Rondônia - 13 de dezembro de 2018
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Contas Regionais 2016: entre as 27 unidades da federação, somente Roraima teve crescimento do PIB

Apenas Roraima (0,2%) teve resultado positivo no PIB em 2016. O Distrito Federal registrou estabilidade (0,0%) e os outros 25 estados tiveram quedas no PIB, sendo que em 10 deles a variação ficou acima da média nacional (-3,3%). Estes 12 estados representaram 68,3% do PIB brasileiro em 2016. As maiores quedas foram de Amazonas (-6,8%), Mato Grosso e Piauí, ambos com -6,3%.

Apenas cinco estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná) concentraram 64,4% do PIB do país em 2016. Este mesmo grupo tinha 68,1% de participação em 2002, ano de início da série. Entre 2002 e 2016, os maiores crescimentos acumulados são de Tocantins (103,4%, 5,2% a.a. em média), Mato Grosso (89,1%, 4,7% a.a.), Roraima (79,5%, 4,3% a.a.), Acre (76,8%, 4,2% a.a.) e Piauí (72,7%, 4,0% a.a.). Por outro lado, os piores desempenhos ficam com Minas Gerais (34,1%, 2,1% a.a.), Rio Grande Sul (27,6%, 1,8% a.a.) e o Rio de Janeiro (25,3%, 1,6% a.a.).

O maior PIB per capita (R$ 79.099,77) foi o do Distrito Federal, e o Maranhão teve o menor (R$ 12.264,28). O DF mantém essa posição desde o começo da série e o seu PIB per capita é 2,6 vezes o do Brasil. São Paulo ganhou participação no PIB pelo segundo ano consecutivo, 0,2 p.p. em relação a 2015 e 0,3 p.p. em relação a 2014, algo inédito na série. Ainda assim é o estado com a maior perda acumulada neste aspecto entre 2002 e 2016: 2,4 p.p., em 2002 participava com 34,9% e passa para os 32,5% em 2016.

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil teve queda no volume do PIB: de 3,3% em 2016, contra 3,5% em 2015. Entre 2014 e 2016, o país acumulou redução de 6,7% no PIB. Essas são algumas informações do Sistema de Contas Regionais 2016, elaboradas em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA. O material de apoio desta divulgação encontra-se à direita.

Roraima foi o único estado que teve crescimento em volume do PIB (0,2%)

Em 2016, o PIB nacional variou em volume -3,3%, com quedas em quase todas as unidades federativas, com exceção de Roraima (0,2%) e Distrito federal (0,0%). Os resultados mostraram também, pelo segundo ano consecutivo, queda para a atividade Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-6,7%), atividade importante em todas as unidades da federação, que influenciou negativamente seus resultados. A atividade da Agropecuária que teve queda em 2016 (-5,2%), primeira queda em três anos, foi também responsável pelas variações em volume negativas, principalmente nos estados em que a atividade é relevante. Os resultados de Roraima e Distrito Federal devem-se ao peso do setor governamental, que cresceu 3,3% e 0,6%, respectivamente, nestas Unidades da Federação.

Alagoas (-1,4%), Minas Gerais e Santa Catarina (-2,0%), além do Acre (-2,4%), também tiveram desempenhos melhores que o nacional (-3,3%). Por outro lado, o menor resultado foi do Amazonas (-6,8%), influenciado pelo baixo desempenho das Indústrias de transformação (–11,9%), que têm peso de 27% na economia do estado. Também entre os menores resultados estão Piauí (-6,3%), Mato Grosso (-6,3%), Bahia (-6,2%), com contribuição importante da Agricultura. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), condições climáticas adversas afetaram o desempenho de importantes culturas, como o milho e a soja, cujas produções recuaram 24,8% e 1,1%, respectivamente.

