Rondônia - 23 de julho de 2018
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Sesmarias dos Jardins, em Matinha, são alvo de Operação Baixada Livre nesta quinta – Maranhão

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Operação Baixada Livre foi iniciada na última segunda-feira (19). (Foto: Divulgação)

Iniciada desde a última segunda-feira (19), a Operação Baixada livre percorreu nesta quinta-feira (22) o território das Sesmarias do Jardim onde há três comunidades Quilombolas (Bom Jesus, Patos e São Caetano) dentro do município de Matinha. A ação de hoje contou com a participação do secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, e o presidente do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), Raimundo Oliveira.

Para o secretário Francisco Gonçalves, essa é uma operação em favor da vida. “O uso de cercas elétricas compromete a vida das pessoas, dos animais domésticos, animais silvestres e ao mesmo tempo é uma operação para assegurar o livre acesso das populações locais as populações tradicionais aos campos naturais. E restringir o acesso dessas comunidades através de cercas é um ato criminoso e ao mesmo tempo deverá ter um ato pedagógico, demonstrando que é preciso que todos cumpram a lei, e é um dever preservá-los”, disse.

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Operação Baixada Livre foi iniciada na última segunda-feira (19). (Foto: Divulgação)

“Durante a ação desta quinta-feira foram constatadas algumas irregularidades como da proprietária Ódosina Mendes, que magiou o campo com uma cerca extensa. Ao magiar a área eles cavaram fazendo uma barreira para impedir que a água do campo continue avançando, então eles privatizaram um espaço público no momento que foi construído as barragens”, disse o superintendente de fiscalização da Sema, Fábio Henrique.

Segundo Luciene dias, secretária adjunta da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), “quem usa esses campos geralmente são as comunidades tradicionais (pescadores, quebradeiras de coco, ribeirinhos e comunidades quilombolas) e, assim, pesquisas mostram que as áreas mais preservadas é aonde está comunidades tradicionais. Então são essas famílias que estão reivindicando que essas áreas sejam libertas dentro do ponto de vista da preservação dos campos, mas também do uso comum dos mesmos, inclusive a família da senhora Ódosina, que também possa utilizar mas de forma comum como as comunidades tradicionais”.

Ao todo já foram retirados mais 10 quilômetros de cercas na ação que envolve secretarias de Meio Ambiente, Direitos Humanos e Participação Popular, Igualdade Racial, Agricultura Familiar, Iterma, Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros, Batalhão de Polícia Ambiental e apoio da Cemar.

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Operação Baixada Livre foi iniciada na última segunda-feira (19). (Foto: Divulgação)

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