Rondônia - 22 de setembro de 2018
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Decisão sobre Gurgacz anima cúpula do MDB, mas entusiastas de Expedito Júnior projetam vitória no primeiro turno

Eles chegam de surpresa. Não têm ordem judicial, mas são protegidos por uma lei que lhes dá direitos incríveis sobre o restante da população e em relação ao próprio estado democrático de direito. Fortemente armados, são polícia, procurador de Justiça e Juiz. Tudo ao mesmo tempo. Fazem a operação, decidem a sentença e a cumprem na hora. É uma aberração legal, criada no governo do petismo que destruiu o país, mas inventou legislações como essa, que dá ao Ibama e às Sedams país afora, o poder  absoluto, sem direito à defesa ou ao contraditório.

O aparelhamento do Estado, principalmente nessas questões do meio ambiente, baseadas sempre em ideologia, criou tais  excrescências, colocando milhares de famílias de produtores rurais na condição de criminosos, com decisões imediatas que destroem seus bens, inclusive a casa onde moram. É um aparato tão absurdo, que não se tem parâmetro em nenhum país democrático do mundo e existe apenas aqui mesmo, neste Brasil em que a esquerda deixou um lastro de destruição nos cofres públicos e em vários setores da sociedade.

A herança maldita ainda perdura, mas certamente em breve será demolida por qualquer Presidente realmente legalista, que venha a assumir o Poder. Será então o fim da empáfia, do desrespeito, da covardia. Os servidores do Ibama e das secretarias ambientais não terão mais poder para entrarem em áreas, às vezes ocupadas há décadas por famílias de trabalhadores e começar a destruir tudo, incluindo  queimando máquinas e equipamentos, além destruir o patrimônio alheio, vergonhosamente amparados por leis esdrúxulas.

Na semana passada, mais uma ação dessas, agora da Sedam, causou revolta numa família que vive e produz em sua terra, com documentação do Incra, há décadas, na Linha C 10, área da Estrada da Penal, distrito de Porto Velho. Ali, os fiscais entraram, acompanhados por policiais militares e destruíram parte da obra de uma casa de um agricultor, que o filho dele estava construindo. “Aqui é área de proteção ambiental”, decretaram. Não adiantaram os protestos e nem os pedidos para que os fiscais observassem a documentação da área.

Eles se consideram, por amparados nessa lei absurda e espúria, os verdadeiros donos da verdade e de todo o poder e assim agem. Não dão chance de defesa, não aceitam contestações, mesmo por documentos, não querem conversa. São os poderosos. O que deixa também a todos indignados, é que a própria Justiça não se manifesta.  E nem o Ministério Público. Nem a OAB.  Ao que parece, ambos os poderes apoiam essa excrescência do Direito, ao invés de  exigirem que os moradores de áreas rurais tenham tratamento igual a qualquer outro brasileiro, ou seja, possam exigir ampla defesa. Os que dão duro para produzir na terra em que estão há anos, não têm mais esse direito básico!

DEBATE ENTRE OS PEQUENOS

Só os nanicos. Nenhum dos três candidatos de ponta – Expedito Júnior, Acir Gurgacz e Maurão de Carvalho – compareceu ao debate promovido pela Unir, na segunda à noite. Também esteve ausente outro nome entre os primeiros nas pesquisas,  o coronel Marcos Rocha , do PSL, que preferiu não aparecer para o encontro com os universitários. Participaram o professor Vinicius Miguel, da Rede; o coronel Charlon, do PRTB; Pimenta de Rondônia, do PSOL; o Comendador Valclei Queiroz, do PMB, o partido das mulheres e Pedro Nazareno, do PSTU. Mesmo assim, o debate durou mais de duas horas e os candidatos que aparecem mais abaixo nas pesquisas tiveram oportunidade de apresentar suas propostas ao público que prestigiou o evento. Obviamente que a ausência dos principais nomes na corrida ao Governo esvaziou o encontro e não deu a ele todo o prestígio que merecia. As coisas mudaram mesmo. Há tempos atrás, um debate numa universidade federal seria considerado ótimo momento para divulgação das propostas dos concorrentes a um público seleto. O quadro atualmente é outro, completamente diferente. Imagine-se há alguns anos um candidato de ponta faltando a um debate na Unir? Além disso, não há mais paciência  para algumas besteiras, impostas ao público, por alguns poucos malucos. Enquanto no auditório lotado os candidatos apresentavam suas ideias, um grupelho de idiotas com megafone, berrava lá fora , protestando contra “a farsa da eleição” e um outro anormal fazia pichações no prédio da Universidade. Tem que ter saco…

