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Habitação do Centro Histórico é tema de seminário promovido pela Fapema – Maranhão

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Professor Nabil Bonduki falou sobre as transformações dos centros históricos das cidades de São Paulo e Salvador. (Foto: Divulgação)

As poltronas do auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual do Maranhão (FAU/UEMA), na Praia Grande, não foram suficientes para acomodar o público que assistiu à abertura e à programação do Seminário ‘Habitar para Preservar o Centro Histórico’, na última terça-feira (10). A abertura do evento foi realizada pela arquiteta, urbanista e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Helena Galiza.

A plateia, formada em sua maioria por estudantes, ouviu atentamente a explanação da mesa de abertura, que contou também com a presença da representante dos moradores, Maria de Jesus Almeida; do Pró-reitor de Assuntos Estudantis da UEMA, Paulo Catunda; da diretora-científica, Silvane Magali Vale Nascimento; e do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Alex Oliveira.

A primeira palestra do dia foi ministrada pelo professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ, Carlos Vainer, que dentro do tema ‘Habitar para Preservar o Centro Histórico’ discorreu sobre ‘Centro: um espaço possível de integração urbana?’, provocando os estudantes a pensarem em como outros prédios da UEMA poderiam ser transferidos para o Centro Histórico.

“O Centro Histórico é parte da cidade, mas em algumas pessoas é um espaço que se ocupa com mais profundidade, por isso é importante que a discussão aconteça a partir de suas necessidades”, comentou a diretora-científica da Fapema, Silvane Magali.

A segunda palestra ‘Habitação e Inclusão Social em Áreas Centrais’ foi apresentada pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Nabil Bonduki, que falou sobre as transformações dos centros históricos das cidades de São Paulo e Salvador.

O presidente da Fapema, Alex Oliveira, observou a necessidade e importância do debate em torno das temáticas relativas a esta área central da cidade. “Temos de pensar o Centro Histórico como um local que a gente mora, estuda, visita, trabalha. E vamos continuar lutando e criando proposições para melhorar as condições e ampliar garantias de direitos a partir da criação de políticas públicas para este segmento da cidade”, disse.

A participação da prata da casa veio com a mesa redonda mediada por Alex Oliveira e formada pelo coordenador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Raphael Gama Pestana; o coordenador da Superintendência de Patrimônio Cultural, Eduardo Longhi; e pelo presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico, Aquiles Andrade, que enfatizou as informações sobre investimentos em habitação no centro.

“É importante esclarecer que o fomento à habitação nas áreas centrais parte de uma decisão política. No entanto, não há uma política nacional concreta de implantação de habitação nas áreas centrais que considere as diferentes realidades no Brasil. Neste sentido, São Luís tem apresentado uma proposta de implantação de unidades habitacionais no Centro Histórico, a partir de uma equação financeira com a participação da comunidade e de outras esferas públicas. Sendo assim, é necessário discutir esta política de modo mais amplo, criando-se novas perspectivas para o tema. Eventos como estes são muito importantes para esta construção”, enfatizou Aquiles Andrade.

O professor da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, Leonardo Castriota, encerrou a jornada de discussões com a palestra ‘Patrimônio cultural: conceitos, políticas e instrumentos’.

O Seminário ‘Habitar para Preservar o Centro Histórico’ é promovido pela Fapema e pela FAU/UEMA.

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