Valor corrente, participação percentual, posição relativa e variação em volume do PIB das Unidades da Federação no PIB do Brasil – 2016

Unidades da Federação
Produto Interno Bruto

Valor corrente  (R$ 1 000 000)
Participação (%)
Posição relativa da variação em volume
Variação em volume (%)

Roraima
   11 011
            0,2

    0,2

Distrito Federal
   235 497
            3,8

    0,0

Alagoas
   49 456
            0,8

–    1,4

Minas Gerais
   544 634
            8,7

–    2,0

Santa Catarina
   256 661
            4,1

–    2,0

Acre
   13 751
            0,2

–    2,4

Rio Grande do Sul
   408 645
            6,5

–    2,4

Paraná
   401 662
            6,4

–    2,6

Mato Grosso do Sul
   91 866
            1,5

–    2,7

Pernambuco
   167 290
            2,7
10º
–    2,9

São Paulo
  2 038 005
          32,5
11º
–    3,1

Paraíba
   59 089
            0,9
12º
–    3,1

12 Unidades da Federação com variação em volume acima do Brasil
  4 277 568
          68,3
 
–    2,6

               Brasil
  6 267 205
 
 
–    3,3

15 Unidades da Federação com variação em volume abaixo do Brasil
  1 989 637
          31,7
 
–    4,9

Goiás
   181 692
            2,9
13º
–    3,5

Pará
   138 068
            2,2
14º
–    4,0

Rio Grande do Norte
   59 661
            1,0
15º
–    4,0

Ceará
   138 379
            2,2
16º
–    4,1

Tocantins
   31 576
            0,5
17º
–    4,1

Rondônia
   39 451
            0,6
18º
–    4,2

Rio de Janeiro
   640 186
          10,2
19º
–    4,4

Amapá
   14 339
            0,2
20º
–    4,9

Sergipe
   38 867
            0,6
21º
–    5,2

Espírito Santo
   109 227
            1,7
22º
–    5,3

Maranhão
   85 286
            1,4
23º
–    5,6

Bahia
   258 649
            4,1
24º
–    6,2

Mato Grosso 
   123 834
            2,0
25º
–    6,3

Piauí
   41 406
            0,7
26º
–    6,3

Amazonas
   89 017
            1,4
27º
–    6,8

Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA.

Cinco estados concentravam 64,4% do PIB em 2016

Os cinco estados com maior participação no PIB do país em 2016 foram São Paulo (32,5%), Rio de Janeiro (10,2%), Minas Gerais (8,7%), Rio Grande do Sul (6,5%) e Paraná (6,4%). Juntos, eles concentravam 64,4% da economia brasileira, proporção 0,3 p.p. menor que em 2015 e 0,5 p.p menor que 2014. Essa redução foi causada pela perda de 0,8 p.p. do Rio de Janeiro em relação a 2015, acumulando baixa de 1,4 p.p. em relação a 2014. O resultado do Rio de Janeiro foi influenciado pela queda dos preços internacionais do petróleo, atividade importante para o estado. São Paulo, por sua vez, registrou pela primeira vez crescimento de participação por dois anos seguidos na série iniciada em 2002. Diferentemente do Rio, São Paulo foi influenciado pela recuperação do Refino de petróleo e coque, favorecido pela queda do preço do petróleo. O resultado do refino influenciou as Indústrias de transformação, que recuperaram participação na economia por dois anos consecutivos. Em 2016, Indústrias de transformação participava com 12,5%, contra 12,2% em 2015 e 12,0% em 2014.

As cinco maiores economias mantiveram suas posições desde 2002, exceto em 2013, quando o Rio Grande do Sul alternou sua posição relativa com o Paraná, mas voltou ao quarto lugar em 2014. As outras 22 unidades da federação, que representavam 31,9% do PIB nacional em 2002, passaram a somar 35,6% em 2016. O grupo também ganhou 0,3 p.p. de participação em relação a 2015. O Mato Grosso foi o que mais ganhou participação na série (0,7 p.p.), seguido de Paraná e Santa Catarina, que avançaram 0,5 p.p. e 0,4 p.p., respectivamente. Em 2016, foram registradas alterações de posições relativas de participação no PIB em relação a 2015: a Bahia assumiu a 6ª posição, trocando com Santa Catarina, agora 7ª. O Ceará (11ª) trocou de posição com o Pará (12ª); Mato Grosso (13ª) com Espírito Santo (14ª); Mato Grosso do Sul (15ª) com Amazonas (16ª) e Rondônia (22ª) com Sergipe (23ª). Não houve mudanças entre as menores economias: Tocantins (24ª), Amapá (25ª), Acre (26ª) e Roraima (27ª).

