, Daniel Adjafre fala sobre Deus Salve o Rei, sua primeira trama solo, que estreia nesta terça-feira (09) no horário das sete da Globo.

Quando começou a trabalhar, Adjafre não tinha ideia de que seria autor. Formado em computação, já havia cursado também Engenharia Mecânica, nada comparado a qualquer disciplina que lembrasse a área de humanas.  O interesse por cinema, teatro e televisão, no entanto, sempre existiu. “Mas não tinha ideia que seguiria como profissão”, lembra ele, que começou fazendo um curso com aulas de dramaturgia em Fortaleza, capitaneado por Maurice Capovilla e Orlando Sena, que vinham da Escola de Cinema de Cuba.

Logo em seguida, Adjafre participou de um concurso da Globo para roteiro de humor. Foi no ano de 2000 que começou a trabalhar oficialmente na área, na redação do programa Zorra Total. O projeto Casos e Acasos veio um tempo depois e durou duas temporadas, seguido por S.O.S Emergência, em 2007, com direção de Mauro Mendonça Filho.

A entrada nas novelas aconteceu em 2010 com um convite da autora Lícia Manzo para colaboração na novela A Vida da Gente. E, depois, fez Sete Vidas com a autora. De lá para cá, Daniel ainda assinou a homenagem à Escolinha do Professor Raimundo, com Péricles Barros, colaborou com Cidade dos Homens e, ao mesmo tempo, esteve à frente de A Cara do Pai com o diretor Fabrício Mamberti. Deus Salve o Rei é a primeira novela que assina como titular.

+ Saiba quem é quem na nova novela das sete da Globo

O autor Daniel Adjafre no lançamento de Deus Salve o Rei (Foto: Globo/João Cotta)O autor Daniel Adjafre no lançamento de Deus Salve o Rei (Foto: Globo/João Cotta)

Como você define a trama?

Daniel Adjafre – É uma novela que trata das escolhas que as pessoas fazem. É uma trama medieval que tem como ponto de partida dois príncipes que não querem o trono. É uma história que tem já, na essência, um elemento muito dramático e muito cômico: são dois irmãos, um com medo de ser rei e outro abdicando ao trono por amor a uma plebeia. O Afonso abre mão do destino que estava determinado para ele, uma escolha difícil, para tentar um outro caminho, o que tem inúmeras consequências na vida dele e de seu reino. Muitas surpresas e reviravoltas estão previstas a partir disso ao longo da trama. Em alguns momentos, a predestinação à coroa volta a pesar, não simplesmente pelo fato de ter nascido primogênito numa família de nobres. É um drama com muitos elementos de comédia, que trabalham de forma harmoniosa.

Qual a principal mensagem da novela, na sua opinião?

Daniel Adjafre – A principal mensagem é uma pergunta: as escolhas que nós fazemos ao longo da nossa vida podem realmente influenciar no nosso futuro ou é o destino que vai decidir isso? Acho que essa questão está bem discutida ao longo da novela: as escolhas que a gente faz e as consequências delas.

Sua trajetória como autor inclui diversos programas com humor. Como a comédia será inserida na novela?

Daniel Adjafre – A comédia surge de uma forma mais integrada ao drama, sem que tenhamos um “rompimento” muito forte na transição de um gênero para outro. E o que se destaca é o humor de situação. Os personagens cômicos também têm problemas reais, conflitos, dúvidas. Isso dá uma maior credibilidade a esses personagens, mais empatia.

A novela, apesar de ser de época, traz elementos contemporâneos?

Daniel Adjafre – Não é o foco, mas fazemos uma brincadeira com códigos contemporâneos com o objetivo de conseguir uma comunicação mais rápida e efetiva com o público. É importante que o telespectador consiga se colocar no lugar daqueles personagens, sejam reis, rainhas, princesas ou plebeus. No entanto, essas questões são tratadas de forma mais genérica, sem fazer menção a um momento específico de um país ou de uma época.

A novela terá muitas participações, isso é intencional?

Daniel Adjafre – Sim. Temos um elenco enxuto, mas com muitas participações. Com isso, é natural que várias histórias aconteçam a todo instante e sempre com relação com os personagens centrais. Isso movimenta a trama de uma forma diferente, na minha opinião.

Por conta dos recursos tecnológicos, tem alguma cena que você desistiu de escrever por achar que não seria viável?

Daniel Adjafre – Até agora tudo o que imaginei está ainda melhor (risos). Lógico que a gente sabe que existem limitações de tempo, porque muitas coisas demandam computação gráfica, mas até agora foi tudo muito tranquilo, inclusive uma batalha entre os reinos, que tem uma demanda maior de efeitos e esforço da equipe.

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