Rondônia - 17 de dezembro de 2018
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Acre amplia mercado e exporta 27,4 toneladas de borracha beneficiada « Acre

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A demanda do mercado consolida a viabilidade de se cultivar borracha (Foto: Bia Saldanha)

No estado em que o desenvolvimento sustentável promove mais qualidade de vida aos acreanos, o extrativismo continua gerando emprego, renda e inclusão social dentro da floresta e também nas cidades.

Nesta semana, o Acre exportou 27,4 toneladas de Granulado Escuro Brasileiro (GEB) produzido na Usina de Borracha de Sena Madureira. O empreendimento, que recebeu investimentos do governo do Estado, é administrado pela Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre).

Após meses de estudos, análises e testes em fábrica e laboratório, atestou-se a qualidade e potencial mercadológico do GEB acreano. A França está entre os mercados alcançados pela borracha acreana.  Atuando há 13 anos no estado, a empresa Vert confecciona a sola de seus calçados com a borracha do Acre.

“Com esse resultado, pudemos firmar mais uma parceria com a Cooperacre e beneficiar toda nossa borracha no Acre, economizando recursos, otimizando processos e trazendo mais valor agregado para a produção na floresta”, salientou a consultora da empresa Vert, Bia Saldanha.

A demanda do mercado consolida a viabilidade de se cultivar borracha e dos investimentos na cadeia produtiva. A parceria comercial entre os seringueiros e a Vert emprega cerca de 160 extrativistas.

Ampliando mercado

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Toda a produção da Cooperacre foi comercializada (Foto: Bia Saldanha)

Antes, a empresa francesa comprava a Folha Defumada Líquida (FDL) e o CVP (Cernambi Virgem Prensado). Com a produção ativa de GEB no Acre, a Vert passa a consumir mais esse produto, anteriormente beneficiado em São Paulo.

“Apenas o FDL já não atendia mais a nossa demanda, tendo em vista que ela cresceu muito, então passamos a comprar o CVP da Cooperacre. Esse produto era beneficiado em São Paulo e transformado em GEB. Agora, todo esse processo se dará no Acre e isso é motivo de orgulho e alegria pra nós e para todos aqueles que acreditam que é possível fazer negócios economicamente viáveis, socialmente justos e ambientalmente responsáveis, ou seja, negócios sustentáveis”, frisou Bia Saldanha.

A produção do GEB completa o ciclo de investimentos públicos na cadeia produtiva da borracha, é o que explica o superintendente da Cooperacre, Manoel Monteiro. “Graças à parceria com o governo do Estado, nós suprimos uma demanda de mercado, pois não tínhamos nenhuma indústria de borracha no Acre. Hoje, estamos com a unidade funcionando, os produtores estão produzindo e ganhando dinheiro, vendem à vista e recebem na hora. E para as pessoas que falavam que isso não iria dar certo, fica o resultado de que desde que colocamos a usina para funcionar não paramos mais e toda a nossa produção foi comprada”.

A aptidão para produção de GEB da Usina de Borracha de Sena Madureira assegurou um novo acordo comercial para a Cooperacre. “O contrato firmado com a Vert prevê um adicional financeiro para o extrativista. Além do valor comercial, a empresa destina mais R$ 2,50 de subsidio. Destes, dois reais são repassados diretamente para o produtor”, observou Monteiro.

Plantando o desenvolvimento

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1500 famílias foram beneficiadas com o Programa Florestas Plantadas (Foto: Arisson Jardim/Arquivo Secom)

Compreendendo o potencial da cadeia produtiva da borracha, o governo do Estado desenvolveu o Programa Florestas Plantadas, estimulando o cultivo da seringueira em consórcio, um modelo de Sistema Agroflorestal (SAF), com castanheiras e frutíferas, como banana, acerola, graviola, limão, abacaxi e açaí, que trarão retorno financeiro antes das primeiras seringueiras puderem ser cortadas.

No Floresta Plantadas, o Estado já investiu mais de R$ 7 milhões e mais de 1.500 famílias são beneficiadas, tendo assim uma opção viável para manter o seu modo tradicional de vida, em harmonia com a natureza.

As secretarias de Meio Ambiente (Sema) e de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) executam o programa, que tem apoio do Banco Alemão KfW e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) por meio do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II).


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