Rondônia - 22 de setembro de 2018
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Donizete lembra ‘briga’ com Antônio Lopes por posicionamento no time na Libertadores de 1998

Após deixar para trás Universidad de Concepción, também do Chile, e Jorge Wilstermann-BOL, na primeira fase, o Cruzmaltino tenta repetir o feito de quase 20 anos atrás, em 1998, quando conquistou seu primeiro título da Libertadores, desde a criação deste novo formato de disputa, em 1960. E naquele ano, apesar do sucesso que obteve após vencer o Barcelona-EQU, nem tudo começou da melhor forma possível.

Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o ex-atacante do Vasco Donizete Pantera, destaque da competição naquele ano, lembrou que durante a disputa da fase de grupos, onde o Cruzmaltino teve pela frente os mexicanos Chivas Guadalajara e América, e ainda o Grêmio, chegou a discutir com o técnico campeão Antônio Lopes.

Após um início a desejar no torneio, sem gols marcados nas duas primeiras partidas em casa, contra América (1-1) e Chivas (2-0), Pantera começou a questionar o treinador por não estar jogando da forma como gostaria, com mais liberdade no ataque, dando a entender que não conseguiria se encaixar no esquema de Lopes.

“No início não foi bom para a gente, tivemos dificuldades, tropeçamos contra o América, o futebol do México sempre foi muito difícil. Justamente naquele momento que eu estava chegando com o Luizão, substituindo o Edmundo e o Evair, então foi um peso muito grande nas nossas costas, mas o que mais me marcou foi nesse início, que logos nos dois primeiros jogos eu tive uma briga muito grande com o Lopes, porque eu não estava conseguindo encaixar no esquema tático dele, então ele estava me cobrando muito, na marcação, e eu briguei muito com ele e falei: ‘irmão, eu quero jogar’, que eu tinha que ter mais liberdade”, começou lembrando Pantera do episódio, que aconteceu antes da terceira partida do Vasco contra o Grêmio, também em São Januário.

“A gente ia jogar contra o Grêmio em casa, e nós precisávamos ganhar para seguir na competição, aí ele falou: ‘Tá bom, vou te deixar livre, se você for bem, você continua, se você for mal, você tá sacado do time e não joga mais nenhuma partida’. Ou seja, me fez uma pressão muito grande”, prosseguiu o ex-jogador.

Apesar de toda a pressão exercida sobre ele pelo treinador, Pantera lembra até hoje com felicidade da grande partida que fez, marcando o último gol do Vasco naquele 3 a 0 e ainda dando passe para um dos dois gols anotados pelo companheiro de ataque Luizão.

“Naquele exato momento eu joguei, entrei contra o Grêmio pressionado e fui o melhor jogador em campo, dei o passe para o Luizão e ainda fiz aquele gol meu maravilho contra o Grêmio. Então a partir dali eu calei o Lopes, ganhei confiança e Deus me colocou como o melhor jogador”, completou.

Fonte: Fox Sports