Rondônia - 19 de novembro de 2018
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Com base em laudo de empresa, MP-SP diz que eleição no Corinthians não foi ‘segura e confiável’

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Andrés Sanchez, eleito, com Paulo Garcia, segundo colocado

Andrés Sanchez, eleito, com Paulo Garcia, segundo colocado

Foto: Reprodução/Internet

O Ministério Público de São Paulo acredita que o processo eleitoral no Corinthians, no último dia 3 de fevereiro, não foi “íntegro, seguro e confiável”. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira pelo GloboEsporte.com.

De acordo com a reportagem, a manifestação do MP-SP tem como base o laudo pericial produzido pela empresa Dynamics Perícias, que faz parte do inquérito aberto pela Polícia Civil a pedido de Paulo Garcia, segundo colocado no pleito.

O laudo afirma, entre outras coisas, que houve uma diferença de 25 votos entre os que foram apurados após a eleição (3.642) e o número de sócios que assinaram a lista de presença (3.617).

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A Justiça determinou realização de uma audiência em agosto, quando serão ouvidos funcionários da empresa Telemeeting Brasil, responsável pelo sistema de urnas eletrônicas utilizado na eleição.

Segundo a promotoria, há indícios de crime previsto no artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor: “fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviço, com pena de prisão de três meses a um ano e multa”.

“Lamentavelmente, além da infração penal constatada (autoria e materialidade), ficou demonstrada a absoluta violação da confiabilidade e seriedade do pleito, o desvirtuamento do processo eleitoral de um dos maiores clubes do Brasil, vez que o presidente e chapas não foram eleitos dentro de um processo democrático íntegro, seguro, confiável e hígido, que deveria ter sido garantido pelo produto e serviço vendidos pela empresa Telemeeting”, diz trecho da manifestação do MP.

Vale lembrar que o processo criminal não levaria a uma possível anulação do pleito. Isso só viria a acontecer diante de uma ação na esfera cível ou mobilização interna de associados e membros do Conselho Deliberativo do Corinthians.

Essa apuração de supostas irregularidades no pleito que recolocou Andrés Sanchez na presidência alvinegra foi feita a pedido de Paulo Garcia, que é uma das pessoas mais ligadas ao próprio Andrés no cotidiano do clube – duas das oito chapinhas do Conselho Deliberativo, por exemplo, foram definidas em conjunto.

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