Rondônia - 22 de agosto de 2018
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Agora se entende as taxas abusivas: Detran tem mais comissionados do que efetivos

Vamos começar a entender algumas coisas que estão acontecendo no Detran de Rondônia, para concluirmos sobre o porquê estamos pagando aqui, em nosso Estado, algumas das maiores taxas e impostos de todo o país. A primeira informação já vai levar o prezado leitor a entender os caminhos absurdos, que transformaram um importante órgão público num peso imenso sobre as costas do contribuinte. O Detran tem hoje um total de 1.001 servidores efetivos, para atender os 52 municípios. Não parece bastante razoável? Claro que parece. Mas é Denorex: parece, mas não é! Porque há um detalhe dos mais importantes: além desse milhar de efetivos, o Detran tem exatos 1.132 servidores comissionados. Isso mesmo! Tem 131 comissionados a mais do que o total de pessoal do seu quadro. A relação completa foi enviada à essa coluna e está a disposição. Como em várias cidades do Estado, as Ciretrans andam reclamando da falta de pessoal, seguindo denúncia feita por vários despachantes, pode-se questionar: onde está toda essa gente? A Prefeitura de Porto Velho, superpovoada de servidores, tem 14 mil funcionários e algo em torno de 1.200 cargos comissionados, para atender a uma população de meio milhão de habitantes. Dá para se fazer um comparativo, apenas para racionar: por que o Detran de Rondônia tem 1.132 cargos de confiança? Daí se começa a entender, claramente, do porquê estamos pagando taxas abusivas, algumas delas onze vezes maiores do que cobra, pelo mesmo serviço, o Detran do Amazonas, apenas como um exemplo. Questiona-se ainda, no mesmo contexto, se o órgão tem tantos servidores, todos certamente trabalhando duro, para que tantos serviços de terceirização? As vistorias, por exemplo, que poderiam ser feitas ao menos por parte desse milhar e pouco de comissionados, custam quase o dobro nos serviços terceirizados, causando grande prejuízo ao contribuinte. Há muito mais taxas e subtaxas, cobranças e emolumentos cobrados, que poderiam ser questionados. Poderiam antes. Não agora. Porque agora se sabe do principal motivo do Detran precisar de tanto dinheiro: tem gente demais para sustentar!

O assunto chegou à Assembleia Legislativa, até que enfim! Por iniciativa do deputado Hermínio Coelho, convite assinado por ele e pelo presidente Maurão de Carvalho, chama a população a debater a questão das taxas e impostos cobrados pelo Detran rondoniense. A audiência pública será na próxima sexta-feira, dia 27, a partir das 9 horas da manhã, no plenário da ALE. Quem sabe, a partir desta reunião, começaremos a assistir a uma nova forma do contribuinte ser tratado pelo Detran do nosso Estado? Temos que pagar sim, mas o que for justo. Não podemos é sermos explorados, do jeito que somos hoje, para sustentar a obesidade mórbida de um órgão tomado por tantos comissionados!

MDB DIZ QUE ESTÁ UNIDO

Havia um clima de preocupação de parte da militância do MDB, em função da boataria que começava a crescer, apontando que poderia haver um grande racha dentro do partido. Uma reunião ocorrida na sexta-feira, entre alguns dos nomes mais quentes da sigla, colocou água na fervura. Na mesa de conversações, o trio peso pesado do partido: Maurão de Carvalho, o candidato confirmado ao Governo e os dois que vão disputar o Senado, o ex governador Confúcio Moura e o senador Valdir Raupp. Não se pode dizer que o encontro tenha iniciado sem um clima de alguma desconfiança. Mas, já nos primeiros momentos do bate papo, ficou clara a boa vontade de todos os envolvidos, em falar a mesma linguagem. No fim do encontro, todos eram só sorrisos e alegria. Ficou combinado que a pré candidatura de Maurão é irreversível, assim como as de Confúcio e Raupp. Entre a segunda e a terceira semanas de maio próximo, em data ainda a ser confirmada, não só os três nomes, como os de todos os demais pré candidatos do partido, serão oficializados. Os emedebistas juram que estão falando, todos eles, o mesmo idioma. Tudo indica que, enfim, o MDB está muito mais unido do que esteve nos últimos tempos.

GUERRA CASSOL X CONFÚCIO

Dois pesos pesados da política rondoniense estão em rota de colisão. A campanha eleitoral já começou, de verdade. Os ex governadores Confúcio Moura e Ivo Cassol dominaram a mídia esta semana. Cassol acusando Confúcio de endividar o Estado e torná-lo inviável, por causa, principalmente, da renegociação da dívida do Beron, que teria sido ampliada de 2 bilhões e 700 milhões, para mais de 7 bilhões de reais. Confúcio, acompanhado por sua tropa de choque (destacando-se o ex secretário da Fazenda, Wagner Garcia de Freitas), percorreu a mídia, desmentindo as acusações de Cassol e dando versão totalmente diferente. O atual senador e ex governador do PP manteve suas denúncias e seu discurso pesado, como é do seu feitio. Confúcio contra-atacou, se negando inclusive a pronunciar o nome do adversário. É briga de gente grande e poderosa. Tomara que ambos analisem a situação e atuem com os olhos voltados, apenas, aos interesses maiores do Estado…

