Rondônia - 22 de setembro de 2018
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Em janeiro, vendas no varejo crescem 0,9% em relação a dezembro de 2017

Em janeiro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,9% frente a dezembro de 2017, na série com ajuste sazonal, compensando o recuo de dezembro (-0,5%).

Período
Varejo
Varejo Ampliado

Volume de vendas
Receita nominal
Volume de vendas
Receita nominal

Janeiro 2018 / Dezembro 2017*
0,9
0,6
-0,1
0,2

Média móvel trimestral*
0,3
0,4
0,6
0,7

Janeiro 2018 / Janeiro 2017
3,2
3,3
6,5
6,6

Acumulado no ano
3,2
3,3
6,5
6,6

Acumulado 12 meses
2,5
2,3
4,6
3,9

*Série ajustada sazonalmente

Com isso, a variação da média móvel do trimestre encerrado em janeiro (0,3%) reverteu a queda em relação ao resultado do trimestre encerrado em dezembro (-0,1%).

Na série sem ajuste sazonal, frente a janeiro de 2017, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 3,2%, décima taxa positiva consecutiva nessa comparação.

O acumulado nos últimos doze meses subiu 2,5% em janeiro de 2018 e teve sua maior alta desde de novembro de 2014 (2,6%), prosseguindo em trajetória ascendente desde outubro de 2016 (-6,8%).

O volume de vendas do comércio varejista ampliado (varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) teve variação de -0,1% em relação a dezembro de 2017, após o recuo (-0,4%) em dezembro. A média móvel trimestral do volume de vendas do varejo ampliado subiu 0,6% no trimestre encerrado em janeiro, variação superior à do trimestre encerrado em dezembro (0,1%).

Frente a janeiro de 2017, o volume de vendas no varejo ampliado subiu 6,5%, nona taxa positiva seguida. O acumulando nos últimos doze meses subiu 4,6% em janeiro de 2018, sua maior variação positiva desde setembro de 2013 (4,9%), mantendo trajetória ascendente iniciada em julho de 2016 (-10,4%). A publicação completa, a série histórica e a apresentação da PMC estão à direita desta página.

Cinco das oito atividades têm variação positiva de dezembro/2017 para janeiro/2018

O acréscimo de 0,9% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, série ajustada sazonalmente, teve perfil generalizado de crescimento, alcançando cinco das oito atividades investigadas. Dentre essas, os avanços mais relevantes foram observados em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,3%) e em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,8%), ambos compensando os recuos registrados no mês anterior de -1,7% e   -7,2%, respectivamente.

Ainda com resultado positivo frente a dezembro de 2017, encontram-se: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (3,7%); Tecidos, vestuário e calçados (0,9%); e Livros, jornais, revistas e papelarias (0,3%). Por outro lado, mostrando recuo frente a dezembro de 2017, figuram: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,5%); Móveis e eletrodomésticos (-2,3%); e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Considerando o comércio varejista ampliado, a variação ficou próxima a estabilidade      (-0,1%), após recuo de 0,4% no mês anterior, com Veículos e motos, partes e peças mostrando avanço de 3,8%, enquanto Material de construção assinalou queda de 0,2%).

BRASIL – INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: PMC – Janeiro 2018

ATIVIDADES
MÊS/MÊS ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO

Taxa de Variação (%)
Taxa de Variação (%)
Taxa de Variação (%)

NOV
DEZ
JAN
NOV
DEZ
JAN
NO ANO
12 MESES

COMÉRCIO VAREJISTA (2)
0,7
-0,5
0,9
6,0
4,0
3,2
3,2
2,5

1 – Combustíveis e lubrificantes
-2,0
-1,0
-0,3
-2,5
-7,0
-4,0
-4,0
-3,1

2 – Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo
1,0
-1,7
2,3
5,6
6,0
3,1
3,1
1,7