Participação percentual e posição relativa do PIB das Unidades da Federação no PIB do Brasil – 2002-2016

Unidades da Federação
Produto Interno Bruto

2002
2003
2004
2005
2006

Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa

São Paulo
34,9

34,4

33,4

34,2

34,2

Rio de Janeiro
12,4

11,8

12,3

12,4

12,4

Minas Gerais
8,3

8,4

8,8

8,7

8,8

Rio Grande do Sul
6,6

6,9

6,7

6,3

6,1

Paraná
5,9

6,4

6,3

5,9

5,7

1ª a 5ª posição
68,1
 
68,0
 
67,5
 
67,5
 
67,3
 

Bahia
4,0

3,9

4,0

4,1

4,0

Santa Catarina
3,7

3,7

3,8

3,8

3,8

Distrito Federal
3,6

3,4

3,4

3,5

3,5

Goiás
2,6

2,7

2,6

2,5

2,5

Pernambuco
2,4
10º
2,3
10º
2,3
10º
2,3
10º
2,3
10º

Ceará
1,9
11º
1,9
11º
1,9
13º
1,9
12º
1,9
12º

Pará
1,8
13º
1,8
13º
1,9
12º
1,9
13º
1,9
13º

Mato Grosso 
1,3
15º
1,6
14º
1,7
14º
1,6
14º
1,3
15º

Espírito Santo
1,8
12º
1,8
12º
2,0
11º
2,2
11º
2,2
11º

Mato Grosso do Sul
1,1
16º
1,3
16º
1,2
16º
1,1
17º
1,1
17º

Amazonas
1,5
14º
1,5
15º
1,6
15º
1,6
15º
1,7
14º

Maranhão
1,1
17º
1,1
17º
1,1
17º
1,2
16º
1,2
16º

Rio Grande do Norte
0,9
18º
0,9
18º
0,9
18º
0,9
18º
1,0
18º

Paraíba
0,9
19º
0,9
19º
0,8
19º
0,8
19º
0,9
19º

Alagoas
0,8
20º
0,7
20º
0,7
20º
0,7
20º
0,7
20º

Piauí
0,5
23º
0,5
23º
0,5
23º
0,5
23º
0,6
22º

Rondônia
0,5
22º
0,5
22º
0,6
22º
0,6
22º
0,5
23º

Sergipe
0,7
21º
0,7
21º
0,7
21º
0,7
21º
0,7
21º

Tocantins
0,4
24º
0,4
24º
0,4
24º
0,4
24º
0,4
24º

Amapá
0,2
25º
0,2
25º
0,2
25º
0,2
25º
0,2
25º

Acre
0,2
26º
0,2
26º
0,2
26º
0,2
26º
0,2
26º

Roraima
0,2
27º
0,2
27º
0,1
27º
0,1
27º
0,2
27º

6ª a 27ª posição
31,9
 
32,0
 
32,5
 
32,5
 
32,7
 

(continuação) 

Participação percentual e posição relativa do PIB das Unidades da Federação no PIB do Brasil – 2002-2016

