Rondônia - 21 de junho de 2018
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Empresas gaúchas participarão do Sirha, em São Paulo

Cada estado podia inscrever até três empresas para a seleção, que teve como critérios, entre outros pontos, a certificação de produtos orgânicos; produtos com marca coletiva; especiais ou gourmet; e inovação. A técnica do Sebrae RS na região Metropolitana Jociane Ongaratto acompanhou as atividades da Econatura, que ingressou no projeto coletivo Orgânicos RS. “Eles têm a uva como carro-chefe para uma série de produtos, inclusive óleo feito da semente, ou seja, tudo é aproveitado. Será uma grande oportunidade para alcançar novos mercados, que também é o objetivo do projeto coletivo”, conta. Essa visão é compartilhada pelo técnico do Sebrae RS nas regiões Sinos, Caí e Paranhana Junior Utzig. “Será importante para a Flach Alimentos, também, porque tornará o seu produto, que tem uma forte característica inovadora, mais conhecido,” ressalta.

Localizada em Bom Princípio, a agroindústria Flach Alimentos foi idealizada pelo patriarca da família, Ramiro Flach. A ideia do negócio surgiu em decorrência das suas lembranças de infância, quando consumia um vinagre feito pela bisavó a partir do caldo da cana. O produto tinha um sabor agridoce característico, bastante apreciado pela cultura alemã. O vinagre continuou sendo produzido anos mais tarde para consumo próprio, até que, durante uma viagem à Alemanha em 1994, percebeu que produtos similares faziam muito sucesso por lá, então identificou a potencialidade do vinagre em solo brasileiro.

A ideia foi amplamente estudada e testada. Seu filho Michel graduou-se em engenharia química, em 2012, quando iniciaram os testes com o vinagre. O maior desafio era a produção sem a presença das frutas contidas na receita original. No ano de 2016, a metodologia ideal foi desenvolvida, e o vinagre de cana-de-açúcar, marcado pelo ineditismo no mercado nacional, foi produzido, sem nenhum aditivo químico.

Da Serra vem a uvaFundada em 1996, na Serra Gaúcha, a Econatura surgiu do sonho do biólogo Luiz Postingher, seu irmão agricultor e suas famílias, que uniram conhecimento e o desejo de levar para o mercado um produto incipiente, mas com muito potencial: o suco de uva produzido sem o uso de agrotóxicos. “Ao longo do tempo, fomos utilizando a uva como matéria-prima para outros produtos, que compreendem uma linha de vinagres, farinha de casca de uva, farinha de semente de uva e óleo feito com o mesmo insumo”, explica o filho de Luiz, César Postingher, reasponsável pelo setor comercial da empresa.

O contato com o Sebrae RS oportunizou, segundo ele, abrir oportunidades para qualificação, negociações e troca de experiências. “Participar da Sirha permitirá mostrar nosso trabalho para um público especializado, atento às novidades e em busca de qualidade, e também aos profissionais de gastronomia, cada vez mais preocupados com saúde e sustentabilidade”, ressalta. De acordo com Postingher, existem dois fatores a serem considerados para o seu negócio: momento econômico e aumento da concorrência do suco orgânico. “Porém, acreditamos sempre em nossa qualidade e diferencial do mix de produtos, que hoje são comercializados em todo o território nacional”, conta.

Sirha em númerosA segunda edição do Sirha no Brasil, em 2016, contou com 222 expositores e marcas e registrou aumento de 9,5% do público presente, em relação ao evento anterior. Para 2018, são esperadas 250 marcas expositoras e 15 mil visitantes, um público formado por tomadores de decisão e formadores de opinião em compras (gerentes, diretores de A&B, compradores, chefs, entre outros).