2.1 – Super e hipermercados
1,3
-0,6
2,5
6,7
7,5
3,2
3,2
2,1

3 – Tecidos, vest. e calçados
0,0
0,6
0,9
8,9
6,9
0,2
0,2
7,7

4 – Móveis e eletrodomésticos
4,5
-3,5
-2,3
15,6
8,3
5,3
5,3
9,6

4.1 – Móveis



11,2
5,5
17,9
17,9
2,3

4.2 – Eletrodomésticos



16,5
8,7
22,0
22,0
11,9

5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria
1,2
1,4
-2,5
8,0
7,1
5,4
5,4
3,1

6 – Livros, jornais, rev. e papelaria
1,2
-3,9
0,3
-2,2
-9,3
-7,3
-7,3
-3,7

7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação
-5,7
-0,8
3,7
-6,9
-17,9
4,2
4,2
-2,3

8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico
4,8
-7,2
6,8
7,9
-0,6
10,5
10,5
3,2

COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)
2,4
-0,4
-0,1
8,7
6,9
6,5
6,5
4,6

9 – Veículos e motos, partes e peças
1,3
-0,1
3,8
8,8
6,4
18,2
18,2
4,5

10- Material de construção
2,2
-1,8
-0,2
14,6
8,8
7,3
7,3
9,4

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.(1) Séries com ajuste sazonal.(2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10.

Em janeiro de 2018, frente a igual mês do ano anterior, o volume do comércio varejista mostrou expansão de 3,2%, décima taxa positiva seguida, sendo esse avanço o menos acentuado dos últimos três meses. O resultado positivo de janeiro foi disseminado entre as atividades, alcançando seis das oito atividades que compõem o varejo. Por ordem de contribuição à taxa global, os resultados foram os seguintes: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,5%); Móveis e eletrodomésticos (5,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,4%); Tecidos, vestuário e calçados (0,2%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,2%).

Por outro lado, pressionando negativamente a taxa global de janeiro de 2018, figuram: Combustíveis e lubrificantes (-4,0%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,3%).

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com expansão de 3,1% no volume de vendas frente a janeiro de 2017, foi a atividade que exerceu o maior impacto positivo no desempenho global do varejo. O aumento da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e a redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio foram os principais fatores que impulsionaram o desempenho positivo do setor. No acumulado de 12 meses a atividade avançou 1,7%, mantendo-se em trajetória ascendente desde março de 2017 (-3,0%).

BRASIL – COMPOSIÇÃO DA TAXA MENSAL DO COMÉRCIO VAREJISTA, POR ATIVIDADES: PMC – Janeiro 2018(Indicadores de volume de vendas)

Atividades
COMÉRCIO VAREJISTA
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

Taxa de variação (%)
Composição absoluta da taxa (p.p.)
Taxa de variação (%)
Composição absoluta da taxa (p.p.)

Taxa Global
3,2
3,2
6,5
6,5

1 – Combustíveis e lubrificantes
-4,0
-0,4
-4,0
-0,3

2 – Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo
3,1
1,4
3,1
0,9

3 – Tecidos, vest. e calçados
0,2
0,0
0,2
0,0

4 – Móveis e eletrodomésticos
5,3
0,6
5,3
0,4

5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria
5,4
0,5
5,4
0,3

6 – Livros, jornais, rev. e papelaria
-7,3
-0,1
-7,3
-0,1

7 – Equip. e mat. para escritório informatica e comunicação
4,2
0,0
4,2
0,0

8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico
10,5
1,2
10,5
0,8

9 – Veículos e motos, partes e peças
 
 
18,2
3,8

10- Material de construção
 
 
7,3
0,7

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.Nota: A composição da taxa mensal corresponde à participação dos resultados setoriais na formação da taxa global.

O grupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, mostrou aumento de 10,5% na comparação com janeiro de 2017, acima da média global do varejo. Com o resultado de janeiro, o setor exerceu a segunda maior influência positiva sobre a taxa global. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com taxa de 3,2%, mais elevada desde setembro 2015 (3,4%), mantém trajetória de recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

O setor de Móveis e eletrodomésticos registrou crescimento de 5,3%, exercendo a terceira maior influência positiva sobre a taxa do varejo frente a janeiro do ano passado, décima taxa positiva consecutiva, sendo essa a menos acentuada desde maio de 2017 (14,0%). Esse resultado, acima da média geral das vendas, está associado à maior disponibilidade de crédito à pessoa física. Em termos de resultado acumulado nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 9,6%, mantendo a trajetória de recuperação iniciada em março de 2016 (-16,6%).

