Rondônia - 26 de Abril de 2018
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Negociação de meia com Corinthians se torna estopim de barraco político do Vasco

Julio Brant é o provável sucessor de Eurico Miranda na presidência do Vasco

Julio Brant é o provável sucessor de Eurico Miranda na presidência do Vasco

Foto: Divulgação

A negociação do meia Mateus Vital com o Corinthians se tornou uma espécie de estopim da grave crise política que chacoalha o Vasco da Gama neste início de 2018. Poucas horas após a divulgação da notícia de que o jovem de 19 anos está a caminho do Timão, o provável novo presidente do clube carioca convocou uma coletiva de imprensa às pressas.

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O intuito de Julio Brant, que deve assumir na segunda quinzena de janeiro a cadeira ocupada atualmente por Eurico Miranda, foi denunciar aos jornalistas uma suposta manobra que vem sendo feita pelo atual mandatário vascaíno no mercado da bola. O folclórico cartola estaria desmontando o elenco do Vasco para entregar assim uma “bomba” ao sucessor.

“Estamos vendo venda de jogadores. Empresários estão sendo chamados para aumentar o salário dos jogadores da base por valores fora de mercado. Mostra o quão maldosa é a intenção. A preocupação não é pelo Vasco. Mas vamos trabalhar para reverter isso. Qualquer negociação vil, claramente prejudicial, será revertida”, declarou Brant, se referindo não apenas à transferência de Vital ao Corinthians mas também aos casos de Madson (rumo ao Grêmio), Anderson Martins (São Paulo) e Paulinho (Porto-POR).

“Fica o recado para os empresários e os gestores de empresas que fazem negociações com o clube num momento como esse. É até antiético você fazer negociações deste tipo, desta monta, na situação que o clube vive hoje. Qualquer um que tenha ética se negaria a fazer”, completou.

Na prática, o que acontece em São Januário é uma conturbada “passagem de bastão” de uma gestão para outra. O Corinthians, por exemplo, também vive período eleitoral, mas não vem enfrentando esse tipo de problema – Roberto de Andrade segue com autonomia para tomar as decisões, mas consulta os candidatos a sucessão com frequência (foi assim na ocasião da renovação contratual de Fábio Carille, no último mês de setembro).

“Aí vai um recado importante: eu tentei desde a eleição fazer reuniões com o presidente para poder fazer uma transição, mesmo que fosse de forma sigilosa, para que ninguém ficasse sabendo o que está acontecendo, e aí trabalharíamos em absoluto sigilo. Por mais que não entrássemos, não teria nenhum prejuízo. Tentamos fazer isso. Eu liguei para o presidente algumas vezes. Tive enviados meus conversando com pessoas muito próximas ao presidente, com o filho dele, por exemplo, e fomos negados o tempo todo. Não houve espaço nenhum”, alegou Brant.

O Corinthians, ao menos oficialmente, não teme um imbróglio judicial decorrente da negociação com Mateus Vital. O jovem agenciado por Carlos Leite foi oferecido pelo empresário com aval de Eurico Miranda e deve custar R$ 8 milhões aos cofres corinthianos. O entendimento é de que se trata de uma oportunidade de mercado – seja para reforçar o plantel de Fábio Carille ou para lucrar numa venda futura.

“O que estão fazendo é criando o caos (…) Mas não se preocupe. Vamos pegar o caos e resolver o caos. Vamos entrar suando, adrenalina lá no alto e vamos resolver. Se estivesse tudo calminho era mais confortável. Se quiséssemos conforto não estaríamos aqui. Para vocês que estão tentando fazer o caos, não temos medo!”, findou Brant.

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