Rondônia - 25 de setembro de 2018
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Análise: Corinthians garante classificação na Copa do Brasil e sofre pouco diante da Chapecoense

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Jadson marcou de falta o gol contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil

Jadson marcou de falta o gol contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Em um jogo com pouco brilho, o Corinthians venceu a Chapecoense por 1 a 0, na Arena Condá, e se classificou às semifinais da Copa do Brasil. Se a atuação não empolgou em termos ofensivos, o Timão mostrou consistência defensiva e sofreu poucos sustos diante do adversário. O Meu Timão explica para o torcedor alguns motivos que ajudam a entender a vitória alvinegra na Arena Condá.

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Com os titulares de volta para o embate decisivo, Osmar Loss escalou o Corinthians com a seguinte formação, no esquema tático 4-2-4: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Henrique, Danilo Avelar; Gabriel e Douglas; Romero, Jadson, Emerson Sheik e Clayson. Se Clayson era dúvida e foi confirmado cerca de uma hora antes do início da partida, Pedrinho sentiu dores no tornozelo esquerdo e foi desfalque de última hora, dando lugar a Emerson Sheik.

Primeiro tempo

Reprodução / TV Globo

O esquema tático do Timão, que vem alternando em 4-2-3-1 e 4-2-4 na equipe titular, atuou, principalmente, no 4-2-4 durante toda a primeira etapa. Romero passou de referência e homem mais avançado para o lado direito do campo, mais preocupado defensivamente do que em atacar; Emerson Sheik atuou na linha do meio, juntamente de Jadson.

A saída de Pedrinho “quebrou” a criatividade do Corinthians, a agilidade pelas pontas e a capacidade de improviso da equipe. Romero é muito menos cerebral que o camisa 38, além de que, Emerson Sheik não conseguiu render no comando de ataque. O autor do gol da final da Libertadores 2012 até se movimentou bastante, procurando rupturas na defesa adversária, mas foi pouco efetivo, sendo peça quase nula ofensivamente.

Jadson, o único com capacidade de armar a equipe, ficou sobrecarregado. Douglas não conseguiu auxiliá-lo na transição ofensiva e a saída de bola acabou sendo prejudicada. Além disso, os erros de passes impediram melhores construções no primeiro tempo. Foram, ao longo da partida, 64 passes errados. Outro fator negativo ofensivamente foi Clayson, que não conseguiu traduzir suas jogadas individuais em dribles e tomou ações equivocadas no terço final do campo.

Sem triangulações e com muitos erros de passe por parte do alvinegro, a Chapecoense chegou a ter 72% de posse de bola em determinado momento do primeiro tempo. Posse, por sua vez, inofensiva e pouco produtiva, visto que o time de Chapecó se limitou a alçar bolas na área do Corinthians. O ritmo e intensidade do adversário também foram muito fracos para uma equipe que precisava reverter um resultado negativo e, assim, avançar às semifinais do torneio nacional.

O único momento de perigo da Chapecoense nos primeiros 45 minutos foi um gol corretamente anulado pela arbitragem, que até usou o recurso do VAR, o árbitro de vídeo, para assegurar a decisão. Pelo lado do Timão, apenas um chute de fora da área de Jadson e um cabeceio sem muita força de Romero. Muito pouco para as duas equipes, que certamente aborreceram o torcedor que esperava um jogo mais emocionante na primeira etapa.

Momento em que o recurso do VAR foi usado

Reprodução / TV Globo

Segundo tempo

Esperava-se que o segundo tempo pudesse ter mais emoção, mas pouco se viu de diferente para a etapa derradeira. Nem Osmar Loss nem Guto Ferreira fizeram alterações e a postura dos times seguia mais ou menos igual: a Chapecoense com pouca agressividade e o Corinthians confortável com a pouca pressão adversária, se agarrando ao resultado que lhe favorecia.

Se a criação dos times permanecia pobre, Douglas aproveitou erro na saída de bola da Chapecoense e finalizou próximo da entrada da área, oferecendo perigo a Jandrei. Clayson também arriscou de fora e assustou o goleiro adversário. Aos poucos, o Corinthians foi conseguindo encaixar uma sequência de troca de passes, diminuindo o número da posse de bola que era favorável à Chapecoense no primeiro tempo. Mostra disso foi a boa jogada coletiva a partir de triangulação entre Romero, Fagner e Emerson Sheik, ilustrada abaixo.

Reprodução / TV Globo

Romero vê a ultrapassagem de Fagner na direita, que progride na ponta direita, vê o espaço e o ataca. O lateral do Timão manda rasteiro para finalização de Emerson Sheik já na área, que acaba mandando para fora. Embora não tenha resultado em gol, a jogada foi um lampejo de qualidade que poderia ter sido melhor aproveitada durante a partida desta quarta-feira.

Outro fator que contribuiu para que o jogo ficasse parado foi a alta quantidade de faltas: foram 34 ao todo, sendo 16 dos catarinenses e 18 do alvinegro. Isso fez com que a bola rolasse pouco, totalizando 44 minutos de bola parada. Em um campo pesado e difícil de praticar o melhor futebol, com pouca inspiração dos ataques, coube às bolas paradas, como destacado anteriormente, servirem de melhores opções para realizar jogadas.

A Chapecoense chegou com perigo apenas em chute desviado por Kendy, que passou rente ao gol de Cássio. Nem com a saída de Emerson Sheik e entrada de Jonathas houve significativa melhora, quando o Timão passou a atuar no 4-2-3-1. Porém, aproveitando a morosidade e falta de agressividade do adversário, o Corinthians foi gastando os minutos até que Jadson realizou bela cobrança de falta e deu números finais à partida.

Como destacado na análise anterior, a falta de concentração do Corinthians poderia ser fatal na partida desta quarta-feira. No entanto, o alvinegro demonstrou sinais de maturidade exigidos em uma competição mata-mata. Controlou o jogo, não sofreu riscos, não se expôs. A defesa foi bem quando exigida, demonstrando solidez que faltou diante do Colo-Colo, por exemplo, em partida válida pela ida das oitavas de final da Libertadores.

Contudo, a conclusão das jogadas no terço final do campo ainda deixa a desejar, como disse Osmar Loss em entrevista pós-jogo. Além disso, o equilíbrio da equipe é outro item a ser acertado, visto que o Corinthians ainda oscila bons e maus momentos durante as partidas.

Agora, o adversário na competição é o Flamengo, nas semifinais da Copa do Brasil. Atual vice-líder do Campeonato Brasileiro, os cariocas vivem bom momento e será necessário mais do que a frieza demonstrada no jogo desta quarta-feira. O Corinthians precisa acertar melhor as decisões no último terço do gramado e ser cirúrgico nas poucas oportunidades que tiver frente ao gol, marca registrada nos recentes títulos conquistados pelo alvinegro.

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Copa do Brasil e Osmar Loss.