Rondônia - 19 de novembro de 2018
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Provérbios 30:4 – Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?

Quem pode descobrir a sabedoria? Nenhum homem a encontrou! Nenhum homem pode! Sabedoria é uma questão relacionada com a revelação vinda de Deus. Paulo disse, “Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.” (ICo 2:11). O conhecimento e a sabedoria de Deus só se conseguem pela revelação divina!

Provérbios 30 é um anexo aos provérbios de Salomão. Foi o que Agur, um homem sábio, ensinou a Itiel e a Ucal (Pv 30:1). Suas lições são uma revelação inspirada da sabedoria, pois elas são chamadas de “a profecia” (Pv 30:1; 31:1). Em primeiro lugar ele introduziu as suas lições confessando sua grande ignorância natural (Pv 30:2-3) para, em seguida, provar a falta de habilidade do homem em descobrir Deus e a sabedoria (Pv 30:4) e, finalmente, por definir a necessidade absoluta e a suficiência da Bíblia (Pv 30:5-6).

Estas sete perguntas eloquentes são para provar que homem nenhum pode encontrar a Deus ou a sabedoria pelo esforço humano. A resposta para cada uma destas perguntas é uma negativa óbvia. Nenhum homem foi para o céu ou voltou de lá, ou conquistou os elementos para aprender os caminhos e a sabedoria de Deus. Agur forçou Itiel e Ucal a admitirem pela força da razão que não houve homem algum. Eles não conseguiram citar o nome de um único homem que tenha feito tal coisa e também não conseguiram citar o nome do seu filho.

Agur continuou, ensinando que toda a palavra inspirada por Deus é pura e necessária (Pv 30:5). Nem uma só palavra poderia ser removida ou desprezada. Depositar a confiança em Deus e em Sua palavra era a defesa mais correta contra os perigos neste mundo ou no que há de vir. Além disso, as palavras dos homens não poderiam ser acrescentadas, pois isto haveria de corromper a palavra de Deus e Ele ficaria furioso (Pv 30:6).

As sete perguntas retóricas é um mecanismo usado para ensinar a falta de habilidade do homem para descobrir a verdadeira razão da fé e da sabedoria do universo. Considerando que o conhecimento e o entendimento estão com Deus, que homem subiu ao céu para aprendê-los ou que tenha retornado à terra para ensiná-los? Nenhum homem! Tendo confessado a sua própria ignorância (Pv 30:2-3). Ele também usou estas perguntas para condenar todos os homens por ignorância (Pv 30:4). A sabedoria está além do alcance do homem mortal.

Considere outras três perguntas, bem semelhantes. “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém! ” (Rm 11:33-36).

As sete perguntas não podem ser simplesmente respondidas por “Deus”. As primeiras duas perguntas estão no tempo perfeito, o que torna impossível ser uma profecia de Cristo. Nem tampouco podem se referir a Deus, pois Ele enche os céus e a terra (Jr 23:24). Ele nem havia subido nem descido, pois Ele está totalmente presente nos dois locais simultaneamente. E o que a subida ou a descida dele teria a ver com conhecimento, entendimento e sabedoria? Nada!

As primeiras duas perguntas também estão ligadas pela conjunção coordenativa “ou”, o que positivamente indica uma alternativa hipotética. Deus subiu? Ou Ele desceu? Se as perguntas se aplicam a Deus, cria-se confusão. A pergunta se aplica, de forma retórica, ao homem. Nenhum homem foi ao céu para obter sabedoria, nem homem algum veio do céu com ela. Agur ensinou Itiel e Ucal a grande dependência do homem em Deus por sabedoria.

Ele continuou ainda a humilhar o homem diante da gloriosa criação de Deus. Quem, como Deus, tem a sabedoria e o poder de controlar e dominar o vento em seus punhos? Nenhum homem! Deus provou a sabedoria e o poder inferior de Jó com uma consideração a respeito dos ventos (Jó 37:14-27). Davi e Jeremias também ensinaram o mesmo (Sl 135:5-7; Jr 10:13; Jr 51:16).

Quem, como Deus, tem a sabedoria e o poder de juntar grandes quantidades de água nas nuvens? Homem nenhum! Deus provou a sabedoria e o poder inferior de Jó tecendo uma consideração da água nas nuvens (Jó 36:24-33; Jó 37:11-24; 38:33-37). Davi e Jeremias também ensinaram o mesmo (Sl 135:5-7; 147:7-8; Jr 10:13; 51:16).

