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sábado, 25 maio 2019, 11:26

Presidência da Assembleia Legislativa de Rondônia está nas mãos de Alex Redano ou Laerte Gomes, a menos que…

Quando os deputados se reunirem na solenidade de inauguração do novo e moderno prédio da Assembleia, nessa próxima terça-feira, a questão do novo presidente e da Mesa Diretora para a nova legislatura, já estará definida?

A resposta é sim. Nos bastidores, fala-se que o Grupo dos 17 (embora já possa ter até bem mais do que os 17!), liderado por Alex Redano (PRB), Laerte Gomes (PSDB), Jean Oliveira (MDB), Marcelo Cruz (PTB), Jair Montes (PTC), Pastor Alex Silva (PRB), entre outros, teria fechado também com parlamentares que antes estavam com o deputado José Lebrão (MDB) ou que, ainda, poderiam apoiar Eyder Brasil (PSL).

O deputado Lebrão teria ligado para vários colegas seus, que estavam entre os que certamente o apoiariam na corrida pela Presidência, avisando que está fora do jogo. Segundo o deputado Aélcio da TV, um dos que tinha empenhado sua palavra de que apoiariam Lebrão, só a desistência do seu colega emedebista poderia fazê-lo trocar de candidato. Na quinta-feira, houve uma reunião entre vários deputados, incluindo o atual presidente, Maurão de Carvalho, com representantes do outro grupo, como Laerte Gomes.

O que se ouviu no encontro é que a formação de uma chapa com a grande maioria de membros da que já está formada já há semanas, para disputar com o grupo de Lebrão, é um caminho que está consolidado. Nesse raciocínio e caso não haja alguma mudança de última hora, Alex Redano ocuparia a presidência do parlamento por dois anos e Laerte Gomes por outros dois.

Não estaria ainda definido qual dos dois ficaria com o primeiro período no comando da Assembleia. Com Lebrão fora da disputa, neste final de semana se comentava que poderia haver uma vitória extremamente fácil da turma que, em sua maioria, não é ligada ao Palácio Rio Madeira/CPA, embora garanta que ajudará o Governo em tudo o que for importante para Rondônia.

Há ainda, contudo, a candidatura do deputado  Eyder Brasil, único eleito pelo partido do governador Marcos Rocha, que continua em campanha pela presidência da Casa.

Ele confirmou isso à coluna neste sábado, embora tenha sublinhado que está aberto a negociações, para uma chapa de consenso. Mas, a verdade é que o que se ouve pelos corredores do poder, é que as chances de o governo ganhar a presidência da Assembleia com aliados, é mais ou menos as que tem o Sargento Garcia de prender o Zorro. É sempre bom lembrar, contudo: em política, nada é definitivo.

Faltam ainda onze dias para a eleição da nova Mesa e, todo esse tempo, para mudar algo na politica, configura-se como quase uma eternidade. Às vezes, tudo o que está acertado muito tempo antes, pode cair a minutos da votação decisiva. Dessa vez, nada leva a crer que será o caso.

A verdade é que só um fato novo, muito forte, quase perto do milagre, tira a vitória acachapante, que se desenha, do grupo que está formado há longo tempo e que nunca deu, na verdade, maior espaço para que algum nome ligado ao governo prosperasse. O futuro dessa nova Assembleia já está definido.

QUAIS AS CHANCES DA CAERD?

Uma das maiores dores de cabeça para o governo de Rondônia é a Caerd. Por sua dívida imensa e impagável, que chega à casa do 1 bilhão de 600 milhões de reais, a estatal se tornou inviável.

Nos últimos meses, contudo, a Caerd se mostrou uma empresa saudável e com possibilidade de recuperação, não fosse seu inacreditável passivo, graças à forma de administrar de sua nova diretoria, representada por membros do Sindur, o sindicato da categoria. O que fazer, daqui em diante? O governador Marcos Rocha tomou uma decisão inteligente, nas atuais circunstâncias. Manteve a diretoria da estatal, que, nos últimos oito meses, conseguiu regularizar o pagamento atrasado dos servidores e manter-se com seus atuais compromissos em dia. Ficam no cargo o diretor presidente José Cardoso Ferreira e os diretores Wagner Zacarini e Sérgio Galvão da Silva.

