Rondônia - 16 de novembro de 2018
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Provérbios 11:12 – O que despreza o seu próximo é falto de sabedoria, mas o homem de entendimento cala-se.

De que maneira você fala a respeito dos outros? Ela revela o seu caráter e o seu coração. É fácil pecar com a sua boca. E há muitas maneiras de fazê-lo. Você consegue parar de desprezar aqueles que estão à sua volta e guardar a sua paz dos comentários críticos e negativos a respeito deles? Um homem sábio será levado, em primeiro lugar, à piedade e oração pelo seu próximo ao invés de desprezá-lo ou zombar dele.

Salomão aqui adverte contra falar coisas negativas a respeito do seu próximo. Homens sábios não desprezam os outros com suas palavras. Eles reterão as coisas negativas que os tolos ímpios são rápidos para falar. Eles sabem que todos os homens são mais parecidos do que diferentes, portanto, o desprezo de um pelo outro não se justifica.

O contexto é muito limitado ao versículo seguinte que condena o espalhar rumores. “O que anda praguejando descobre o segredo, mas o fiel de espírito encobre o negócio.” (Pv 11:13). Espalhar rumores a respeito dos outros, seja verdadeiro ou falso, não é necessário, nem ajuda a reputação dos outros. Veja os comentários de (Pv 11:13).

A maneira de falar é o melhor indicador de sabedoria ou a falta dela. Pois as palavras da boca de um homem revelam o coração que está dentro dele (Lc 6:45). A quantidade de palavras pode revelar a sabedoria ou a tolice. “Porque da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo, da multidão das palavras.” (Ec 5:3). Uma das regras mais simples da sabedoria é a de reduzir as suas palavras pela metade. Veja os comentários de Provérbios 17:28.

O SENHOR, Criador do céu e da terra, odeia a fala maligna a respeito dos outros, por isso ele condena fofocas, calúnias, difamações, contradições, maledicência, ultrajes, injurias e cochichos, entre outros pecados semelhantes. É claro, você raramente ouvirá estes pecados mencionados em público, muito menos definidos e condenados.

O SENHOR considera a fala hostil a respeito de outra pessoa como sendo a violação do sexto mandamento. Jesus disse, “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.” (Mt 5:21-22).

Amar o seu próximo é o segundo maior mandamento (Mt 22:39), sendo o seu próximo muito mais do que apenas aquela pessoa vizinha a você, como o Bom Samaritano demonstrou (Lc 10:29-37). O seu vizinho abrange até mesmo os empregados de outro homem (Pv 30:10). E amar os seus inimigos é outro mandamento (Mt 5:43-48). Portanto, você não tem espaço para odiar ou falar mal dos outros. Nós todos nascemos odientos e odiando o outro na malícia e na inveja (Tt 3:3), mas agora somos transformados pela graça de Cristo (Tt 3:2; Ef 4:31-32).

Alguém já disse, “Se você não puder falar coisas boas a respeito delas, então é melhor não falar nada.” Perfeito! É exatamente isto que o provérbio ensina! E os pais devem exigir isto de seus filhos em relação aos seus irmãos mais novos, colegas de classe e qualquer outro cujo nome surja nas conversas.

A cura deste mau hábito é evitar desprezar os outros em seu coração, “Nem ainda no teu pensamento amaldiçoes o rei, nem tampouco no mais interior da tua recâmara amaldiçoes o rico; porque as aves dos céus levariam a voz e o que tem asas daria notícia da palavra.” (Ec 10:20). Mesmo corrigindo outra pessoa encontrada no erro, devemos fazê-lo com mansidão e temor (Gl 6:1).

Quando alguém o amaldiçoa, lembre-se do conselho de Salomão, “Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque. Tampouco apliques o teu coração a todas as palavras que se disserem, para que não venhas a ouvir que o teu servo te amaldiçoa.” (Ec 7:20-21). Devolva a maldição com uma benção, não respondendo no mesmo nível (IPe 3:8-9). Mostre que você é filho do Rei!

Jesus atacou aqueles que pensavam serem justas e que desprezavam os outros, dando a parábola do fariseu e do publicano (Lc 18:9-14). É o mau orgulho e a prepotência arrogante que leva as pessoas a desprezarem os outros (Rm 12:16). E aqueles que gostam de desprezar os outros pelo cisco que eles têm nos olhos e nunca são capazes de ver a lasca de madeira que está nos seus próprios olhos (Mt 7:1-5).

Quando Jesus foi desprezado e ameaçado, Ele nem revidou nem ameaçou quando Ele poderia ter, justamente, lhes antecipado a condenação terrena e a eterna (IPe 2:21-24). Nós devemos seguir os próprios passos do Seu exemplo para sermos cristãos que governam as nossas línguas!

Quão bondosa é a palavra de Deus quando ela dá nome aos fracassos! Gideão é um homem de fé! Sansão é um heróis numa nuvem de testemunhas! E Ló é um homem correto e justo, cuja alma era afligida todos os dias pelos homens ímpios de Sodoma (Hb 11:32; IIPe 2:7-9). Isto é que é bondade e misericórdia, até mesmo para com aqueles que tinham grandes manchas em suas histórias pessoais.