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domingo, 24 março 2019, 21:35

[COLUNA] – Arquivamento da “lava toga” mostra que na política brasileira só mudaram os personagens – Politico

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Davi Alcolumbre “amarela” e arquiva CPI que nasceu morta, mas criou um tremendo mal estar durante o fim de semana entre o Judiciário e o Legislativo

Vamos pular

O ano de 2019 vem sendo marcado por tragédias que dificilmente serão esquecidas por grande parte dos brasileiros. Tivemos o tsunami de lama em Brumadinho e quando começamos a nos recuperar veio a tragédia no Ninho do Urubu, que vitimou 10 pessoas, e chocou mais em função de que 6 das vítimas eram jovens adolescentes, que tiveram seus sonhos e vidas interrompidos pelo descaso que impera no Brasil. Para deixar nossos corações ainda mais entristecidos, perdemos nesta segunda-feira um dos mais queridos, polêmicos e descolados jornalistas do país, Ricardo Boechat, apresentador de programas na Band (rádio e TV), foi vitimado por um acidente de helicóptero. 2019 poderia ser cancelado.




Unanimidade

Boechat era, sem dúvida alguma, um dos maiores e mais respeitados nomes do jornalismo brasileiro, e vai fazer muita falta. Suas tiradas, comentários e opiniões sobre o cotidiano político eram ímpares.

Subiu no telhado

A turma que torcia pela “queda de Renan” porque ele representa a “velha política” levou mais um tombo nesta segunda-feira. O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) arquivou a CPI do Judiciário que havia sido gestada na semana passada e já contava com 27 assinaturas. Nesta segunda, Eduardo Gomes (MDB-TO), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Kátia Abreu (PDT-TO) retiraram suas assinaturas e Alcolumbre nem esperou qualquer tipo de manobra no sentido de permitir que novas fossem colhidas, já mandou para a gaveta. Nos bastidores, o requerimento havia causado desconforto a ministros e juízes, que reclamaram ser inconstitucional criar uma CPI “sem um objetivo específico”.

Justificou

Alcolumbre disse que, ao arquivar, seguiu o que manda o regimento. Questionado sobre o mal-estar com o outro Poder, ele evitou polemizar: — Não tinha o número necessário de assinaturas. Em relação ao mal-estar, eu acho que o Parlamento é um Poder e precisa estar em harmonia com o Judiciário, assim como com o Executivo. Nada mais justo que as instituições funcionem. O Parlamento tem de funcionar, o Executivo tem de funcionar, o Legislativo tem de funcionar.

Com isso

Bate-se com um prego enorme na tampa do caixão da CPI que já havia nascido natimorta, uma vez que grande parte do Congresso tem pendências de toda natureza junto à justiça. O medo do corporativismo do Judiciário falou mais alto e acabou com a festa da turma que já estava babando por atirar lama em algumas togas. Quando o ministro Gilmar Mendes começou a queimar em praça pública, a coisa esfriou. Resta saber se essa investida vai terminar por ai, ou se mais coisas vão vazar. É bom lembrar que o “vazador oficial” da República agora é ministro, e uma vaga ainda tem que ser aberta no Supremo.

Falando nisso

O tal projeto anticrime encaminhado por Sérgio Moro fere de morte a Constituição praticamente de cabo à rabo. Quem se deu ao trabalho de ler, percebe que é uma colcha de remendos que mistura barbeiragens da lava-jato, com discursos simplistas que em nada resolvem o cerne da questão, que é a redução da criminalidade através de programas de inclusão voltados para crianças e jovens em situação de risco. A proposta principal é prender gente a qualquer custo, sem levar em consideração que cadeia custa caríssimo e não ressocializa ninguém.

Perda de função

Um delegado e dois agentes de polícia foram condenados pelo Tribunal de Justiça de Rondônia à perda de função pública por terem deixado um suspeito em estado vegetativo após sessões de tortura. O delegado de polícia Cristiano Martins Mattos, juntamente com os agentes policiais Fernando dos Anjos Rodrigues e Eliomar Alves da Silva Freitas, foram condenados sob acusação por vingança. O espancamento que resultou na condenação ocorreu porque o acusado era apontado como participante de uma chacina em Buritis, onde foram mortos um policial e um agente penitenciário. A sessão de espancamento do “morro da Embratel” foi uma vingança. O morro aliás, era o local preferido do delegado e seus agentes para práticas de sessões de tortura, segundo informações do processo.

Sintomas obsessivo-compulsivos na juventude podem prenunciar doenças mentais

Sintomas obsessivo-compulsivos (SOC) em jovens podem ser um sinal de alerta precoce de doença mental subsequente, inclusive psicose, sugere uma nova pesquisa. Os pesquisadores analisaram dados da Philadelphia Neurodevelopmental Cohort (PNC), formada por mais de 7.000 jovens, entre 11 e 21 anos de idade. Os participantes, que não procuraram serviços de atendimento em saúde mental, fizeram rastreamento de sintomas obsessivo-compulsivos, bem como de outros transtornos psiquiátricos. Os pesquisadores descobriram que os sintomas obsessivo-compulsivos eram comuns nesses jovens, acometendo quase 40% dos participantes, embora apenas 3% correspondessem aos critérios de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pleno. Embora todos os sintomas obsessivo-compulsivos estivessem associados a maior número de doenças psiquiátricas importantes (TOC, episódios depressivos, psicose e ideação suicida), os “maus pensamentos”, informados por um quinto da amostra, mostraram a associação mais “substancial”. “Quando comparamos as crianças com sintomas obsessivo-compulsivos às crianças sem esses sintomas, encontramos uma razão de chances, ou odds ratio, variando de 3 a 5, em termos de associação a doenças psiquiátricas ao longo da vida, especialmente entre aquelas com pensamentos ruins e intrusivos”, disse ao Medscape o Dr. Ran Barzilay, Ph.D., médico e pesquisador do Lifespan Brain Institute of Children’s Hospital of Philadelphia,da University of Pennsylvania. “Essas descobertas têm implicações clínicas críticas, a saber, que os sintomas obsessivo-compulsivos são um sinal de alerta de futuro surgimento de transtornos psiquiátricos e podem, portanto, ser usados para estratificar as crianças de menor ou maior risco”, disse o pesquisador. O estudo foi publicado on-line em 23 de novembro no periódico Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry.

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