AS MUDANÇAS NO GOVERNO

Dos quatro nomes principais do governo Confúcio Moura, três já saíram: Wagner Garcia, das Finanças; Emerson Castro, da Casa Civil e Waldo Alves, da Educação. O único remanescente deste quarteto palaciano é George Braga, do Planejamento, que não se sabe até quando permanecerá no posto. O quinto elemento, também de grande importância no contexto da administração, pelos resultados positivos que obteve, Williames Pimentel, deixou a Secretaria da Saúde, para disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. Aliás, na saúde, o governador Daniel Pereira manteve a equipe, já que o novo secretário é o Dr. Maiorquin, adjunto de Pimentel há anos. Não se sabe se é apenas boato, mas ouve-se que a permanência de Maiorquin correu grande risco, porque havia a intenção do novo governo de indicar Domingues Sávio, ex secretário municipal do governo Nazif, como adjunto da Sesau. Maiorquin só ficaria se fosse mantida, como sua adjunta, Maria do Socorro Rodrigues. Foi o que aconteceu. Ao menos até agora, é esse o quadro…

QUE OS ASSASSINOS NÃO NOS ESCOLHAM!

Foram 361 assassinatos em Rondônia, no ano passado. Só na Capital, nos primeiros dois meses deste 2018, outros 22. Faltam ainda os números do restante do Estado e das mortes violentas em março e abril. Nas estatísticas, estamos diminuindo o número de crimes. Mas de que adianta isso, se ainda temos quase uma média de um assassinato por dia, nessas terras de Rondon? Matar se tornou algo totalmente comum. Tirar a vida de alguém, a não ser em legítima defesa, deveria ser crime punido com todo o rigor da lei e com penas duríssimas, para conter aqueles que não temem serem punidos, à altura do crime que cometeram. O crime de morte, principalmente o latrocínio (quando o bandido mata para roubar), é tratado pela legislação brasileira, no geral, como caso normal. As penas não passam os 30 anos e, com cinco cumpridos, o assassino estará solto novamente. Ora, se um crime de morte qualquer tivesse pena mínima de 15 anos, sem direito a qualquer benefício legal e se o latrocínio tivesse pena mínima de 20, também sem essas abusivas e pornográficas saídas de bandidões da cadeia, pelas penas progressivas, certamente esse quadro mudaria, em Rondônia e no Brasil. Mas como isso nunca vai acontecer, só nos resta torcer para que os assassinos não nos escolham…

CÉSAR CASSOL E OS AEROPORTOS

O empresário César Cassol é um grande empreendedor. Chega a ser, em relação à Bolívia, uma espécie de Embaixador brasileiro não oficial, não só abrindo aquele mercado para produtos brasileiros, como também apoiando programas sociais e ajudando quem precisa da sua ajuda. Seus atos benemerentes já o colocam como um convidado muito especial, quando passa para o lado de lá da fronteira. César tem lutado muito e muitas vezes, de forma solitária. Tem criticado a inércia tanto do Governo do Estado quanto da União, em não ajudar a ampliarmos nossos negócios, pela potencialidade do mercado vizinho. E critica também, duramente, o sistema superado dos nossos aeroportos. Não só do Jorge Teixeira, em Porto Velho, que para ele já deveria ter alfândega e controle da Polícia Federal há muito tempo, mas também os aeroportos de Ji-Paraná e Vilhena, que já poderiam receber voos internacionais e cargas que serviriam para ampliar significativamente nossos negócios. César conta que já existem empresários americanos prontos para grandes negócios com Rondônia, mas como virão para cá? De barco? Recém vamos ter a implantação do sistema ELO, que tira os passageiros do sol e da chuva para levá-los diretamente às aeronaves. Mas e o resto? Quando teremos o alfandegamento do aeroporto Jorge Teixeira e em outros no Estado? Por isso, César Cassol tem razão em cobrar da bancada federal e das autoridades, mais ações e mais resultados práticos, para ampliarmos nossos mercados.

VOLTE LOGO, CHAGAS NETO!

Engenheiro, empresário de sucesso, pioneiro, Chagas Neto tem seu nome ligado às últimas três décadas e meia da história da nossa Rondônia. Como homem público, seu grande feito foi ter sido Constituinte. Como amigo da população mais pobre, conseguiu construir milhares de casas populares, em conjuntos habitacionais, que estão espalhados por vários bairros da Capital em, ainda, alguns no interior. Com todo o trabalho positivo que realizou, sempre com uma vida pública ilibada, Chagas começou a ser pressionado por amigos, admiradores e eleitores de todos os segmentos sociais, para que voltasse às atividades politicas. Por isso, decidiu se candidatar a uma cadeira de deputado estadual, em 2018. Ainda pré candidato, é dos que têm chance real de chegar lá. Nesta semana, contudo, Chagas deu um grande susto em seus familiares e amigos. Foi internado às pressas num hospital da Capital, permanecendo longo tempo na UTI. Até a noite deste sábado, ele estava se recuperando. É enorme a torcida para que ele fique bom logo. Homem bom, homem do bem, todos queremos que Chagas Neto supere esse drama e volte ainda melhor de saúde.

PERGUNTINHA

O que você acha da afirmação do Dr. Coutinho, médico respeitado em Porto Velho, de que, em função da falta total de saneamento, apenas por sorte nossa Capital ainda não sofreu, até agora, uma grande epidemia?

Fonte:Sérgio Pires