OS PRÓXIMOS PASSOS DE ACIR

Mesmo sub judice, Acir Gurgacz continua candidato ao Governo. Ele teve nesta terça uma vitória no TSE, que cassou a decisão do TRE, que mandara tirar do ar o programa eleitoral do pedetista.  Ou seja, até que haja decisão definitiva, Acir continua normalmente com sua participação no horário eleitoral gratuito. Não é a primeira vez que candidatos participam da disputa sub judice. Por exemplo, em 2014, tanto Expedito Júnior quanto Confúcio Moura enfrentaram situação semelhante. Confúcio chegou a ser cassado, mas depois teve sua candidatura confirmada e se reelegeu. Na época, Expedito também era denunciado pelo Ministério Público Eleitoral e acabou disputando a eleição via liminar. A judicialização da política se amplia e a condenação em segundo grau, não importa se por crime eleitoral ou não, coloca grande número de candidatos na alça de mira do Judiciário. Dos atuais concorrentes ao Governo, até agora, apenas Acir Gurgacz teve sua candidatura impugnada, por condenação em segundo grau, ou seja, porque o TRE considera que ele está incurso na Lei da Ficha Limpa e, portanto, fora do pleito. Ele recorreu ao TSE. Na entrevista que concedeu à SICTV/Record, minutos depois do TRE haver decidido contra ele, Acir disse que já esperava a decisão e que seus advogados estavam agindo, junto ao TSE, para garantir que sua campanha continuasse normalmente. Afora essa imensa dificuldade legal, Acir terá também que convencer o eleitorado de que é candidatíssimo e que o voto a ele confiado será validado e o levará ao segundo turno, como imagina. Nas próximas horas, certamente haverá novidade sobre o assunto.

MDB COMEMORA E TUCANOS SONHAM…

Claro que ninguém fala abertamente, ao menos por enquanto. Mas no MDB, tão logo saiu a notícia de que o TRE impugnara Acir Gurgacz, houve sim comemoração. Alguns  partidários de Maurão de Carvalho imaginam que seu adversário do PDT não conseguirá reverter a decisão, no TSE e, portanto, o nome emedebista seria o maior beneficiado. Um importante membro do partido comentava, em conversa num grupo fechado, que se Acir ficar mesmo fora, Maurão estará garantido no segundo turno. E que, dentro do mesmo raciocínio, Expedito concorreria “contra todos”, porque, nessa teoria, os demais partidos se uniriam em torno de Maurão. Não é, claro, um raciocínio sem alguma lógica. Mas ainda é muito cedo para que ele seja considerado sequer perto do definitivo. Primeiro, porque Acir ainda pode reverter a situação. Depois, porque assim como Maurão, Expedito também é um hábil negociador político e certamente não iria sozinho ao segundo turno. Ainda: há tucanos que acham que, se os votos de Acir não forem computados, Expedito pode chegar a 50 por cento mais 1 no primeiro turno. Ou seja, dependendo do lado que analisa o quadro, o maior pedaço é de quem analisa.  A verdade é que tudo isso é exercício de futurologia. Quando as urnas abrirem é que saberemos a realidade. Antes disso, é só conversa de campanha política, porque ninguém combinou nada com o eleitor…

