Rondônia - 13 de dezembro de 2018
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Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer é referência nacional | São Paulo

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  • Download São Pauloimagem14-03-2018-08-03-10Referência no tratamento oncológico, Rede Hebe Camargo possui 76 instituições de saúde vinculadas
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  • Download São Pauloimagem14-03-2018-08-03-13Quatro carretas-móveis percorrem as estradas do interior paulista levando toda a estrutura para realizar exames preventivos

Pacientes de todas as regiões do Estado diagnosticados com câncer podem receber atendimento especializado por meio de um serviço de saúde unificado. É através da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer que os paulistas realizam o tratamento em um conjunto de unidades de saúde que fornece assistência integral, de qualidade e resolutiva à doença com base nas diretrizes do SUS.

Inaugurada no dia 8 de março de 2013, a Rede foi batizada em homenagem ao aniversário de Hebe Camargo e ao Dia Internacional da Mulher. Um ano antes da morte de Hebe, o serviço de saúde honrou a luta contra o câncer que a apresentadora enfrentou nos últimos anos de vida. Em junho do ano passado, foi publicada a resolução que aprova o regulamento da rede de saúde em todo o Estado.

Serviço estruturado de combate ao câncer

O principal objetivo da Rede nos últimos anos foi aprimorar o modelo de atenção às pessoas com câncer, de forma que elas realizassem o tratamento em hospitais referenciados em todo território paulista. A partir dela, os pacientes passaram a ter atendimento mais organizado e acessível que reduzisse o tempo de espera entre diagnóstico e tratamento.

“São Paulo tem a maior rede pública de combate ao câncer do país. São 76 hospitais e serviços de saúde integrados e espalhados por todas as regiões do Estado”, comenta o governador Geraldo Alckmin.

Essas unidades estão sob a gestão estadual e municipal. Por isso, o serviço se tornou referência de associação e regionalização de atendimento à patologia. Atualmente, são responsáveis por realizar mais de 5 milhões de atendimentos por ano, entre diagnósticos, internações, quimioterapias, radioterapias e cirurgias.

Com isso, 92% dos pacientes de câncer podem realizar o tratamento perto da família e de suas casas. “Nós oferecemos estrutura altamente qualificada para tratamento dos pacientes oncológicos e com atendimento humanizado”, completa o secretário de Estado da Saúde, David Uip.

Regulação via CROSS

A regulação de oncologia do Estado de São Paulo teve início na Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) em 2014. O objetivo foi oferecer um sistema de assistência às necessidades imediatas do cidadão através da equidade do acesso ao SUS.

Os pacientes realizam o atendimento primário em uma unidade de saúde do município e, caso os exames apresentem algum indício de câncer, são encaminhados para uma instituição especializada por meio do sistema CROSS. “É uma regulação individual, um diagnóstico analisado por pessoa, região e gravidade. Assim, conseguimos ter uma avaliação mais rápida e mais perto da casa do paciente”, explica a coordenadora da Rede Hebe Camargo, Sônia Alves.

Só em 2017, o Portal da CROSS registrou cerca de 40 mil agendamentos realizados na Rede Hebe Camargo com base nas agendas reguladas. Além disso, vale destacar que a maioria desses procedimentos foi realizado dentro dos próprios Departamentos Regionais de Saúde dos municípios em questão. Isso implica que 94,2% das pessoas agendadas em toda a Rede tiveram assistência hospitalar próxima a sua residência.

Unidades referenciadas

Em Jaú, o Hospital Amaral Carvalho está equipado para receber os principais tipos de câncer, além de ser a instituição que mais realiza transplante de medula óssea em toda América Latina. A entidade, associada à Hebe Camargo, atende mais de 70 mil pacientes em tratamento por ano.

“Através de uma equipe estruturada e profissionais preparados, nós conseguimos oferecer mensalmente 500 vagas à Rede. Isso significa que atendemos essa quantidade de novos casos de câncer todos os meses”, afirma a diretora de desenvolvimento de saúde, Cristina Moro. Ainda, segundo ela, as reformas e os investimentos feitos pelo governo do Estado há três anos também foram fundamentais para ampliar e aprimorar os serviços da unidade.

“Mulheres de Peito”

O câncer de mama é a maior causa de morte por tumores em mulheres no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, somente neste ano, a estimativa é que surjam cerca de 60 mil novos casos em todo o país. Pensando nisso, o governo do Estado criou o programa “Mulheres de Peito” com o objetivo de conscientizar sobre a doença, bem como viabilizar o acesso aos exames preventivos.

Todas as mulheres na faixa etária entre 50 e 69 anos podem realizar a mamografia gratuita a cada dois anos e sem necessidade de pedido médico. Basta ligar gratuitamente no 0800 779 00000 e agendar o exame em uma das 300 unidades referenciadas espalhadas por todo o Estado.

Além disso, o programa conta com quatro carretas que percorrem as estradas do interior paulista levando toda a estrutura necessária para a realização dos exames preventivos. As unidades móveis contam uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia, profissionais de enfermagem, funcionários administrativos, além de um médico ultrassonografista.

Caso seja detectado alguma alteração nos exames realizados nas carretas ou nos serviços agendados por telefone, a paciente será encaminhada para acompanhamento e tratamento em unidades da Rede de Combate ao Câncer mais perto de sua residência.

Maior rede pública de combate ao câncer

A Rede Hebe Camargo é referência no combate à doença para todo o país. Além de elevar os mecanismos de saúde do Estado, o serviço tem como finalidade aprimorar a experiência e a qualidade de vida dos pacientes com câncer.

Cristina Moro, diretora do Hospital de Jaú, contempla a ação e comenta sobre a importância desse sistema para vida dos cidadãos: “A inciativa é muito importante para que todo mundo tenha acesso a unidades referenciadas no tratamento oncológico. É importante que os municípios se preocupem com o diagnóstico precoce da doença, pois, assim que chegam a uma instituição como a nossa, tenham maiores chances de cura.”