Unidades da Federação
Produto Interno Bruto

2007
2008
2009
2010
2011

Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa

São Paulo
34,4

33,5

33,8

33,3

32,8

Rio de Janeiro
11,9

12,2

11,8

11,6

11,7

Minas Gerais
8,8

9,0

8,6

9,0

9,1

Rio Grande do Sul
6,2

6,1

6,1

6,2

6,1

Paraná
6,1

6,0

5,9

5,8

5,9

1ª a 5ª posição
67,4
 
66,7
 
66,2
 
65,9
 
65,6
 

Bahia
4,0

3,9

4,1

4,0

3,8

Santa Catarina
3,8

3,9

3,9

4,0

4,0

Distrito Federal
3,4

3,5

3,7

3,7

3,5

Goiás
2,6

2,7

2,8

2,7

2,8

Pernambuco
2,3
10º
2,3
11º
2,4
10º
2,5
10º
2,5
10º

Ceará
1,9
13º
1,9
13º
2,0
12º
2,0
13º
2,0
13º

Pará
1,9
12º
2,0
12º
1,9
13º
2,1
12º
2,3
12º

Mato Grosso 
1,4
15º
1,6
14º
1,6
14º
1,5
15º
1,6
15º

Espírito Santo
2,2
11º
2,3
10º
2,1
11º
2,2
11º
2,4
11º

Mato Grosso do Sul
1,1
17º
1,2
17º
1,2
17º
1,2
16º
1,3
16º

Amazonas
1,6
14º
1,5
15º
1,5
15º
1,6
14º
1,6
14º

Maranhão
1,1
16º
1,2
16º
1,2
16º
1,2
17º
1,2
17º

Rio Grande do Norte
1,0
18º
0,9
18º
0,9
18º
0,9
18º
0,9
18º

Paraíba
0,8
19º
0,9
19º
0,9
19º
0,9
19º
0,8
19º

Alagoas
0,7
20º
0,7
20º
0,7
20º
0,7
20º
0,7
20º

Piauí
0,5
23º
0,5
23º
0,6
23º
0,6
23º
0,6
23º

Rondônia
0,5
22º
0,6
22º
0,6
22º
0,6
22º
0,6
22º

Sergipe
0,7
21º
0,7
21º
0,7
21º
0,7
21º
0,7
21º

Tocantins
0,4
24º
0,4
24º
0,4
24º
0,4
24º
0,4
24º

Amapá
0,2
25º
0,2
25º
0,2
25º
0,2
26º
0,2
25º

Acre
0,2
26º
0,2
26º
0,2
26º
0,2
25º
0,2
26º

Roraima
0,2
27º
0,2
27º
0,2
27º
0,2
27º
0,2
27º

6ª a 27ª posição
32,6
 
33,3
 
33,8
 
34,1
 
34,4
 

(continuação)  

Participação percentual e posição relativa do PIB das Unidades da Federação no PIB do Brasil – 2002-2016

Unidades da Federação
Produto Interno Bruto

2012
2013
2014
2015
2016

Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa
Partici-pação (%)
Posição relativa

São Paulo
32,4

32,2

32,2

32,4

32,5

Rio de Janeiro
11,9

11,8

11,6

11,0

10,2

Minas Gerais
9,2

9,2

8,9

8,7

8,7

Rio Grande do Sul
6,0

6,2

6,2

6,4

6,5

Paraná
5,9

6,3

6,0

6,3

6,4

1ª a 5ª posição
65,4
 
65,6
 
64,9
 
64,7
 
64,4
 

Bahia
3,8

3,8

3,9

4,1

4,1

Santa Catarina
4,0

4,0

4,2

4,2

4,1

Distrito Federal
3,4

3,3

3,4

3,6

3,8

Goiás
2,9

2,8

2,9

2,9

2,9

Pernambuco
2,7
10º
2,6
10º
2,7
10º
2,6
10º
2,7
10º

Ceará
2,0
13º
2,0
13º
2,2
12º
2,2
12º
2,2
11º

Pará
2,2
12º
2,3
11º
2,2
13º
2,2
11º
2,2
12º

Mato Grosso 
1,7
14º
1,7
14º
1,8
14º
1,8
14º
2,0
13º

Espírito Santo
2,4
11º
2,2
12º
2,2
11º
2,0
13º
1,7
14º

Mato Grosso do Sul
1,3
16º
1,3
16º
1,4
16º
1,4
16º
1,5
15º

Amazonas
1,5
15º
1,6
15º
1,5
15º
1,4
15º
1,4
16º

Maranhão
1,3
17º
1,3
17º
1,3
17º
1,3
17º
1,4
17º

Rio Grande do Norte
1,0
18º
1,0
18º
0,9
18º
1,0
18º
1,0
18º

Paraíba
0,9
19º
0,9
19º
0,9
19º
0,9
19º
0,9
19º

Alagoas
0,7
20º
0,7
20º
0,7
20º
0,8
20º
0,8
20º

Piauí
0,6
23º
0,6
22º
0,7
21º
0,7
21º
0,7
21º

Rondônia
0,6
22º
0,6
23º
0,6
23º
0,6
23º
0,6
22º

Sergipe
0,7
21º
0,7
21º
0,6
22º
0,6
22º
0,6
23º

Tocantins
0,4
24º
0,4
24º
0,5
24º
0,5
24º
0,5
24º

Amapá
0,2
25º
0,2
25º
0,2
26º
0,2
25º
0,2
25º

Acre
0,2
26º
0,2
26º
0,2
25º
0,2
26º
0,2
26º

Roraima
0,2
27º
0,2
27º
0,2
27º
0,2
27º
0,2
27º

6ª a 27ª posição
34,6
 
34,4
 
35,1
 
35,3
 
35,6
 

Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA.Nota: A série 2002 a 2009 refere-se à série retropolada das Contas Regionais tendo por referência o ano de 2010 e, a partir de 2010 a série é estimada.