RENOVAÇÃO  IGUAL A ZERO

A corrida pelas oito vagas à Câmara Federal e as duas ao Senado, continua sendo tema de análises, discussões, debates, olhares desconfiados de alguns e pânico em outros. Cada coligação anuncia que terá mais eleitos para o Congresso, quando se trata da disputa pela Câmara. Os atuais deputados correm o Estado querendo voltar, mas nos calcanhares deles há uma infinidade de políticos, os com chances reais já há longos anos na vida pública, que pode se ter apenas uma certeza: as chances de um novato chegar lá, ao menos pelo quadro que se vê até agora, são muito pequenas, para não dizer que são zero. Com atual legislação eleitoral, parece que não há uma eleição, mas sim uma reeleição. Quem está no poder tratou de fazer leis que lhes dão  grande vantagem sobre os novatos. Em relação ao Senado, raciocínio é o mesmo. Entre os principais nomes, não há nenhum desconhecido ou que tenha iniciado sua vida pública recentemente. Confúcio Moura está há mais de 30 anos na política, assim como Valdir Raupp. Também estão há longo tempo na vida pública Carlos Magno, Marcos Rogério, Jesualdo Pires e até o professor Aluízio Vidal, assim como o Pastor Edésio. O único cara nova mesmo é Fabrício Jurado, do Partido Novo. Sem tempo de TV, sem chance de mostrar suas ideias e suas propostas ao eleitorado, o advogado que poderia trazer um pouco de oxigênio à política rondoniense não tem chance. Ou seja, renovação na política só existe no discurso. Aqui e em todos os recantos do Brasil.

MENTIRAS CONTADAS COMO VERDADES!

Parece surreal. Algo inacreditável. Uma espécie de arremedo e ofensa contra o bom senso e as pessoas de bem. Quando Fernando Haddad vai para o horário eleitoral gratuito e diz que “Lula foi a melhor coisa que já aconteceu para o Brasil!” e que “não deixam ele concorrer, porque ele ganharia a eleição”, quem não é petista ou não é de esquerda, se sente esbofeteado. Tratado como débil mental. Idiotizado. Descerebrado. Porque não há uma só palavra sobre a roubalheira, sobre o achaque aos cofres públicos, sobre a destruição da economia do país; sobre o aparelhamento do Estado e, muito menos, sobre o fato do criminoso condenado estar cumprindo uma pena de mais de 12 anos de cadeia por ser corrupto e por ser ladrão.  No horário eleitoral, o PT repete uma maldição inventada pelo nazista Joseph Goebbels, durante a terrível ditadura de Hitler: “Deve-se repetir uma mentira tantas vezes quantas necessárias, até que ela se torne verdade”. Mentir, enganar, ludibriar, inventar. E pior é que a cegueira de muitos brasileiros, impede de que eles enxerguem a realidade. Por isso Lula ainda é tão querido. Por isso Dilma Rousseff, a pior tragédia que já passou pela Presidência (por culpa de Lula!), lidera a corrida ao Senado, em Minas. Nesse quesito, esquerdistas e ultra direitistas são iguais: ambos sabem mentir muito bem, até que suas mentiras soem como verdade. Lamentável!

NÃO É PRISÃO. É HOTEL!

O hotel de alta rotatividade, também conhecido como Centro de Ressocialização de Ariquemes, registrou sua oitava fuga, dias atrás. A maior delas aconteceu poucos dias depois da inauguração, quando onze detentos caíram fora. De lá para cá, foi uma sucessão de escapadas, que chega a dar pena, porque o Governo gastou uma fortuna de dinheiro público, ou seja, do nosso dinheiro, para construir uma peneira e não um presídio. Ali, só fica na cela quem quer. Nessa fuga de número oito, em pouco mais de um ano, dez presos se escafederem. Quatro já foram recapturados e seis estão foragidos. Os que voltaram à cadeia, é claro, imploraram para voltarem ao maravilhoso presídio, de onde podem sair a qualquer momento. O hotel que faz rodizio de detentos, porque de vez em quando um grupo grande deles cai fora, foi inaugurado em 27 de julho de 2017, ou seja, há menos de 14 meses. A construção iniciou em 2008 e a previsão era de ser entregue em 2010, mas só foi entregue sete anos depois. E foi entregue, ao que parece, com a chave nas mãos dos presos. Uma vergonha!

PERGUNTINHA

Você acredita nas pesquisas do Ibope e do Data Folha, de que qualquer um dos candidatos à presidência que for ao segundo turno contra Jair Bolsonaro, ganha  fácil a Presidência da República?