Rondônia - 11 de dezembro de 2018
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Dessanilização de água do mar é apresentada como alternativa para abastecer cidades maranhenses – Maranhão

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Maranhenses conhecem processo de dessanilização do mar Mediterrâneo. (Foto: Aline Cristina)

Sabemos de que a água é essencial para tudo. Assim como sabemos que boa parte do território de um estado do Nordeste tem características do sertão ou mesmo apresenta problemas no quesito distribuição de água e gerenciamento do sistema de esgoto, o que acaba prejudicando seu potencial produtivo. Baseados nesses desafios, o vice-governador Carlos Brandão e o economista Geraldo Carvalho estiveram na sede da usina IDE Tecnologies, 15 quilômetros ao sul de Tel Aviv. Eles foram recebidos pelo diretor de vendas da empresa, Dror Aloni.

Com as negociações dos maranhenses já iniciadas na primeira ida a Israel, no início do ano, um dos interesses despertados pelo governo maranhense está relacionado à tecnologia israelense que viabiliza o processamento do litro de água por um preço muito menor do que é disponibilizado no mercado. Por meio da osmose reversa, cerca de 80% da água potável consumida pela população israelense vem do mar.

“O Maranhão reúne, portanto, perfeitas condições para utilizar a mesma tecnologia dessa informação”, concluiu Geraldo Carvalho. Aloni ressaltou que fazer a boa distribuição de água com os difusores também garante melhor saúde para a população através da remineralização da água e alertou: “Água com muito sal é água corrosiva”, ao defender a tese de que o próprio ciclo da natureza se encarrega de reestabelecer o equilíbrio marinho após a devolução de parte da água que já passou pela dessanilização ao mar.

“Pensar novos parâmetros para a tecnologia da inovação, a segurança, a cibernética, a agricultura e a segurança hídrica irá nos levar a patamares mais elevados de eficiência de gestão”, garantiu o vice-governador Carlos Brandão.

Tamanho sucesso nas empreitadas israelenses é fruto de séculos de estudo, cooperação entre universidades locais e empresas privadas, apoio do governo israelense e realização de conferências especializadas, para setores específicos de atuação social. “A necessidade e os desafios fazem a invenção”, resumiu Aloni.

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