PIB per capita do Distrito Federal é cerca de 2,6 vezes o do Brasil em 2016

Por unidade da federação, o maior PIB per capita continua sendo o do Distrito Federal (R$ 79.099,77), cerca de 2,6 vezes maior que o nacional. Os outros maiores PIB per capita são, na ordem, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso, que assumiu a quarta posição de Santa Catarina, agora quinto. Na sequência estão Rio Grande do Sul e Paraná, seguido de Mato Grosso do Sul que também está acima da média brasileira desde 2013. O Mato Grosso foi o estado que mais avançou nessa classificação, passando de 11º em 2002 para 4º em 2016.

Por outro lado, Maranhão (27º) e Piauí (26º) continuam os menores PIB per capitas. Ao longo da série, os dois estados alternaram posições, mas nunca subiram na classificação. O PIB per capita de ambos, no entanto, passou de 30% do nacional para 40% em 2016. O Piauí foi o estado em que o valor do PIB per capita mais cresceu dentre todos as unidades da federação, cerca de 5,3 vezes entre 2002 e 2016 (de R$ 2.440,70 para R$ 12.890,25). O Mato Grosso também se destacou neste quesito, crescendo cerca de 5,2 vezes. Outros estados que se destacaram no crescimento do PIB per capita ao longo da série foram Tocantins (4,7 vezes) e Maranhão e Mato Grosso do Sul (4,5 vezes).

 

Valor corrente, variação nominal, posição relativa e a razão do PIB per capita das Unidades da Federação e o PIB per capita do Brasil – 2002 e 2016

Unidades da Federação
2002
2016
Variação nominal 2016/2002
Posição relativa da variação nominal 2016/2002

PIB per capita (R$)
Razão entre o PIB per capita da UF e o PIB per capita do Brasil
Posição relativa
PIB per capita (R$)
Razão entre o PIB per capita da UF e o PIB per capita do Brasil
Posição relativa