O volume de vendas do segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos mostrou expansão de 5,4% em relação a janeiro de 2017. Com caráter de uso essencial, o setor farmacêutico registrou, em janeiro de 2018, a décima taxa positiva consecutiva. Quanto ao indicador acumulado nos últimos 12 meses, o resultado de 3,1% mantém o setor em trajetória ascendente desde abril de 2017 (-3,5%).

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados, com variação de 0,2% em relação a janeiro de 2017, registrou a décima terceira taxa positiva consecutiva, no entanto, foi a menor do período. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com variação de 7,7%, manteve a recuperação observada desde outubro 2016 (-11,5%).

A atividade de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com avanço de 4,2% no volume de vendas em comparação com igual mês do ano anterior, registrou o avanço nessa comparação após três taxas negativas consecutivas. A taxa acumulada nos últimos 12 meses, embora ainda negativa (-2,3%) também sinalizou trajetória de recuperação desde   março 2017 (-10,8%).

A atividade de Combustíveis e lubrificantes, com -4,0% de variação do volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior, exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Essa é a oitava taxa negativa consecutiva. A elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços, é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses ainda permanece mostrando recuo (-3,1%), mas em trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou variação no volume de vendas de -7,3% frente a janeiro de 2017, influenciada, em especial no que tange a jornais e revistas, por certa substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico. O acumulado nos últimos 12 meses permanece no campo negativo -3,7%, porém sinalizando recuperação desde outubro 2016 (-16,8%).

O comércio varejista ampliado registrou para o volume de vendas, uma variação de 6,5% contra janeiro de 2017. Esse comportamento ocorre, principalmente, devido ao desempenho positivo de Veículos, motos, partes e peças, que com resultado interanual de 18,2% respondeu por 58,5% do total do varejo ampliado. Com o resultado de janeiro, o varejo ampliado completa a nona taxa positiva consecutiva. O setor de Veículos, motos, partes e peças mostrou expansão de 18,2% no volume de vendas frente a janeiro de 2017, taxa mais elevada desde abril de 2013 (22,5%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com variação positiva de 4,5%, registrou o resultado mais elevado desde julho de 2013 (6,2%) e permaneceu em trajetória ascendente desde fevereiro 2017 (-13,2%). O segmento de Material de construção, com taxa de 7,3%, completa nove meses mostrando expansão na comparação com igual mês do ano anterior, porém com a variação menos acentuada desde junho de 2017 (6,7%). O indicador acumulado em 12 meses, com aumento de 9,4%, mostra trajetória ascendente desde julho 2016 (-12,9%) e registrou a taxa mais elevada desde abril de 2012 (9,4%).

Vendas avançam em 19 das 27 Unidades da Federação

Na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018, na série com ajuste sazonal, as vendas no comércio varejista avançam em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Roraima (8,6%); Amapá (8,4%) e Rio Grande do Norte (7,6%). O Piauí registrou estabilidade (0,0%). Por outro lado, Espírito Santo (-2,9%) e Goiás (-2,1%) mostraram os maiores recuos nas vendas nessa comparação.

Frente a janeiro de 2017, na série original, o comércio varejista registrou aumento no volume de vendas em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque positivo, em termos de magnitude de taxa para Rondônia (18,2%), Santa Catarina (15,5%) e Roraima (14,5%). Por outro lado, Goiás (-9,2%) figura com a taxa negativa mais elevada dentre todas as Unidades da Federação. Quanto à participação na composição da taxa positiva do varejo, destacaram-se: Santa Catarina (15,5%), São Paulo (2,0%) e Rio Grande do Sul (7,2%).