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Desemprego entre mulheres sobe e atinge 12,4% em 2017 na Região Metropolitana de Porto Alegre | Rio Grande do Sul

Pesquisa da FEE mostra que mulheres são mais prejudicadas no mercado de trabalho

Pesquisa da FEE mostra que mulheres são mais prejudicadas no mercado de trabalho

A taxa de desemprego aumentou entre as mulheres pelo terceiro ano consecutivo na Região Metropolitana de Porto Alegre. Esse índice passou de 11,2% em 2016 para 12,4% em 2017. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). A pesquisa foi feita em 14 cidades.

Com isso, elas voltaram a ser a maioria no total de desempregados. O percentual corresponde a 50,4% da população economicamente ativa.

Além disso, elas ganham menos, têm mais dificuldades para manter o emprego e são demitidas em um número muito maior que os homens.

“As mulheres que conseguiram alguma colocação neste ano, conseguiram uma vaga de doméstica, possível de diarista, e sem carteira assinada. São empregos possivelmente mais precários, com uma menor proteção, e as pessoas até mais qualificadas tiveram que voltar a procurar este tipo de ocupação em função da crise econômica”, analisa a economista da FEE Virginia Donoso.

Mulheres também foram as que mais perderam com a queda no valor dos salários (Foto: Reprodução/RBS TV) Mulheres também foram as que mais perderam com a queda no valor dos salários (Foto: Reprodução/RBS TV)

Mulheres também foram as que mais perderam com a queda no valor dos salários (Foto: Reprodução/RBS TV)

De forma geral, conforme FEEE, a taxa de desemprego total aumentou de 10,7% em 2016 para 11,2% no ano passado. O contingente de desempregados foi estimado em 205 mil pessoas, um aumento de 3 mil pessoas.

Entre os homens, o índice de desemprego se manteve estável entre os dois anos, de 10,2%. No período, 43 mil mulheres deixaram o mercado de trabalho contra 12 mil homens.

Homens e mulheres sofreram mais para conseguir uma nova vaga no mercado. Mas a situação foi pior para elas: 39 semanas até encontrar emprego. Para eles, a média era de 37 semanas.

As mulheres também ficaram menos tempo no emprego: 64 semanas, contra uma média de 69 entre os homens.

Elas também foram as que mais perderam com a queda no valor dos salários. Foi quase 3% e passou de R$ 1.747 para menos de R$1,7 mil. O rendimento médio entre os homens também caiu, mas ficou acima de R$ 2 mil.

Formada em ciências contábeis, Tatiana da Silva foi atingida pela crise. Ela trabalhava há 20 anos no setor financeiro.

Mas os cortes atingiram em cheio a carreira e ela preciso se adaptar a uma nova rotina. Hoje trabalha como motorista de transporte por aplicativos.

“De início a gente estranha. Eu trabalhava das 8h às 18h, de segunda a sexta. Com aplicativo muda tudo, tem que estar madrugada na rua. E como eu tenho filho, meio-dia vai em casa, volta, faz almoço, fica um pouco com ele, e sai de novo”, afirma.

Tatiana da Silva foi atingida pela crise e hoje trabalha como motorista de transporte por aplicativos (Foto: Reprodução/RBS TV) Tatiana da Silva foi atingida pela crise e hoje trabalha como motorista de transporte por aplicativos (Foto: Reprodução/RBS TV)

Tatiana da Silva foi atingida pela crise e hoje trabalha como motorista de transporte por aplicativos (Foto: Reprodução/RBS TV)