O drama da Caerd será longo e penoso, porque as dívidas acumuladas tiram praticamente todas as chances da empresa sobreviver, ao menos como ela é atualmente. Será privatizada?  Mas quem vai querer comprar uma estatal com 1 bi e 600 milhões em dívidas? A diretoria da Caerd e o governo rondoniense têm um enorme desafio para conseguir fazer sobreviver uma empresa quebrada, por irresponsabilidades, ao longo de 30 anos.

PROTEGENDO OS SERVIDORES

No encontro dessa semana, quando o governador Marcos Rocha decidiu manter a diretoria “caerdiana”, os comentários dos representantes da empresa foram bastante elogiosos, em relação às posições do Coronel Rocha.

Um deles considerou o Governador “uma pessoa muito republicana, cujas posições surpreenderam, pela forma clara e objetiva com que traça seus planos e dá suas orientações”. Rocha disse no encontro que tem grandes planos para o saneamento básico em Rondônia, seja com a Caerd estatal ou privatizada.

O que os servidores do órgão mais gostaram de ouvir, foi quando Rocha afirmou que “qualquer projeto para a Caerd vai levar em conta os maiores interesses da população, mas sem jamais passar por cima daquelas pessoas que dedicaram suas vidas à empresa, porque jamais permitiria injustiças contra os servidores e suas famílias”.

Para o Governador, a manutenção da equipe dirigente da Caerd tem motivos claros: a diminuição das despesas, o aumento da receita e um trabalho que, mesmo sob as atuais circunstâncias, não tem trazido transtornos à população. Não fosse sua dívida, a Caerd, a partir de agora, seria viável. Mas seu passado a condena, infelizmente.

O CICLISTA E O IRMÃO DO GOVERNADOR

Vereador de Ji-Paraná, que vai se transformar em deputado estadual dia 1º de fevereiro, Cabo Johny Paixão, do PRB, quer chegar à Capital para marcar presença. Não quer deixar passar o evento como se ele fosse simples. Cabo Johny virá de bicicleta, desde sua cidade, a mais de 370 quilômetros da Capital e levará quatro dias para chegar ao seu destino. Sairá de Ji-Paraná no final da tarde do dia 24 próxima (quinta-feira da semana que vem) e só chegará na noite de domingo, quatro dias depois.

Apaixonado pelo ciclismo, o néo deputado pretende divulgar o esporte e arregimentar mais adeptos para ele. Não tem certeza de quantos outros ciclistas o acompanharão, mas a meta é que, a partir de Ouro Preto do Oeste, a 100 quilômetros de distância, a “comitiva” de ciclistas já supere os 150 participantes.

Johny quer também, durante sua longa estada pela BR 364, realizar um abaixo assinado em todas as cidades que passar, pedindo a implantação de ciclovias e ciclo faixas em zonas urnbanas das comunidades rondonienses. O desafio pessoal de Johny faz lembrar o que fez o médico Nobel Moura, irmão do então governador eleito Confúcio Moura, que veio a pé de Ariquemes, até Porto Velho, para comemorar a chegada do mano ao Governo, em 2011. Dois anos depois, Nobel rompeu com o governo do irmão, depois da morte de um paciente, por falta de estrutura, no Hospital de Ariquemes, que ele dirigia.

FLÁVIO E LULA, A POLÍTICA NA POLÍCIA

Duas bombas no mundo político/policial brasileiro (ambos cada vez mais próximos) sacodem o noticiário nacional. O primeiro deles refere-se ao volume de dinheiro que o senador eleito Flávio  Bolsonaro recebeu em suas contas bancárias, em pouco tempo e sem se saber de onde veio a grana. Num prazo de dois dias, por exemplo, ele teria recebido quase 100 mil reais, em 48 depósitos.

