Rondônia - 22 de julho de 2018
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Ex-funcionária do Vasco cujo testemunho consta em ação movida por Alan Belaciano reafirma denúncias sobre eleições

Se dentro de campo a bola está parada em função da Copa do Mundo, nos bastidores a política do Vasco da Gama segue a todo vapor. O advogado Alan Belaciano, ligado à Sempre Vasco, grupo político de Julio Brant, ingressou com um pedido de Tutela Provisória na 52ª Vara Cível, para a anulação do último pleito do clube, que teve a chapa como vencedora, por alegações de fraudes.

Um dos pontos-chaves dos autos do processo é o depoimento da ex-funcionária Glória Brochado, que testemunhou na Delegacia de Defraudações, sobre o esquema de votos em favor da chapa do ex-mandatário Eurico Miranda, então candidato à reeleição.

Contratada em 2015 como auxiliar de coordenação do colégio, seu último cargo foi o de coordenadora do Parque Aquático de São Januário. Demitida em janeiro deste ano, ela explica, em exclusividade a Expresso, que um dos principais motivos que a motivou a depor foi a expulsão da filha do colégio do clube e o não pagamento da multa rescisória e dos salários referentes a dezembro e décimo terceiro.

– Foi o pior Natal da minha vida. Tomei nojo do Eurico. Liguei sete vezes para ele. Minha filha era atleta e estudava lá, foi demitida comigo. Tiraram ela do colégio, fiquei sem ter onde colocar. Passei um perrengue. Ligava para ele e a resposta que me deu foi: ‘O que você quer que eu faça?’. O Álvaro também me ligou. Mas alguém se lembrou de mim? Muito me empenhei para reeleger ele. Mas, se muito me expus para ele, agora vou me expor para defender o Vasco. E não tenho medo não – afirmou Brochado, completando em seguida sobre os detalhes da aquisição do título que lhe garantiu o direito a voto na eleição.

– Tinha o meu título de sócio geral. Logo que entrei, comprei e pagava direitinho. Em 2016, comecei a economizar para fazer o aniversário da minha filha e parei de pagar, automaticamente foi cancelado após os três meses. Fiz mais para frequentar o Calabouço. Quando quis retornar, em 2017, fui na secretaria e falei que queria voltar, pois estava chegando o verão. Um funcionário pegou meu CPF, alegou que o sócio geral acabou, mas que me daria um outro título e que teria que votar no Eurico. Perguntei quanto pagava e ele disse que já estava quitado até dezembro. Errei em ter aceitado, mas só fiquei sabendo como funcionava as eleições depois que fui demitida – completou.

Fonte: Expresso 1898