Distrito Federal
24.721,18
2,9

79.099,77
2,6

              3,2
22º

São Paulo
13.443,91
1,6

45.542,32
1,5

              3,4
20º

Rio de Janeiro
12.414,77
1,5

38.481,96
1,3

              3,1
25º

Mato Grosso
7.265,37
0,9
11º
37.462,74
1,2

              5,2

Santa Catarina
9.745,87
1,2

37.140,47
1,2

              3,8
15º

Rio Grande do Sul
9.423,79
1,1

36.206,54
1,2

              3,8
14º

Paraná
8.927,46
1,1

35.726,38
1,2

              4,0
11º

Mato Grosso do Sul
7.599,05
0,9

 34.247,79
1,1

              4,5

BRASIL
8.440,27
1,0
 
30.411,30
1,0
 
              3,6
 

Espírito Santo
8.348,80
1,0

27.487,45
0,9

              3,3
21º

Goiás
7.307,95
0,9
10º
27.135,06
0,9
10º
              3,7
17º

Minas Gerais
6.703,46
0,8
13º
25.937,96
0,9
11º
              3,9
12º

Amazonas
7.353,15
0,9

22.245,02
0,7
12º
              3,0
27º

Rondônia
5.147,41
0,6
16º
22.072,99
0,7
13º
              4,3

Roraima
6.736,70
0,8
12º
21.413,52
0,7
14º
              3,2
23º

Tocantins
4.344,12
0,5
21º
20.598,73
0,7
15º
              4,7

Amapá
5.977,03
0,7
14º
18.329,19
0,6
16º
              3,1
26º

Pernambuco
4.426,56
0,5
19º
17.777,25
0,6
17º
              4,0
10º

Rio Grande do Norte
4.709,83
0,6
18º
 17.168,60
0,6
18º
              3,6
18º

Sergipe
5.529,80
0,7
15º
17.153,91
0,6
19º
              3,1
24º

Bahia
4.388,28
0,5
20º
16.931,10
0,6
20º
              3,9
13º

Acre
4.876,17
0,6
17º
16.837,69
0,6
21º
              3,5
19º

Pará
4.043,64
0,5
22º
16.689,55
0,5
22º
              4,1

Ceará
3.712,24
0,4
24º
15.437,75
0,5
23º
              4,2

Paraíba
3.627,98
0,4
25º
14.774,41
0,5
24º
              4,1

Alagoas
3.962,88
0,5
23º
14.723,70
0,5
25º
              3,7
16º

Piauí
2.440,70
0,3
27º
12.890,25
0,4
26º
              5,3

Maranhão
2.718,05
0,3
26º
12.264,28
0,4
27º
              4,5

Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus  SUFRAMA

 Tocantins foi o estado com maior crescimento no PIB de 2002 a 2016

Entre 2002 e 2016, o volume do PIB do Brasil cresceu 40,6%, 2,5% ao ano (a.a.), em média. O estado que mais cresceu foi Tocantins (5,2% a.a.), seguido por Mato Grosso (4,7% a.a.) e Roraima (4,3% a.a.). Em Tocantins, o destaque no período foi  Indústrias de transformação, que cresceu 10,4% a.a.. No Mato Grosso, a variação foi impulsionada pelo setor agropecuário, que cresceu 5,9% a.a., acompanhando o desenvolvimento do cultivo de soja.

Em Roraima, a variação mais importante foi da atividade Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, que cresceu 3,5% a.a. e responde por quase 50% da economia do estado. A exemplo do Tocantins, todos os estados da região Norte tiveram variação em volume do PIB maior que a média nacional.

Por região, a Região Norte obteve o maior crescimento na série de 2002 a 2016. A região cresceu 3,7% a.a., seguido de Centro-Oeste (3,6% a.a.) e Nordeste (2,8% a.a.). Os menores resultados são das regiões Sudeste e Sul, 2,2% a.a. e 2,1% a.a., respectivamente.

Posição da variação em volume acumulada, variação em volume acumulada, variação em volume média ao ano, participação percentual e posição relativa do PIB por Unidade da Federação – 2002-2016

Unidades da Federação
Produto Interno Bruto

Posição da variação em volume acumulada 2002-2016
Variação em volume acumulada (%) 2002-2016
Variação em volume média ao ano (%) 2002-2016
Participação no PIB do Brasil (%) 2002
Participação no PIB do Brasil (%) 2016

               Brasil
 
40,6
2,5
 
 

