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Governo orienta população para o combate ao Aedes antes, durante e após o carnaval – Maranhão

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Governo orienta população para o combate ao Aedes antes, durante e após o carnaval. (Foto: Julyane Galvão)

As medidas de prevenção para evitar a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela, devem ser adotadas pela população em casa durante todo o ano. Contudo, nesta época do ano, as iniciativas de prevenção devem ser reforçadas, uma vez que as altas temperaturas e as chuvas facilitam a proliferação. O Governo do Estado recomenda aos maranhenses que vistoriem suas casas para acabar com possíveis criadouros do mosquito também no período do carnaval.

“Precisamos eliminar os focos do mosquito para evitar surtos das doenças por ele transmitidas. Isso é uma responsabilidade de todos. Por isso, períodos de folga, como agora no carnaval, devem ser usados para reforçar a prevenção. Precisamos unir forças para combater o Aedes, a ação mais efetiva é eliminar os focos”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com os municípios, tem reforçado as ações de combate ao Aedes, com a busca ativa feita pelos agentes de controle de endemias e uso de carros fumacê. Porém, a população é parte importante desse processo, afirma superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Maria das Graças Lírio.

Segundo dados do Levantamento Rápido de Índices de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa), 80% dos criadouros do mosquito estão dentro dos imóveis residenciais. “Estamos com agentes na rua e com o fumacê eliminando o mosquito adulto em São Luís e no interior, mas a principal forma de combate ainda é a prevenção. Precisamos evitar que o mosquito nasça”, frisa.

Cuidados

O primeiro passo da vistoria é verificar se recipientes para armazenamento de água estão devidamente tampados. Caixas d’água, tanques, tonéis e baldes precisam ser vedados corretamente. “Tem que ter o cuidado de não deixar frestas ou usar tampas quebradas. Se isso acontecer, o mosquito entra e deposita os ovos perto da água e haverá a infestação”, alerta Maria das Graças Lírio.

Em seguida, o morador precisa eliminar os recipientes que possam acumular água parada e servir como criadouro do mosquito. Latas, garrafas, telhas, baldes, vasos de plantas, bebedouros de animais podem ser foco. Eles devem, prioritariamente, ser retirados da exposição à chuva ou colocados com as bocas viradas para baixo.

A superintendente lembra que os ralos das casas não costumam ter a atenção dos moradores, mas que são grandes acumuladores de água parada. “Além disso, as calhas das casas precisam ser mantidas limpas. Elas enchem de folhas e acumulam água. Borracharias e locais que trabalham com pneus não podem deixá-los expostos à chuva”, reforça.

Aqueles que aproveitam feriados como o carnaval para viajar precisam estar atentos, mesmo em uma viagem curta, pois o ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, costuma levar de 5 a 10 dias. “Quem for ficar mais do uma semana fora de casa, precisa deixar as chaves do imóvel com alguém que vá até lá verificar as condições do local. Piscinas também precisam ser tratadas na ausência dos moradores”, afirma a superintendente.

15 minutos semanais para eliminar possíveis criadouros do Aedes: 

 Elimine recipientes que possam acumular água parada e servir como criadouro do mosquito. Latas, garrafas, embalagens de presentes, lata de sardinha e qualquer recipiente que possa acumular água parada pode se tornar um criadouro.

 Verifique se a caixa d’água ou cisterna estão vedadas. Pequenas brechas em tampas, lonas ou tábuas podem permitir a passagem do mosquito fêmea.

 Mantenha calhas limpas, pneus sem água e em lugares cobertos, garrafas e baldes vazios e com a boca virada para baixo. Essas e outras pequenas ações que podem evitar o nascimento do mosquito.

– Lave recipientes, como tanques e bebedouros de animais, com água e sabão utilizando uma bucha. Os ovos do mosquito podem ficar aderidos às laterais internas e externas dos recipientes por até um ano sem água. Se durante este período os ovos entrarem em contato com água, o ciclo evolutivo recomeça.

Vistoria: 

  • Vasos de plantas, pratos/pingadeira;
  • Caixas d’água/cisternas;
  • Comedouro/bebedouro de animais;
  • Piscina desmontável e fixa;
  • Latas/frascos/garrafas;
  • Baldes/regadores;
  • Bandeja de geladeira ou ar-condicionado;
  • Material de construção;
  • Lajes, ralos, calhas, lonas;
  • Vaso sanitário/caixa de descarga
  • Peças/sucatas de carros;
  • Criadouros naturais, como bromélias, oco de árvore e bambu.

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