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Número de cidades gaúchas com registro de danos pelo temporal chega a 28, diz Defesa Civil | Rio Grande do Sul

Temporal no RS causou estragos e deixou dois mortos (Foto: Reprodução/RBS TV) Temporal no RS causou estragos e deixou dois mortos (Foto: Reprodução/RBS TV)

Temporal no RS causou estragos e deixou dois mortos (Foto: Reprodução/RBS TV)

O número de municípios com danos causados pelo temporal já chega a 28, segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em boletim informativo do órgão, às 17h desta quarta-feira (13), com 2.917 residências atingidas. Pela manhã, eram contabilizadas 26 cidades afetadas e 2.780 residências danificadas.

Entre segunda e terça-feira (12), um temporal atingiu o estado. Chuva e ventos intensos, além de granizo, causaram estragos e duas mortes no estado. As regiões com mais problemas são Serra, Norte e Centro. As principais ocorrências se referem a quedas de árvores e postes, falta de energia elétrica e destelhamentos.

Além disso, 9 pessoas estão desabrigadas (em ginásios ou escolas da cidade) e outras 142 estão desalojadas (em casas de parentes ou amigos).

Os transtornos danificaram estruturas no interior, como igrejas e escolas. Em Araricá, a cerca de 70 km de Porto Alegre, a Escola Francisca Isabel, que atende cerca de 400 alunos do município, foi destelhada e a instituição suspendeu as aulas e antecipou o recesso escolar. Já em Ronda Alta, no Norte do estado, as paredes e o teto de uma igreja desabaram.

Em Ronda Alta, o salão da comunidade e uma igreja foram totalmente destruídos (Foto: Dulci Sachetti/RBS TV) Em Ronda Alta, o salão da comunidade e uma igreja foram totalmente destruídos (Foto: Dulci Sachetti/RBS TV)

Em Ronda Alta, o salão da comunidade e uma igreja foram totalmente destruídos (Foto: Dulci Sachetti/RBS TV)

Susto

Moradores relataram medo durante o temporal. O agricultor Elton Lorezon, morador da cidade de Água Santa, lembra que se segurou em uma parede para esperar a ventania diminuir.

“Estava deitado eu e a minha esposa. Daí eu disse: ‘vamos levantar, vamos para baixo, no porão que é mais seguro’. Mas em questão de um minuto, não deu tempo. Eu me agarrei em uma parede até passar um pouco. Aí começou a sofá virar para um lado, cama para cá, e depois conseguimos descer”, conta.

O caminhoneiro Domingos Favretto, de 57 anos, também levou um susto. Na segunda-feira (11), ele estava dentro do seu caminhão, que foi arrastado e tombou com a força do vento, quando seguia de Tapejara em direção a Coxilha.

Caminhão foi arrastado até o meio de lavoura com a força do vento (Foto: Reprodução/RBS TV) Caminhão foi arrastado até o meio de lavoura com a força do vento (Foto: Reprodução/RBS TV)

Caminhão foi arrastado até o meio de lavoura com a força do vento (Foto: Reprodução/RBS TV)

Mortes

Em Ciríaco, um homem morreu atingido pela própria casa, que desabou sobre ele. De acordo com a Polícia Civil, a residência foi destruída pelo vento.

O morador José Alves Nunes, de 53 anos, foi socorrido por vizinhos e levado ao Hospital São José, em David Canabarro, mas não resistiu aos ferimentos.

O temporal também causou a morte de uma idosa em Sarandi. Segundo a polícia, Rita Didomenico, de 70 anos, estava em casa junto com a família na Linha Águas do Angico, interior da cidade, quando a tempestade começou, por volta das 3h.

Parte da família buscou refúgio dentro de um carro, mas Rita, que era cadeirante e tinha necessidades especiais, não conseguiu sair a tempo. Ela foi atingida pelo desabamento da casa. Embora tenha sido socorrida, a mulher chegou sem vida ao hospital.

Falta de luz

O número de consumidores sem energia elétrica chegou a passar de 100 mil no estado por causa do temporal. Agora, segundo as concessionárias RGE e RGE Sul, cerca de 23 mil clientes estão sem luz, desde a noite de segunda (11). Já na área de abrangência da CEEE, 13 mil clientes estão sem energia.

Doações aos atingidos

No fim da manhã de terça (12), o governador do estado convocou uma reunião com representantes das secretarias das áreas mais afetadas pelo temporal para reforçar a estratégia de ação e atender quem precisa de ajuda.

Como os estoques da Campanha do Agasalho ainda estão muito baixos, a Defesa Civil faz um apelo pedindo doações às famílias afetadas. “Só o governo e os municípios sozinhos, sem a solidariedade das pessoas, não venceremos as dificuldades que estão aí”, enfatizou o governador, José Ivo Sartori.

As doações podem ser entregues na sede da Defesa Civil de cada município. Roupas, calçados, cobertores, colchões, produtos de higiene pessoal, alimentos não perecíveis e água são os itens prioritário.

Casas foram destelhadas durante temporal no Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV) Casas foram destelhadas durante temporal no Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)

Casas foram destelhadas durante temporal no Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)