Tudo seria absolutamente tranquilo e sem suspeitas, se Bolsonaro e um de seus amigos, um policial amigo, que foi seu motorista, tivessem dado seus depoimentos às autoridades, com as devidas explicações. Mas além de não darem, o filho do Presidente da República ainda apelou para foro privilegiado, coisa que ele e seu pai criticaram duramente na última campanha eleitoral.

O caso de Flávio pode sim prejudicar seriamente o governo do seu pai, até que tudo seja esclarecido, ou ele, Flávio, pague pelos erros cometidos, se os cometeu. Já o segundo caso envolve novamente o ex presidente Lula, que já não tem mais ficha política, mas apenas ficha policial. Seu ex braço direito, Antônio Palocci, em denúncia premiada, diz que Lula recebeu propina em dinheiro vivo. E que em duas ocasiões, ele mesmo, Palocci, entregou o dinheiro, em caixas de bebidas, ao então Presidente da República. Sujeira pouca é bobagem. Temos mesmo que viver nesse lamaçal. Tomara que todos os inocentes (se os houver) saiam livre e todos os culpados (e os há, muitos! ), recebem o castigo que merecem. Pobre Brasil!

ALTA VELOCIDADE NAS RUAS

O trânsito da Capital está realmente muito desorganizado, perigoso, mortal. O número de acidentes não para de crescer. Mesmo em vias muito bem sinalizadas, como a Duque de Caxias, é impressionante o número de colisões, vítimas feridas e vítimas fatais. A invasão de acidentados no Hospital João Paulo II deve tornar o nosso pronto socorro um recordista mundial em número de atendimentos, de quem sofre alguma lesão por acidente nas ruas, proporcionalmente ao seu tamanho.

As autoridades da saúde pública não sabem mais o que fazer, tal o desespero da falta de leitos para atender tantos feridos, alguns em estado greve, alguns em estado terminal. Tem solução? O novo secretário da Semtran, Coronel Kisner, certamente já está quebrando a cabeça em busca de alternativas para melhorias do sistema de transportes e tráfego de Porto Velho. Mas nada que ele e sua equipe fizerem vai resolver, caso não mude a mentalidade da maioria dos motoristas e motociclistas, alguns que se tornaram verdadeiros pilotos de prova nas ruas. Por isso, combater a altíssima velocidade que desenvolvem no perímetro urbano, contra todas as leis e o bom senso, tem que ser a prioridade total da Semtran. Multas. Multas. Multas. Pesadas. Sem isso, nada vai funcionar contra os malucos que se adonam de nossas ruas e avenidas.

GUERRA À VERDADE

Os perdedores querem impor suas pautas. É inacreditável a cara de pau de boa parte da mídia (daquela aparelhada e vivendo de teorias esquerdistas, além do que mamaram nos governos petistas) direciona suas notícias para contestar decisões do governo Bolsonaro, para tentar avacalhar com ministros, antes mesmo que eles comecem a trabalhar; como tentar direcionar seus comentários e notícias para dizer como o governo deveria agir, porque tudo está errado, como o Brasil deveria ser gerido. É inacreditável que parte da imprensa brasileira, que se diz imparcial, tenha assistindo os 16 anos de assalto aos cofres públicos em total silêncio e agora, qualquer insinuação de irregularidade da turma bolsonarista, vale metade de um Jornal Nacional. Por trás de tudo isso, é claro, está o que vem por aí, ironizando-se um dos slogans da poderosa Globo: ela vai perder enorme fatia das verbas publicitárias oficiais.

O pânico está chegando, por isso, a intenção de não permitir que o governo se consolide. Será que essa gente vai conseguir? Ou a grande maioria do povo brasileiro, que elegeu o novo presidente, sairá vencedora nessa guerra que boa parte da mídia quer impor ao país?

PERGUNTINHA

Conta de luz com aumento pornográfico; conta de água, IPTU, primeiro mês do IPVA, carnês das compras de Natal, material escolar, impostos, taxas, contribuições: de onde você vai tirar tanta grana para pagar todas as suas contas de janeiro?

Autor / Fonte: Sérgio Pires

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