Rondônia - 17 de junho de 2018
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Emap apresenta mapa de oportunidades para a MA-006 – Maranhão

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Vista aérea do Porto do Itaqui. (Foto: Divulgação)

Alinhada às tratativas do Governo do Maranhão para o projeto de modernização da MA-006, rodovia que liga a última cidade do Maranhão ao entroncamento da BR-222 e faz a interligação da região com o Porto do Itaqui, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) orientou a realização de um estudo para desenvolver este, que é considerado o mais importante corredor de ligação de escoamento da produção da região do MATOPIBA – formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Os resultados da pesquisa foram apresentados pela EMAP à classe empresarial maranhense na última semana.

O projeto foi financiado com base em convênio de Cooperação Técnica (recursos não reembolsáveis) firmado entre o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Governo do Estado do Maranhão, por meio da EMAP. A iniciativa teve por objetivo realizar um amplo estudo de mercado que permita otimizar o conhecimento sobre a logística de escoamento da produção da Área de Influência do Corredor Sul-Norte do Maranhão e de contêineres na área de influência do Porto do Itaqui.

“Os resultados do estudo são fundamentais para que possamos compreender o real potencial de origem de cargas, principalmente de contêineres, para escoamento pelo Porto do Itaqui. O levantamento abrange vários estados da região Centro Norte do país e é importante lembrar que o contêiner democratiza o acesso ao transporte marítimo, já que possibilita fracionar a carga”, destaca o presidente da EMAP, Ted Lago.

Para o presidente da Fiema, Edílson Baldez, a partir dos dados do estudo é preciso se debruçar sobre as informações “para que possamos verificar onde temos de atuar, seja o empresário, o Governo e o Porto do Itaqui, para viabilizar plenamente o nosso porto, nossas rodovias e ferrovias. O importante é reunirmos a logística com a estrutura física que temos para nos tornarmos cada vez mais competitivos no mercado”.

Mapeamento

O documento foi estruturado em três etapas de execução: diagnóstico da situação logística atual e futura, o estudo de mercado e de potencial de movimentação de cargas do Corredor Sul-Norte do Maranhão e o estudo de mercado e de potencial de movimentação de contêineres para o Porto do Itaqui.

Para a área de influência da MA-006 foi apresentado um detalhado diagnóstico da infraestrutura de transportes, existente e projetada, capaz de influenciar a movimentação de cargas e contêineres dos estados do Maranhão, Pará, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Piauí, Bahia e Ceará.

Junto a esse levantamento foram selecionados 25 produtos estratégicos de maior relevância para a região, com mapeamento de sua movimentação de cargas atual e futura. Entre esses se destacam soja, milho, farelo de soja, gesso e gipsita, tora de madeira, caroço de algodão e formulações de fertilizantes.

As análises de competitividade buscaram avaliar como as melhorias nas condições de transporte da MA-006 poderia influenciar no custo logístico de transporte desses produtos estratégicos selecionados. E como resultado o estudo apontou o potencial de movimentação de cargas de cada trecho do corredor diante das melhorias propostas para a MA-006, totalizando um potencial de movimentação de carga de 7,2 milhões de toneladas até 2020 e de 8,9 milhões de toneladas até 2030.

Considerando as economias acumuladas no período entre 2018 e 2030, as melhorias da MA-006 permitem, de acordo com o estudo, uma economia total de R$ 795,8 milhões no período.

Contêineres

Entre as principais conclusões do estudo de mercado de contêineres para o Porto do Itaqui está a movimentação potencial total de 118,9 mil TEUs (unidade de contêiner) em 2020, que pode chegar aos 162,0 mil TEUs em 2030, com um equilíbrio entre cabotagem e longo curso no curto prazo e uma tendência de maior crescimento da cabotagem no longo prazo.

Os principais segmentos de cargas com potencial de movimentação são carnes e outros alimentos refrigerados, arroz e outros cereais, produtos químicos, algodão em pluma, máquinas e equipamentos industriais, ferro e aço, produtos cerâmicos e ferroligas.

Na avaliação desse tipo de carga para o mercado externo (longo curso) foi identificado um potencial de movimentação de 43,3 mil TEUs em 2020, que pode chegar a 55,7 mil TEUs em 2030. E nesse cenário tem destaque a exportação de carne bovina, cortes de aves, algodão em pluma e produtos químicos, entre outros.

Os principais estados de origem e destino dos contêineres movimentados pelo Porto do Itaqui são o Maranhão, Goiás, Pará e Tocantins, que juntos representam 89,6% da movimentação potencial no ano de 2020.

No caso da cabotagem, o potencial de movimentação do Itaqui é de 47,9 mil TEUs em 2020, podendo chegar aos 71,5 mil TEUs em 2030, com o desembarque e a movimentação de arroz, as máquinas e equipamentos industriais, produtos químicos, carnes e outros alimentos refrigerados.

Para atender a demanda atual que o estudo aponta o Porto do Itaqui se preparou com investimentos em infraestrutura e gestão operacional. Dentre os principais resultados está o Pátio de Cargas e Contêineres, entregue no final de 2017, que conta com uma área de 20.250 m² com capacidade para movimentação de 1.341 TEUS e foi equipada com tomadas, visando atender a demanda de contêineres refrigerados. Esse tipo de operação, que antes só era feita pelo Berço 102, agora conta também com o Berço 101.

Corredor de desenvolvimento

Como a requalificação da rodovia vai permitir melhores condições do transporte das mercadorias processadas, destinadas à exportação, e o recebimento de novos insumos, a partir do Porto do Itaqui, esse estudo se constitui em um mapa de oportunidades para investidores maranhenses e de toda a região do MATOPIBA, o que abrange operadores portuários, donos de carga, produtores, frigoríficos, empresas de logística e de infraestrutura, entre outros.

Ainda sobre os benefícios econômicos potenciais para as cadeias produtivas estudadas, é importante destacar que o traçado da MA-006 passa por regiões com baixo PIB e IDH, de modo que suas melhorias podem gerar significativo desenvolvimento econômico e social para estas regiões, principalmente no centro e oeste maranhense.

O estudo completo está acessível aos interessados. Para obter uma cópia digital basta solicitar por email ([email protected]).
Anexos

Apresentação do estudo,nesta semana, para investidores maranhenses

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