Rondônia - 17 de junho de 2018
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Ídolo vascaíno, Geovani foi entrevistado pelo Museu da Pelada; veja vídeo

É sempre um prazer participar dos eventos da PetroVasco no Clube dos Empregados da Petrobras, liderado por Sérgio Pereira. Dessa vez, no entanto, decidimos levar também o vascaíno Rodrigo Quintanilha, um colaborador do Museu que sempre participa com comentários pertinentes e tirou onda na resenha com um dos seus maiores ídolos.

por Rodrigo Quintanilha

Estava indo para mais um plantão, quando reparei que havia uma mensagem no celular. Era um convite do Museu da Pelada para me juntar a eles na cobertura do aniversário da PetroVasco. “- Inclusive Geovani!”. O convite já era bom demais, mas essa última frase já seria suficiente!

Desde que me lembro, sou Vasco! Meu pai não me criou, tive pouco contato com ele antes de falecer. Não sei qual era o time dele e, sinceramente, nunca me importou! Mas ele tinha muitos irmãos e em uma família dividida entre vascaínos e flamenguistas. Sendo assim, meus tios disputaram minha preferência clubística!

Alguns pequenos detalhes me fizeram ter mais interesse pelo Vasco! Um deles era o “R” de replay a cada gol na TV. Não sei por que mas associava aquela inicial a Roberto Dinamite. Então não importava quais times estavam jogando, quando aquele R aparecia na Tv, na minha cabeça infantil significava que Roberto acabava de marcar mais um gol!

Outro pequeno detalhe era o Pequeno Príncipe. Já tinha muita admiração por ele no fim dos 80, mas foi no início dos anos 90, quando minha família mudou para o Espírito Santo, que a idolatria aumentou.

O Vasco foi bicampeão estadual com ele e, apesar da rivalidade, os torcedores dos outros clubes tinham muito orgulho do sucesso da carreira do conterrâneo. Um sentimento similar ao que aconteceria com Sávio poucos anos depois.

Lembro ainda de uma última passagem dele pelo Vasco em 95, quando chegou para compor o elenco, já que o Vasco tinha acabado de contratar Juninho. Geovani já não era mais o dono da camisa 8, costumava entrar no segundo tempo e distribuir alguns lampejos de sua antiga categoria.

Geovani seguiu sua carreira após o Vasco. Voltou ao Espírito Santos e conseguiu ser tricampeão estadual por três clubes diferentes. Entre 98 e 2000, enquanto o Vasco ganhava Carioca, Libertadores, Torneio Rio-São Paulo, Brasileiro e Mercosul, Geovani levantou a Taça do Capixaba por Linhares, Serra e Desportiva. A única coisa que é o lamento foi o fato dele nunca ter jogado pelo clube de minha cidade. O Estrela do Norte, de Cachoeiro de Itapemirim.

Voltando a festa, foram muitos encontros interessantes com heróis de diversas conquistas. Sorato, Leandro Ávila um dos pilares do primeiro tricampeonato do clube: Mauro Galvão e Odvan.

Outro momento nostálgico foi encontrar o goleiro Acácio! Quantas crianças brincando no gol não gritavam “Acácio!!” a cada defesa realizada?

Passadas algumas horas do começo da festa começa a pelada e o timaço está em campo! Algumas constatações: Gaúcho joga com muita categoria e a cabeça sempre erguida, Sorato mantém uma boa movimentação. Mauro Galvão manteve a promessa é virou atacante. Não me lembro de ver ele proteger a própria meta em nenhum momento. Mas o que mais chamou atenção foi ver Acácio desafiando os atacantes a chutar no gol. Ali ele abriu um leque de lindas defesas. Não sei se ele fazia assim quando profissional, mas pareceu um efeito muito intimidador.

Parecia que ele não viria. Na verdade nós já estávamos de saída quando o Pequeno Príncipe foi avistado. Quanta atenção disputada! Todos querem um momento com ele. Correria de nossa parte também para remontar a aparelhagem que já estava guardada. No fim valeu muito a pena. Uma boa conversa com ele e um momento eternizado para mim. É uma pena que não haja muito material sobre Geovani na Internet, mas seu futebol está pra sempre guardado nos corações e mentes daqueles que o viram jogar. Podem ter certeza que 90% dos vídeos em que Romário aparece, com a camisa do Vasco, cara a cara com um goleiro ou disparando para receber um lançamento foi assistência de Geovani Silva, o Pequeno Príncipe.

Fonte: Museu da Pelada