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quarta-feira, 21 agosto 2019, 20:25
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Bicampeão com três rodadas de antecedência

Por Gabriel Santana, do Centro de Memória




Domingo, 19 de maio de 1968, o Santos entrou em campo pelo Campeonato Paulista restando ainda mais três jogos para o fim da competição. Mas o triunfo diante do Palmeiras, em pleno Palestra Itália, por 3 a 1, já foi o suficiente para o Alvinegro conquistar o 11º título de sua história, sagrar-se bicampeão estadual e dar um passo importante para se tornar novamente tricampeão no ano seguinte, repetindo a façanha de 1960/61/62.

O Alvinegro pôde festejar com tanta antecedência devido à derrota do Corinthians para o Botafogo, em Ribeirão Preto, por 1 a 0. O time corintiano foi o que mais se aproximou de disputar o título com o Peixe, porém, a equipe santista deu pouca chance ao rival. Ao final da ultima rodada, o Santos terminou o certame com 11 pontos à frente do alvinegro da capital, o vice-campeão.

O jogo do título

Logo no primeiro tempo, o Santos já mostrou forte intensidade, tentando resolver o jogo de imediato. Porém, mesmo com algumas chances, a primeira etapa terminou em 0 a 0. Aos dois minutos do segundo tempo, após falha de marcação santista, o Palmeiras abriu o placar, por meio de China. O Alvinegro não se abalou com o tento sofrido, e aos minutos, em violenta cobrança de falta de Edu, conseguiu o empate. Pelé, em magistral jogada, virou a partida na sequência, e Toninho Guerreiro, aos 21 minutos, sacramentou o triunfo do Peixe.

Emoção e desabafo

O presidente Athié Jorge Coury dedicou o título ao ex-jogador e ex-diretor Nicolau Moran, falecido em fevereiro de 1968. Ele se expressou da seguinte forma para o jornal Folha de São Paulo: “Este título do Santos dedico a Nicolau Moran, aquele que foi um dos nossos maiores incentivadores. Devemos muito ao idealismo de Moran. Os jogadores sabem disso. Quando se fala no nome de Moran, parece que as forças do quadro se multiplicam”.

Já o Rei Pelé, desabafou ao final da partida, também em entrevista à Folha: “Diziam que o Santos estava no fim. Falavam que eu próprio não tinha mais o futebol de antes. Parece até que chegaram e me chamar de palhaço, chamando o Santos de circo”.

Campanha

Depois da conquista antecipada, o Peixe perdeu para o América de São José do Rio Preto por 3 a 1,  goleou o Comercial de Ribeirão Preto por 4 a 0 e se despediu vencendo o São Paulo por 3 a 1, na Vila Belmiro.

Para sagrar-se bicampeão paulista o Santos jogou 23 partidas, vencendo 20, empatando uma e perdendo duas. Marcou 62 e sofreu 18 gols. Os artilheiros santistas no campeonato foram Pelé (16 gols), Toninho Guerreiro (15), Douglas Franklin (8), Edu (7), Carlos Alberto Torres (6), Lima, Negreiros e Clodoaldo (2), Rildo e Kaneko (1) e marcaram contra seus times, a favor do Santos, os jogadores Severo e Fernando.

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