Quem, como Deus, tem a sabedoria e o poder para estabelecer todos os confins da terra, para estabelecer o alicerce e construir sobre ela? Homem nenhum! Deus provou a sabedoria e o poder inferior de Jó com estas mesmas considerações (Jó 38:4-7). E Salomão ponderou a respeito do grande valor da sabedoria através do uso por Deus para criar o mundo e estabelecer as montanhas (Pv 8:25-26).

Existe tal homem? Não, nenhum! Agur insistiu ainda mais. Se existe tal homem, qual é o nome do seu filho? Tiveram que responder negativamente. Não existe homem nem filho que conheça ou entenda estas coisas! São altas e maravilhosas demais para o homem (Sl 131:1).

As sete perguntas não podem ser simplesmente respondidas com “Deus”. As três perguntas intermediárias falam verdadeiramente de Deus, mas isso não é o argumento. Vimos acima que as duas primeiras perguntas criam uma alternativa hipotética. As duas últimas perguntas criam um dilema irrespondível. O que aprenderemos se respondermos “Deus” e “Jesus”? Nada! Agur ensinou que não há nenhum homem nem filho algum que tem a sabedoria do abençoado Deus, Quem criou todas as coisas pelo entendimento.

O homem não tem conhecimento ou sabedoria própria e ele não consegue descobrir o conhecimento ou a sabedoria de Deus por si só (Is 8:20). Agur sabia que isto era verdadeiro a respeito de si mesmo e de todos os homens, por isso ele convenceu os seus alunos através destas perguntas retóricas. Sabedoria é uma questão de revelação: Deus deve dá-la por inspiração (Dt 29:29). E Agur concluirá esta introdução pela identificação da perfeita sabedoria nas palavras inspiradas das Santas Escrituras de Deus (Pv 30:5-6)!

A sabedoria de Deus é alta demais para o homem alcançar (Jó 11:5-12). Mesmo que ele possa procurar e buscar em muitos lugares, ele não a encontrará por nenhum meio natural (Jó 28:12-28). A sabedoria de Deus é revelada de forma sobrenatural através da inspiração e por isso os homens não precisam de viagens para o céu ou através do mar para buscá-la (Dt 30:11-14; Rm 10:6-8). Não é de se admirar que Davi considerasse a palavra de Deus tão agradável e preciosa (Sl 19:7-11).

Aqueles que enxergam aqui uma alusão à geração eterna só encontraram uma ilusão. O esforço desesperado deles de encontrar sustentação para as alucinações de Orígenes novamente deixa a desejar. Deus ainda não tinha um filho, pois a Palavra ainda não havia sido feito carne (Lc 1:35; Jo 1:14). Davi e Isaías sabiam que o Filho de Deus estava no futuro (Sl 89:19-37; Is 7:14; 9:6). De uma forma idêntica à personificação da sabedoria (Pv 8:22-31), muitos procuram alusões místicas onde não há nenhuma.

As perguntas retóricas são absurdas, se forem meramente respondidas com “Deus”. Deus e o Seu nome de Jeová eram bem conhecidos dos três homens (Pv 30:5,9). Agur não ensinou a Itiel e a Ucal que Deus havia criado o vento, as nuvens e a terra. Isto eles já sabiam. Ele lhes ensinou que homem algum, nem de perto, tinha sabedoria como aquela do abençoado Deus Criador. É o nosso privilégio e dever de enxergar aqui um ditado obscuro (Pv 1:6), não indagações infantis.

Considerando que só Deus tem a infinita sabedoria implícita pelo nosso provérbio, é a nossa benção valorizar e entesourar cada uma das palavras das Suas inspiradas Escrituras (Pv 30:5-6; Mt 4:4). Considerando que cada palavra é pura, nós não podemos retirar nenhuma delas (Pv 30:5). E somos ensinados a não acrescentar as nossas palavras (Pv 30:6). Não as tires nem acrescentes a elas (Dt 4:2; 12:32; Ap 22:18-19). Vamos nos firmar numa Bíblia cuja palavra é perfeita e guardar cada preceito contida nela (Sl 119:128).

Nenhum homem mortal pode subir ao céu nem descer do céu para obter sabedoria. Mas Jesus desceu e então subiu para se assentar à mão direita de Deus (Jo 3:13; Ef 4:9). Ele fez todas as coisas pelo Seu poder; por Ele todas as coisas subsistem; e ele sustenta todas as coisas pelo poder da Sua palavra (Jo 1:3; Cl 1:17; Hb 1:3). Nele estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento e Ele foi feito sabedoria por você (Cl 2:3; ICo 1:30-31).