Rondônia - 18 de agosto de 2018
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SP finaliza preparativos para período de combate a incêndios florestais | São Paulo

  • imagem26-05-2018-05-05-30
  • DownloadDivulgaçãoimagem26-05-2018-05-05-31Operação Corta Fogo reúne ações coordenadas entre diversos órgãos para reduzir os efeitos dos incêndios florestais

Por meio da Coordenadoria de Fiscalização Ambiental, ligada à Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Governo Paulista desenvolve o Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, também conhecido como “Operação Corta Fogo”. Trata-se de ações coordenadas entre diversos órgãos para reduzir os efeitos da ocorrência, que atinge maior número de registros no período de estiagem.

Assim, as atividades envolvem Corpo de Bombeiros, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, Polícia Militar Ambiental, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Fundação Florestal e Instituto Florestal (IF), com divisão em quatros programas integrados e complementares: prevenção, controle, monitoramento e combate.

“A operação começou em 2011. O enfoque é a época de estiagem. No Brasil, esse período coincide com o inverno e afeta o meio ambiente, a saúde das pessoas e origina queimadas”, ressalta o subdiretor estadual da Defesa Civil, major PM Marcos de Paula Barreto.

Em 2018, a operação tem início previsto para o dia 29 de maio. De acordo com o coordenador de Fiscalização Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Sérgio Marçon, a mobilização máxima ocorre entre os meses de maio e outubro. “Reunimos esforços para o trabalho conjunto e utilizar os recursos de todos os participantes do sistema. O eixo principal é a prevenção aos incêndios florestais”, destaca.

Causas

Vale destacar que as causas principais das ocorrências do tipo são queimas de lixo e para a limpeza de pasto, além de manifestações religiosas (como, por exemplo, o uso inadequado de velas). Os balões também representam potencial para gerar incêndios.

“A ação humana é a maior causa dos incêndios florestais. Por isso, é fundamental que todos colaborem e façam sua parte para evitar que esses desastres acabem com a vegetação e coloquem em risco a vida de pessoas e de animais”, enfatiza o secretário do Meio Ambiente Maurício Brusadin.

“O sucesso das ações depende de planejamento prévio, com definição de pontos primordiais. Uma ação preventiva importante é a realização das Oficinas Preparatórias, pelo Corpo de Bombeiros, juntamente com a Defesa Civil e a pasta estadual. As atividades têm objetivo de conscientizar, preparar e treinar brigadistas civis para atuar em Incêndios Florestais”, explica o capitão Alexsandro Vieira, do Corpo de Bombeiros.

Ocorrências

O ano passado apresentou aumento nas ocorrências: em 2017, foram registrados 5.203 focos de incêndio, contra 3.193 em 2016. Apenas em setembro, foram 2.610 focos, o maior número já verificado em um único mês desde o início da série histórica medida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998.

Segundo dados da Operação Corta Fogo, os incêndios em Unidades de Conservação e demais Áreas Protegidas Estaduais, atingiram no ano passado 3.828 hectares de matas. Para o trabalho de combate, foram envolvidos brigadistas municipais, corpo de funcionários e guardas-parques da Fundação Florestal e do Instituto Florestal, além das Defesas Civis do Estado e municipais e Corpo de Bombeiros. Os profissionais tiveram apoio de helicópteros Águia da Polícia Militar.

Também aderiram às redes de combate da iniciativa 103 usinas de álcool e açúcar, por meio dos Planos de Auxílio Mútuo. Para denunciar incêndios, o cidadão deve ligar para o 193 (Corpo de Bombeiros) ou, pelo smartphone, usar o aplicativo Denúncia Ambiente da Secretaria do Meio Ambiente.