Rondônia - 20 de julho de 2018
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Forças da segurança brasileira estreitam parceria com a Bolívia para combater crimes na fronteira

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Estudo do Exército Brasileiro apresentado no Diálogos de Fronteira mostram que nossa fronteira é cinco vezes maior que a linha divisória entre E.U.A e México.

 

A repressão de crimes como contrabando, garimpo ilegal, desmatamento e, principalmente, o narcotráfico que assola a população da faixa de fronteira, em especial entre Brasil e Bolívia, foi um dos temas discutidos durante o primeiro dia do  Encontro Diálogo de Fronteira Rondônia – Beni e Pando que acontece no Rondon Palace Hotel até esta quarta-feira (13).

A Faixa de fronteira brasileira corresponde a 16.886 km, engloba 588 municípios de 11 estados da federação e faz divisa com 10 países. Rondônia faz fronteira com a Bolívia numa extensão de 1. 342 Km, distancia equivalente ida e volta de Porto Velho a Vilhena. Foi pensando em combater os delitos transfronteiriços e nacionais que a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) participa do diálogo binacional para discutir sobre segurança, monitoramento e vigilância nas fronteiras.

 

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Primeiro dia do evento Diálogos de Fronteira contou com a presença de várias autoridades.

O Garimpo ilegal é uma problemática enfrentada pelas forças de segurança. O Gerente de Integração de Segurança e Fronteira (Gisf) da Sesdec, coronel PM Alexandre Luiz de Freitas Almeida, que palestra sobre o tema, conta que durante operações de apreensão e recolhimento de balsa, o agente deve colocar no documento de apreensão o nome do dono da balsa como fiel depositário para o Estado não ter a responsabilidade de dar manutenção.

A proporção de desmatamento que ocorre hoje nas fronteiras é de 7.00 km ² ano. O aceitável é 3.900 km ². O principal motivo da derruba de árvores da Amazônia é a receptividade do produto em todo o mundo.  A outra situação é a criação de bovinos. O gado nacional ocupa 46% das terras na Amazônia. Entre oito a dez anos, o solo enfraquece com o uso e os donos dos animais invadem áreas de proteção ambiental.

A Extração ilegal de ouro e diamante é considerada uma moeda de troca que não desvaloriza. Fácil de esconder, a corrida pelo ouro tem contribuído para o desmatamento e desbarrancamento. Os produtos utilizados no garimpo têm matado a fauna e a flora.

Estudos do Exército Brasileiro apresentado no Diálogos de Fronteira mostram que nossa fronteira é cinco vezes maior que a linha divisória entre E.U.A e México.  “O Tráfico de drogas deve ser combatido com patrulhamento aéreo, monitorado por câmeras de vigilância, internet, utilização de drones, e acima de tudo: estratégia e inteligência, pois somente o homem não conseguirá cobrir toda a extensão de nossas fronteiras,” pontuou Almeida.

O Cônsul da Bolívia, José Alexandre Gusmão, diz que o encontro Diálogos de Fronteira serve para buscar alternativas que solucione o problema do narcotráfico, imigração ilegal, extração de madeiras, tráfico de animais silvestres  e de pessoas e até  a criação de pista clandestina de pouso que colocam em risco as aeronaves regulamentadas. “É necessário socializar as pessoas, ao mesmo tempo, fornecer emprego porque está escasso e essa tem sido uma das justificativas para a criminalidade realizada nas fronteiras,” finalizou o cônsul.

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