          Norte 
65,5
3,7
4,7
5,4

Rondônia

71,9
3,9
0,5
0,6

Acre

76,8
4,2
0,2
0,2

Amazonas
14º
56,9
3,3
1,5
1,4

Roraima

79,5
4,3
0,2
0,2

Pará
11º
59,2
3,4
1,8
2,2

Amapá

67,6
3,8
0,2
0,2

Tocantins

103,4
5,2
0,4
0,5

          Nordeste 
46,4
2,8
13,1
14,3

Maranhão

66,5
3,7
1,1
1,4

Piauí

72,7
4,0
0,5
0,7

Ceará
16º
50,6
3,0
1,9
2,2

Rio Grande do Norte
24º
34,6
2,1
0,9
1,0

Paraíba
10º
62,7
3,5
0,9
0,9

Pernambuco
18º
42,6
2,6
2,4
2,7

Alagoas
17º
43,6
2,6
0,8
0,8

Sergipe
19º
41,4
2,5
0,7
0,6

Bahia
21º
38,2
2,3
4,0
4,1

          Sudeste 
35,8
2,2
57,4
53,2

Minas Gerais
25º
34,1
2,1
8,3
8,7

Espírito Santo
15º
53,6
3,1
1,8
1,7

Rio de Janeiro
27º
25,3
1,6
12,4
10,2

São Paulo
20º
39,0
2,4
34,9
32,5

          Sul 
33,6
2,1
16,2
17,0

Paraná
22º
38,2
2,3
5,9
6,4

Santa Catarina
23º
37,0
2,3
3,7
4,1

Rio Grande do Sul
26º
27,6
1,8
6,6
6,5

          Centro-Oeste
63,3
3,6
8,6
10,1

Mato Grosso do Sul

65,7
3,7
1,1
1,5

Mato Grosso 

89,1
4,7
1,3
2,0

Goiás
13º
57,1
3,3
2,6
2,9

Distrito Federal
12º
57,4
3,3
3,6
3,8

Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA.Nota: A série 2002 a 2009 refere-se à série retropolada das Contas Regionais tendo por referência o ano de 2010 e, a partir de 2010 a série é estimada.

 Remuneração dos empregados representava 60,7% do PIB de Roraima em 2016

Em 2016, sob a ótica da renda, o excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto respondeu por 40,8% do PIB do país, aumento de 0,4 p.p. frente a 2015, enquanto a remuneração dos empregados (44,7%), avançou 0,1 p.p.. Já os impostos, líquidos de subsídios, sobre a produção e importação, reduziram sua participação em 0,5 p.p. e tiveram a menor participação na série iniciada em 2010 (14,5%).

Na região Norte, em 2016, existe uma equivalência entre as proporções de remuneração dos empregados e o excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto, além de ser a região em que este segundo quesito detém o maior peso no PIB (44,3%), influência direta de Pará e Amazonas. Já a remuneração dos empregados tem 44,2% de participação, influenciado por Roraima (60,7%) e Amapá (57,9%), onde essa componente tem o maior peso entre as unidades da federação, influenciado por Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social.

No Nordeste, a remuneração dos empregados tem a maior participação no PIB (47,3% em 2016). A perda de participação verificada entre 2015 e 2016 (0,5 p p.) foi influenciada por Pernambuco e Bahia, que viram o excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto ganhar participação em virtude do ganho do peso da Industria em suas economias.

A remuneração dos empregados no Sudeste elevou sua participação no PIB regional entre 2015 e 2016, de 44,1% para 44,5%, influenciada pelo fato de Rio de Janeiro e Espírito Santo verificarem reduções em suas Indústrias Extrativas no período.

Os estados da Região Sul possuem distribuição similar das componentes do PIB pela ótica da renda. Já a Região Centro-Oeste destaca-se pelos altos índices de participação do excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto de Mato Grosso (53,8%) e Mato Grosso do Sul (48,9%), os maiores em todo o Brasil. Na tabela abaixo estão as informações do PIB das unidades da federação segundo a ótica da renda.

Participação dos componentes do PIB pela ótica da renda segundo as Unidades da Federação (%) – 2016

Brasil e Unidadesda Federação
Remuneração dos empregados
Excedente operacional bruto e rendimento misto bruto
Impostos, líquidos de subsídios, sobre a produção e importação

Brasil
44,7
40,8
14,5

Rondônia
47,0
41,9
11,0

Acre
53,7
36,8
9,5

Amazonas
40,4
43,9
15,8

Roraima
60,7
31,5
7,8

Pará
41,7
48,1
10,2

Amapá
57,9
35,4
6,7

Tocantins
46,5
43,5
10,0

Maranhão
44,0
44,4
11,6

Piauí
52,4
36,4
11,2

Ceará
50,2
37,0
12,8

Rio Grande do Norte
49,9
38,3
11,8

Paraíba
51,7
37,0
11,3

Pernambuco
47,0
38,2
14,8

Alagoas
46,6
43,3
10,1

Sergipe
49,5
39,1
11,3

Bahia
44,4
43,1
12,5

Minas Gerais
45,2
41,7
13,1

Espírito Santo
43,2
40,1
16,7

Rio de Janeiro
49,7
33,8
16,5

São Paulo
42,8
40,5
16,7

Paraná
41,8
44,8
13,4

Santa Catarina
44,7
39,2
16,1

Rio Grande do Sul
41,7
44,7
13,6

Mato Grosso do Sul
40,5
48,9
10,5

Mato Grosso
36,7
53,8
9,5

Goiás
42,2
46,2
11,6

Distrito Federal
56,3
30,6
13,1

Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA.